Advogado reitera inocência: «Se Mustafá soubesse do ataque, aquilo nunca teria acontecido»

Rocha Quintal mostrou-se satisfeito com o depoimento do seu cliente, no âmbito do processo do ataque à Academia do Sporting

• Foto: DR Record

Rocha Quintal, advogado de Mustafá, espera ver a medida de coação do seu cliente - que se encontra em prisão preventiva - ser reduzida quando acabar a produção de prova no âmbito do processo do ataque à Academia de Alcochete. Esta quarta-feira o líder da Juventude Leonina prestou depoimento no Tribunal de Monsanto, chorou, clamou inocência e disse que, se soubesse que os adeptos pretendiam ir à Academia a 15 de maio de 2018, o ataque nunca teria acontecido.

No final da sessão, os jornalistas inquiriram Rocha Quintal sobre o facto de o nome de Mustafá ser muitas vezes mencionado nos grupos de WhatsApp da claque, sem haver respostas por parte do líder. "Só quem não o conhece. Se a investigação tivesse visto o seu telefone percebia como eram as comunicações dele, mas não viram. Acho muito estranho não ter havido perícias. Não houve investigação sobre onde estava o Nuno Mendes no dia 15. Não foi ouvido durante o inquérito, foi detido para interrogatório judicial e foi preso. Hoje ele trouxe aqui a verdade que devia ter decorrido em inquérito."

O advogado reiterou aquilo que Mustafá disse em tribunal. "Ele próprio sente-se - não revoltado - mas triste por estas coisas se terem passado sem o seu conhecimento. Os outros arguidos explicaram como é que isso aconteceu, a produção de prova foi feita ali", sublinhou Rocha Quintal, adiantando ter pedido a alteração da medida de coação. "Tentei hoje. Eu entendo o tribunal e até prefiro que termine a prova para que não haja dúvidas e o tribunal tenha a segurança de colocar um inocente na rua."

E prosseguiu: "O julgamento iniciou-se e havia produção de prova para fazer. Não se sabia que tipo de prova poderia ser produzida até porque o processo é longo. Eu percebo e prefiro que haja uma posição sólida, sem dúvidas da inocência do Nuno Mendes. Para mim até poderá haver uma inexistência de pena porque ele não tem qualquer responsabilidade criminal nestes factos. O que poderá haver é uma diminuição da gravidade da medida de coação. Ele estava a cumprir as apresentações periódicas, foi determinada a prisão preventiva por tráfico de droga e, como ele disse, deverá ser o único português preso com 14 gramas sem investigação."

Mustafá disse que, além de Bas Dost, é o mais prejudicado neste processo. "Ele sente, como todos nós, que foi um episódio negro da vida do Sporting e que se ele tivesse conhecimento não teria acontecido. Perde o Sporting, porque passou por uma fase negra, perde a Juventude Leonina, que é sempre conotada com más práticas no desporto, perde o Nuno Mendes, que tentou ao longo dos anos consolidar a posição da claque  para o apoio ao Sporting e porque perdeu 9 meses da sua liberdade. O trabalho que tinha vindo a fazer, de acabar com atitudes nefastas, viu isso tudo ir por água abaixo. Tenho a certeza que se ele lá estivesse isto não tinha acontecido. Porque nem sequer lá iam. Ele explicou que quando queriam ir a Alcochete havia um processo, era preciso comunicar ao Sporting, havia regras. Por isso ele disse que se soubesse e se lá estivesse isto não teria acontecido." 

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