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Sp. Braga-Estrela Vermelha, 1-1: As falhas do costume...

MINHOTOS INFELIZES A FINALIZAR TAMBÉM CONTABILIZAM ERRO DEFENSIVO QUE DEU... GOLO

Se o futebol português não precisa de ir à bruxa, como contrariar tanta malapata, a defender e a atacar? Mais um dia, mais um jogo com futebol, toque, progressão, ocasiões, golo também mas insuficiente e o Sp. Braga a ficar pelo caminho, pelo segundo ano consecutivo, na Taça UEFA, agora pelos golos fora. O nosso fado destes dias europeus a ver os nossos jogar, ter a bola, visar a baliza... também a oferecer golos. O Sp. Braga, como Benfica e FC Porto, só pode lamentar-se de si próprio.

As falhas do costume, vistas e revistas nestes dias, um panorama desolador que na capital minhota acabou aos gritos e arruaça.

Um golo tardio de Jaime não fez justiça ao labor minhoto e ao público magnífico que se despediu dos seus com forte ovação e dos sérvios com tudo o que tinha à mão. Foi feio o final, onde a raiva de não vencer se sobrepôs ao sentir do dever cumprido.

Livra!

Ao contrário de há um ano, com o Hearts, este Braga merecia muito mais, tanto pelo que fez de remates (19) e cantos (16) sem abundância de livres, ironicamente, o único meio de chegar ao empate, num desvio subtil de Jaime, até na derradeira oportunidade do mesmo brasileiro no último remate do desafio ingloriamente não ganho.

O Sp. Braga comprometeu também, facilitando um golo nascido de lançamento lateral, seguido de um cruzamento para o gigante Zigic tocar para trás, onde Abel não estava chegado ao meio para marcar Purovic, e o feliz remate deste deu um golo “à Jordão”, com ressalto no chão e a infelicidade de P. Santos.

Superdefesa

Com 1-0 tão cedo a seu favor, o Est. Vermelha fez um jogo superdefensivo, barricando-se à entrada da área com duas barreiras de quatro/cinco jogadores e um só com licença de sair para apoiar Zigic.

E se era dos arsenalistas a defesa imbatida da Europa, Zenga descobriu um super-suplente e com surpresa na baliza jogou Stojkovic que defendeu quase tudo.

Alugou-se o meio campo mas o 4x3x3 de Jesualdo não rendeu golos. Bevacqua (13’) após incursão de Davide da esquerda e Nunes (18’) a cruzamento de Hugo Leal da direita, fizeram Stojkovic brilhar. Outra ironia: o presidente do clube sérvio tem esse nome e foi brilhante nº 10 mas teve de sofrer para ver o Estrela empalidecido passar um dos maiores sustos da sua distinta carreira europeia.

Em cima

O Sp. Braga entrou com Davide à esquerda e Luís Filipe à direita para forçar a defesa sérvia a ceder pelos flancos. Bevacqua não teve muitas oportunidades, nem apoio próximo. Quando Rossato rendeu Abel, Luís Filipe recuou e Davide passou para a direita, Jesualdo indicou-lhe para se chegar mais ao dianteiro argentino. A 1ª parte passou frenética com remates de Abel, Bevacqua, Hugo Leal, Nunes, Vandinho, Madrid, Hugo Leal outra vez e, por fim, Rossato – o dobro do Estrela e o frustrante zero.

Acabaria o Braga, ao 8º remate do 2º tempo, por quebrar o fastio ofensivo . Já Rossato (50’) contra o guarda-redes e Bevacqua em rotação a rematar alto (51’) tinham cheirado o golo, até uma passagem em branco, de indefinição no jogo, com a entrada de Jaime que, por muitos minutos, não surtiu efeito. Havia muitos a tocar a bola e ainda sem chegada à linha.

Em desespero, Paulo Jorge foi para ponta-de-lança e ainda assistiu Bevacqua (cabeceamento alto, 79’). Jesualdo chegou a entrar em campo quando Jaime preparava o último remate. Rui Águas teria dado mais jeito...
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