Aníbal Pinto após testemunho de Maximiano: «Não vai ser fácil identificar quem fez exatamente o quê»

Advogado de quatro dos 44 arguidos do ataque à Academia do Sporting

Aníbal Pinto, advogado de quatro dos 44 arguidos do ataque à Academia de Alcochete, diz não ter ficado surpreendido com o testemunho de Luís Maximiamo, o primeiro jogador do Sporting a ser ouvido em tribunal, por videoconferência, na manhã desta segunda-feira.  

"Parece-me que não vai ser fácil identificar quem fez exatamente o quê, e isso será crucial, sendo certo que em caso de dúvida, não deve ser penalizado quem possa não ter feito. É uma questão que o tribunal vai ter de aferir. No mais, aquilo que as testemunhas têm dito é o que resulta das imagens", afirmou, sublinhando: "Ouvi aqui, com alguma tranquilidade e satisfação este pormenor: A mensagem que foi passada foi 'não ganhem no domingo e vão ver o que nos acontece'. A verdade é que não ganharam e quanto sei não aconteceu nada. Portanto afinal não vejo indícios de terrorismo, não vejo ninguém a ir lá para impedir que jogassem. A mensagem é clara como disse a testemunha: 'não ganhem no domingo e vão ver o que vos acontece.'"

E acrescenta: "Não fique surpreendido, esta era a versão que eu tinha da parte dos arguidos. E é a versão que é preciso levar e escalpelizar com algum rigor.  Quem quer embrulhar como terrorismo, parece-me que é muito exagerado."

"Aqueles estavam detidos, mas a Juve Leo não ficou de maneira nenhuma limitada, porque infelizmente a Juve Leo noutros resultados logo no início da época continuaram a exigir dos jogadores que comam a relva e tenham dignidade para a camisola que envergam. Não é nada de original, não é de agora nem acabou. Eu ficaria algo surpreso mas até satisfeito se me dissessem os arguidos ficaram detidos e a Juve Leo, ou o resto das claques, nunca mais teve atitude hostil e de facto infelizmente os factos foi que o Sporting teve péssimos resultados no início da nova época e houve quer a nível nacional quer a nível internacional muita hostilidade, muita exigência da parte das claques", referiu ainda.  

"O que está aqui em causa é saber qual era o propósito e há uma coisa que eu retive desta testemunha que foi absolutamente clara: naquilo que ouviu e reteve com muita clareza foi 'não ganhem no domingo e vão ver o que vos acontece'. Repito, estes miúdos não podiam ir lá, mas foram lá para incentivar ainda que da forma errada. Isto pode ser tudo menos terrorismo. Será sempre crime mas terá de ser um crime valorado na dimensão do crime que é. E esta vai ser a grande aposta do tribunal conseguir decidir aquilo que aconteceu, porque aconteceu, quem praticou os factos e que punição é que merece quem praticou os factos", disse.

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