Rolando: «Agora partimos todos em pé de igualdade»

Central ainda não competiu esta temporada e, quando pensava jogar, tudo parou devido ao coronavírus

Rolando, de 34 anos, ainda não competiu desde que saiu do Marselha, no final da temporada passada. Chegou a Braga no final de fevereiro passado, na condição de jogador desempregado. Naturalmente em desvantagem para os seus colegas na corrida por um lugar na equipa, mas essa situação pode mudar em breve.

"Vamos todos partir em pé de igualdade. Até aqui eu estava em desvantagem, porque não estava assim tão mal fisicamente, mas não tinha o ritmo de jogo. Neste contexto de treino em casa, ao qual até eu já estava habituado, vamos recomeçar todos em pé de igualdade, mas só no Sp. Braga, mas todos os futebolistas. Como se entrássemos numa pequena pré-época. Neste momento só tenho de ser profissional, dedicar-me ao meu trabalho e estar preparado para quando regressarmos", referiu Rolando, em conversa com os jornalistas através de videoconferência.

"Estou muito feliz no Sp. Braga, inclusive nesta altura há um gabinete só para cuidar dos jogadores e tudo aquilo de que nós necessitamos, nós temos. Aproveito para agradecer publicamente ao Sp. Braga, coisas destas é que explicam porque é que o Sp. Braga luta contra os grandes, é porque é um grande", acrescentou.

Rolando está num clube que adotou o 3x4x3 como sistema tático principal, algo que nem é estranho para o internacional português. "Quando estive em Itália joguei sempre em defesas a três e, dependendo dos meus colegas e das suas características, acabei por jogar em todas as três posições. Neste momento, olhando também ao clube e aos meus colegas, diria que as minhas características se adaptam melhor à posição central da defesa. Sei que se tiver de jogar à direita ou à esquerda estou preparado, porque já o fiz, mas tenho treinado sobretudo ao meio", revelou.

O defesa-central chegou à Pedreira muito por culpa do incentivo de Rúben Amorim, que viria a sair para o Sporting apenas alguns dias depois. "O Rúben Amorim é um amigo e um irmão de há muitos anos e ele foi importante para a minha vinda, mas eu sei que o futebol muda muito depressa e felizmente o treinador que o rendeu é alguém que também conheço há muitos anos, desde a seleção de sub-21. Estar no Sp. Braga é muito bom, porque estou num clube grande e estou em casa, com a minha família. Claro que gostaria de trabalhar com o Rúben, mas o Custódio vai provar que é um treinador muito bom, porque no Sp. Braga é assim", apontou Rolando.

Contactos no último verão

Rolando explicou ainda por que razão não reforçou o Sp. Braga no último verão, tendo em conta que houve contactos nesse sentido. "O presidente falou-me, de início era o Abel o treinador, depois o Sá Pinto. Falei com o Sá Pinto, depois pessoalmente com o presidente. A questão não era ser ou não o Sp. Braga. Eu queria algo novo para a minha carreira, experimentar algo diferente, como EUA, México, Brasil ou Ásia. Por isso na altura não vim. Mas depois não consegui conciliar a minha vontade com as propostas que tive e então acabei por esperar. Passado algum tempo, comecei a analisar outras propostas, surgiu de novo o Sp. Braga, ainda por cima com o míster que era [Rúben Amorim] e acabei por aceitar", explicou Rolando.

Por André Gonçalves
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