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Sp. Braga-Portimonense, 5-2: Espertos na área

VANTAGEM INICIAL DOS ALGARVIOS FOI SÓ UM AMEAÇO

Num jogo em que a superioridade do Sp. Braga nunca foi, verdadeiramente, posta em causa, o Portimonense só ameaçou complicar, quando Marco Almeida transformou em golo o único remate feito em toda a primeira parte.

Tudo aconteceu na sequência de um canto do lado direito, que resultou na primeira de diversas saídas arrepiantes de Dani Mallo. O espanhol repeliu para os pés de Eriverton e este foi pronto a cruzar à medida da cabeça de Marco Almeida, que surgiu isolado a finalizar ao 2.º poste. Sem acusarem o golo, os locais tiveram a frieza necessária para, em pouco mais de 10', dar a volta ao marcador. O 1-1 surgiu numa combinação feliz entre Ricardo Chaves, Zé Carlos e Wender que, este último, concluiu com toque magistral, fazendo um chapéu pleno de inteligência a Etulain, que ficou sem reacção a ver a bola entrar bem junto à barra.

Ricardo Chaves perdeu nova chance em boa posição (18'), pouco antes de Zé Carlos arrancar para um verdadeiro (e merecido, pela irreverência) festival de golos. A insistência de Ricardo Chaves isolou-o frente a Etulain e Zé Carlos teve uma hesitação soberba no remate, antes de enviar a bola pelo meio das pernas do guarda-redes. Foi o segundo momento alto de uma tarde em que também Bruno Gama revelou a sua perspicácia ao enviar a bola à barra após fazê-la sobrevoar toda a defesa.

Mexidas tácticas

Com o Sp. Braga a desdobrar-se na 2.ª parte em 3x3x4 (mercê do recuo de Ricardo Chaves até à área para vigiar Oliveira, junto com o adiantamento dos laterais) também o Portimonense transformou o 4x2x3x1 inicial em 4x4x2, através do adiantamento de Eriverton na direita. De nada serviu, muito por culpa do vagabundo Zé Carlos que revelou toda a sua ratice no golo oferecido por Madrid (após recuperação providencial em zona adiantada) e na correria louca que deu o fecho da contagem, em lançamento largo de Nem.

Pelo meio, Rodolfo Lima ainda ameaçara animar o jogo com a obtenção do 3-2, mas a resposta pronta de Cesinha, em remate de primeira, anulou quaisquer veleidades.

Árbitro

Pedro Henriques (4). Alguns lapsos iniciais e um par de faltas trocadas não retiram o brilho a uma exibição tranquila, que não deixou margem para reparos. Num jogo sem casos, ajuizou bem os lances (com Zé Carlos e Paíto) em que existiu contacto, sem falta, na área visitante.
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