Adán: «O meu filho vai nascer em Portugal, vai ser português»

Guarda-redes revelou ainda que a sua mulher só o deixa comer uma 'guloseima'... uma vez por semana

Depois de revelar que, após os jogos, no autocarro, os lugares da frente são ocupados pelos mais novos, que se entretêm com a 'playstation' ou procuram no 'youtube' as melhores estratégias para jogar 'fortnite', enquanto os lugares de trás estão reservados aos mais velhos, que veem filmes e séries; o guarda-redes espanhol troca impressões com a Ana Galvão sobre a relação com outra Ana, a mulher, de quem terá um filho no próximo mês. Um filho que será português.

"Vai nascer em Portugal, vai ser português. Queremos que nasça aqui. Dá-me a possibilidade de estar presente. Se a minha mulher fosse para Madrid, seria muito mais complicado eu poder estar. Aqui, em qualquer momento, posso estar e quero estar presente", confessa o futebolista que teve de percorrer milhares de quilómetros para conquistar a atenção de Ana: "Ela vivia em Valladolid, quando eu jogava no Betis. Quando era possível, fazia 600 quilómetros para podermos estar um ou dois dias juntos."

Nutricionista, Ana tem ajudado Adán a resistir ao pecado da gula. É adepto a uma boa guloseima, mas apenas pode comê-las uma vez por semana. Normalmente, no dia de jogo… a seguir ao jogo. "Depois do jogo, há sempre um bolo em casa. Só há um dia em que o permite e esse dia é o dia do jogo. Durante a tarde, prepara uma receita mais saudável do que um bolo qualquer, mas não deixa de ser um bolo", revela, entre sorrisos, o guarda-redes, de 33 anos, que recua no tempo, para revelar como se fez guarda-redes.

"Eu, como todos, queria ser avançado, mas recordo que o primeiro treino em que fui prestar provas, no futsal – porque na minha povoação não havia grande futebol – o treinador experimentou a maioria dos miúdos na baliza e eu estive bem. Não tinha medo de atirar-me para o chão, não tinha medo de chocar com o resto dos amigos e… estive bem. O treinador disse-me que ficaria como guarda-redes", recorda Adán, que, na altura, nem gostou da ideia.

"Cheguei a casa, falei com o meu pai e disse-lhe: 'O treinador colocou-me a guarda-redes e eu não quero. Quero ser avançado e marcar golos, quero estar à frente'. No dia seguinte, o meu pai falou com o treinador: 'O meu filho quer é ser jogador, não o ponhas a guarda-redes'. E o treinador respondeu-lhe: ‘Deixa-o de guarda-redes, que vai chegar longe'", vaticinou o técnico, provavelmente longe de imaginar a carreira que Antonio Adán construi entre os postes e que o tornou, nesta fase, num dos guardiões em maior destaque na Liga NOS.

Por João Lopes
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