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Sp. Braga-Benfica, 1-1: Ter alma para reagir à falta de inspiração

CRÓNICA

Sp. Braga-Benfica, 1-1: Ter alma para reagir à falta de inspiração
Sp. Braga-Benfica, 1-1: Ter alma para reagir à falta de inspiração • Foto: José Moreira
Agora que o tempo deixou de ser aliado, o Benfica voltou a evidenciar sintomas de recuo em relação ao que já mostrou na pré-época. Enquanto assimila chegadas a conta-gotas (é difícil garantir a uniformização física, técnica e táctica nestas condições), parece que as rotinas do estágio suíço têm de ser recicladas.

A pouco mais de uma semana da pré-eliminatória da Liga dos Campeões, o jogo de Braga serviu de último ensaio para o primeiro teste da temporada. Perante adversário para quem o tempo tem valor mais relativo - está a um mês de iniciar a SuperLiga -, os encarnados voltaram a recorrer ao temperamento indomável para evitar a derrota. Um pouco à semelhança do que sucedeu com o Real Madrid. Visto numa determinada perspectiva, mostrar carácter não deixa de ser um bom sinal.

Desacerto

A primeira parte teve as marcas do início da época, principalmente no que diz respeito ao Benfica. Os encarnados tiveram a bola sempre em dificuldade, mesmo nas zonas neutras, onde a pressão do Sp. Braga era menor.

O desacerto traduziu-se em muitos passes laterais e atrasados que não deram segurança à circulação e afastaram quase liminarmente a criação de roturas na defesa contrária; em algum conformismo perante a inexistência de linhas de passe que fizessem chegar o perigo à baliza de Paulo Santos; na fraca capacidade de interpretar os valores colectivos do jogo e na desinspiração individual dos seus elementos mais criativos. De todas as insuficiências, a mais importante das quais a pouca firmeza com que cultivou a posse de bola, resultou um futebol previsível, arrastado e inconsequente.

Estratégia

O Sp. Braga conseguiu o que queria. Recuou estrategicamente; executou uma pressão ordenada (ao portador da bola mas também aos possíveis destinatários das acções) e armou-se bem para aproveitar qualquer imprecisão do adversário de forma a explodir para a baliza de Quim.

Tendo menos bola, controlou o jogo; sendo mais expectante, actuou apenas com um médio defensivo (Luís Loureiro) contra dois do Benfica (Petit e Paulo Almeida). Dando a sensação de estar mais dependente de factores aleatórios como a sorte e o azar, os minhotos foram mais seguros. É que tudo isso fazia parte da estratégia.

Dar tudo

Com as substituições aumentou a emoção do jogo; com o golo do Sp. Braga tornou-se mais intenso. Não foi bem jogado - nunca o foi - mas dimensionou o ritmo e adaptou a noção de incerteza no marcador a partir da vantagem de um dos lados.

Jesualdo Ferreira e Trapattoni não fizeram depender as substituições do resultado mas as alterações deram ao encontro uma fisionomia diferente. Logo a seguir ao golo de Cesinha, o Benfica operou pequena revolução na estrutura: Amoreirinha defesa-direito; Miguel extremo; Bruno Aguiar da direita para a esquerda; Simão a movimentar-se nas costas de Karadas.

O avanço das tropas encarnadas teve muito coração e pouca cabeça, e aconteceu porque os jogadores deram tudo para evitar a derrota. Deram tanto que, antes do apito final de Augusto Duarte, Miguel e Simão tombaram com caimbras.
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