Ataque à Academia do Sporting: o que foi dito na terceira sessão do julgamento

Militares da GNR ouvidos no Tribunal de Monsanto

• Foto: Lusa

O militar da GNR João Oliveira admitiu esta quinta-feira, em tribunal, que a posse da droga apreendida durante as buscas na sede da Juventude Leonina foi atribuída à claque e não a uma pessoa em especial."A droga foi apreendida à 'Juve Leo'", afirmou João Oliveira, um dos responsáveis pelas duas buscas à sede da claque, junto ao estádio de Alvalade, na terceira sessão do julgamento da invasão à academia do Sporting, que decorre no tribunal de Monsanto, em Lisboa, e que prossegue na segunda-feira.

Segundo João Oliveira, quando foram apreendidas 15 gramas de cocaína num frasco com arroz, Jojó, a pessoa que tomava conta do espaço da 'casinha' e Nuno Mendes 'Mustafá', um dos líderes da claque 'Juve Leo' "discutiam sobre de quem era a droga".

Questionado por Rocha Quental, advogado de Mustafá, um dos dois arguidos que continua em prisão preventiva por alegado tráfico de droga, o militar não confirmou que a droga fosse do líder da claque dos 'leões'.

No final da sessão, Rocha Quental considerou que a testemunha confirmou que o seu cliente "não praticou o crime de tráfico de droga", admitindo que vai equacionar todas as possibilidades quanto a um possível pedido da medida de coação.

"Não há nenhum elemento que o relacione com o tráfico de droga. É o momento certo para fazer prova, o tribunal está atento, e isso deixa-me confiante", afirmou o advogado.

Acompanhamento ao minuto

16h59 - Testemunha dispensada. Termina a terceira sessão do julgamento do ataque à Academia do Sporting.

16h19 - É também dito, que durante essa busca à Casinha em que João Oliveira participou, foram também encontrados um televisor antigo e uma camisola do... Benfica.

16h11 - "Na segunda busca à sede da Juventude Leonina, encontrámos no sotão cocaína e liamba e haxixe no escritória", diz João Oliveira, militar que participou na busca realizada no dia em que Mustafá foi detido (11 de novembro de 2018).

15h41 - Segue-se mais um militar da GNR, João Oliveira.

15h27 - Testemunha Rui Miguel Rolo foi dispensada ao fim de 21 minutos.

15h06 - Retomam os trabalhos com a audição do testemunho de Rui Miguel Rolo, militar do núcleo de investigação da GNR.

13H15 - Pausa para almoço. Trabalhos retomam às 14h30.

13h12 - Miguel Fonseca: "Em algum momento vou perceber por que é que o meu constituinte [Bruno de Carvalho] está a ser julgado". 

13h11 -José Monteiro responde que Bruno de Carvalho "não está envolvido nas mensagens trocadas" Sobre mensagens reencaminhadas, a resposta é a mesma: "zero"

13h10 - Miguel Fonseca questiona: "Quantas mensagens foram dirigidas ao presidente do Sporting? .

José Monteiro confirma que foram investigados três grupos criados no Whatsapp - Academia Amanhã, Piranhas on Tour e Exército Invencível -, que também ajudaram a consolidar a identificação dos arguidos.

Os elementos em causa são Pedro Silveira (Barbini) e Diogo Costa Amaral e Silva.

13h06 - Monteiro diz que não respondeu instruções e que desconhecia as ligações partidárias.

13h04 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, questiona a testemunha  sobre se terá recebido ordens para não investigar dois nomes que estavam no grupo de Whatsapp, inclusivamente dois nomes que foram candidatos do PS nas últimas eleições.

Após terminar as perguntas a José Monteiro, Rocha Quintal troca impressões com Mustafá.

12h53 - José Monteiro: "O objetivo da operação de busca e detenção de telemóveis era fazer peritagem mas mão foi feita, uma vez que o Minstério Público decidiu avançar com a acusação".

12h50 - Rocha Quintal questiona: "Fizeram perícia aos telemóveis de Nuno Mendes?".


12h30 - João Monteiro: "Nuno Mendes é conhecido por Mustafá, Musta ou Terror. É um líder. Valter Semedo e Tiago Silva são os braços direito dele". 

12h28 - "Eu sou o advogado de Mustafá. Sabe quem é?", questiona Rocha Quintal.

Nuno Loureiro foi o único dos 43 elementos que participaram na invasão à Academia que não foi constituído arguido.


12h02 - "O Nuno Loureiro era um elemento que nem a PSP conseguiu identificar. Foi o arguido que o identificou, dando-lhe uma alcunha. Só assim chegaram lá", diz testemunha.

11h51 - João Monteiro: "A história que os arguidos montaram, de que iam à Academia 'dar apoio' aos jogadores, foi totalmente desmontada".

11h32 - Amândio Madaleno entra em discussão acesa com a juíza Sílvia Rosa Pires que o obriga a fazer perguntas e não divagações. "Qual é a pergunta doutor?", questiona vezes sem conta.

11h27 - Amândio Madaleno, advogado de Elton Camará ('Aleluia') pressiona testemunha: "Sabe o que é que o Elton fez?". Resposta: "A ideia que tenho é que foi um dos elementos que não entrou no balneário".

11h10 - Juíza Sílvia Rosa Pires para a sala onde estão os arguidos : "Isto não é para ser um regabofe. Se não querem ouvir, pelo menos não falem»

11h01 - José Monteiro continua a dar explicações: "A minha equipa não tinha a mínima noção das claques, daí que a estratégia do Ministério Público tenha sido criar uma equipa mista, com a unidade metropolitana, pessoas que costumam acompanhar as claques, vulgo spotters, que as conhecem de gingeira".

10h44 - José Monteiro responde: "Individualmente não foi apurado de todo. Dentro do balneário não há sistema de videovigilância, pelo que é impossível determinar o que cada um fez".

10h43 - Advogado Miguel Matias pergunta: "É possível determinar quem fez o quê, quem esteve no interior do balneário ou quem cometeu as agressões?"

10h25 - José Monteiro diz que foi necessário criar uma equipa de especialistas para analisar toda a informação recolhida dos telemóveis.

10h21 - Está a ser ouvida a testemunha n.º 4, José Monteiro, militar da GNR.

10h12 - A 3.ª sessão do julgamento sobre o ataque à Academia do Sporting já terá começado no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

10h10 - Mustafa e "Aleluia", únicos arguidos que estão em prisão preventiva, entram na sala.

9h36 - O início da sessão está atrasado. Esta quinta-feira são ouvidos elementos da GNR que no dia do acontecimento foram chamados ao local. 

9h00 - Bom dia. Prossegue esta quinta-feira o julgamento do ataque a Alcochete. Siga aqui tudo o que se passa na 3.ª sessão.

A 2ª sessão decorreu de forma pacífica até à chamada da terceira e última testemunha do dia. Márcio Alves, comandante do posto da GNR de Alcochete, admitiu no seu depoimento que não teve conhecimento na totalidade da informação que consta no auto de notícia elaborado pela GNR sobre a invasão à Academia. Este facto – aliado à alegada discrepância nas datas de elaboração e de assinatura deste documento – motivou a apresentação de um requerimento de impugnação subscrito por vários advogados, que seguiram o ‘mentor’ Miguel Matias, o primeiro a contestar.

9h00 - Bom dia. Prossegue esta quinta-feira o julgamento do ataque a Alcochete. Siga aqui tudo o que se passa na 3.ª sessão.

Por Record com Lusa
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