Viveiro de seleção arrasa os grandes

Arsenalistas à frente dos outros candidatos na aposta sustentada no produto nacional

• Foto: Simão Filho

O Sp. Braga constitui um caso único entre os candidatos ao título. Apesar da subida do nível de exigência, na Pedreira está a ser reforçada a aposta sustentada em jogadores portugueses. Trata-se de um viveiro de exceção para Fernando Santos, mas até agora ainda não houve qualquer chamada. A polémica surgiu pelo desprezo quanto à prestação de Ricardo Horta em confronto com os outros extremos que estão a representar Portugal, mas pode ganhar contornos mais estridentes no futuro.

Nos seis jogadores mais utilizados em encontros oficiais esta época, o Sp. Braga conta com cinco portugueses (Sequeira, Esgaio, João Novais, Ricardo Horta e Wilson Eduardo). O único intruso estrangeiro é Bruno Viana. E dado que Tiago Sá assumiu a titularidade na baliza e Paulinho também já recuperou de lesão, é provável que a secção cimeira da tabela fique ainda mais bem composta com selecionáveis.

A diferença em relação aos três grandes é chocante. Nos 22 jogadores mais utilizados, o que permite ponderar não apenas o melhor onze como as principais alternativas, os minhotos contam com 12 portugueses. Trata-se de uma vertente na qual Benfica, FC Porto e Sporting empatam, dado que em qualquer dos casos apenas apresentam cinco jogadores nacionais como verdadeiras opções para os seus treinadores. Sendo o exemplo mais pungente o conferido pelos dragões, que apenas têm um selecionável por Portugal no seu melhor onze. Já no que diz respeito a Abel Ferreira, todos os cinco portugueses mais utilizados tomaram parte em todos os 10 encontros oficiais já realizados esta temporada.

Tendo em conta a cada vez maior ambição desportiva do Sp. Braga, torna-se difícil contestar que os seus jogadores estão adquirir uma dimensão desportiva e psicológica superior ao estatuto de uma equipa de classe média.

‘Injustiça’ chegou ao balneário

Abel Ferreira foi o primeiro a referir-se ao facto de Fernando Santos não ter ‘pescado’ em Braga para o duplo confronto com Polónia e Escócia. O técnico foi questionado em conferência de imprensa, mas já estava preparado para que o tema ganhasse dimensão pública e, nesse sentido, lançou água para a fervura. Abel quer manter via aberta para que o reconhecimento acabe por chegar mais à frente. Todavia, o facto é que o sentimento de ‘injustiça’ foi sentido no balneário e tocou alguns jogadores. Por agora, o próprio treinador não utiliza a Seleção como fator de revolta para espicaçar o grupo, dado que a prioridade é o rendimento da equipa, mas a partir do momento em que António Salvador marcou posição o dossiê passará a ser escrutinado de perto. Até porque há quem entenda que se trata, também, de uma questão de respeito da FPF pelo esforço de crescimento do Sp. Braga.

Por Vítor Pinto
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