Advogado de Bruno de Carvalho: «Prefiro não qualificar o depoimento nem a postura de Wendel»

Miguel Fonseca e as respostas do médio do Sporting

• Foto: David Cabral Santos

Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, defendeu esta segunda-feira à saída do Tribunal de Monsanto que os depoimentos de várias  testemunhas sobre Ricardo Gonçalves não correspondem aos relatos do então chefe de segurança da Academia de Alcochete e defendeu que "é impossível estarem todos a falar a verdade".

"Ou esteve um responsável de segurança no balneário naquele dia ou estas testemunhas todas têm de ir presas. Tenho uma testemunha que é paga para ser responsável pela segurança, que diz que está num determinado sítio quando está a acontecer um determinado evento. As outras testemunhas dizem que ninguém o viu... Objetivamente as duas versões não podem ser verdade", disse o causídico aos jornalistas após a décima sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete.

"Imagine-se que houve quem tivesse arranjado a narrativa de que alguém partiu um botão de alarme para o fazer soar, quando toda a gente diz que o alarme soa quando a tocha é acesa no balneário. É impossível estarem todos a falar verdade. Há um [Ricardo Gonçalves] que tem uma versão e os outros todos têm uma versão contrária. Estiveram todos no mesmo espaço, no mesmo dia e à mesma hora", justificou Miguel Fonseca. 

Questionado sobre se os depoimentos desta terça-feira são abonatórios para Bruno de Carvalho, o advogado do antigo presidente do Sporting garante que correspondem ao que sempre defendeu. "Não tenho dúvidas de que é o que andamos a pregar desde o primeiro momento. Mantenho a fé nas pessoas de que na hora da verdade não mentem", afirmou.

Miguel Fonseca garantiu ainda que Bruno de Carvalho só vai estar disponível para falar quando o advogado entender "que é útil ou necessário" ao desenvolvimento do processo.  

Relativamente aos lapsos de memória alegados por Wendel, Miguel Fonseca preferiu "não qualificar o depoimento nem a postura". "É demasiada falta de memória e a postura perante um órgão de soberania não é norma nem deve ser vista num tribunal", alegou o advogado. 

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