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Bas Dost: «Faço muitos golos de m… na minha carreira, é o trabalho de um ponta-de-lança»

Avançado leonino reconhece que evoluiu e que nem sempre foi um lutador "e correr a todas as bolas"

• Foto: Hugo Monteiro
Bas Dost explica nesta entrevista à Sporting TV algumas das suas principais características, aspetos em que evoluiu e recorda os primórdios da sua carreira, bem como alguns dos clubes por onde passou.

"Continuo a gostar mas o meu trabalho é marcar golos e aceito isso", sublinha. "É o que todos esperam que eu faça. Mas isso não quer dizer que não goste de fazer assistências. Por exemplo, no jogo com o Rio Ave, recebi uma assistência do Acuña, era impossível ter uma bola melhor do que aquela. Foi perfeita. É preciso finalizar depois, mas com cruzamentos assim é uma alegria jogar futebol"

O avançado diz que evoluiu: "Penso que era um jogador com técnica. Não fui sempre lutador, de correr a todas as bolas. Nesse aspeto, evoluí. Mas sempre quis jogar futebol. Este novo treinador quer jogar futebol do primeiro ao último minuto, manter a posse de bola e não fazer passes longos, a menos que seja mesmo necessário. Nota-se logo (a diferença). E esse é também o meu tipo de futebol."

Jogou no Emmen, Heracles, Heerenveen, mas chegou ao Ajax, o Feyenoord ou o PSV que são os maiores clubes na Holanda. Acabou por ir para a Alemanha, para o Wolfsburgo. "Claro, quando fui do Heracles para o Heerenveen, o próximo passo lógico seria ir para  Ajax, o PSV ou o Feyenoord. E tive essa oportunidade, porque depois de seis meses no Heerenveen o Ajax quis contratar-me. Quase me compraram mas no último instante não deu certo, por isso não fui para o Ajax. Imagine o que teria acontecido. Teria mudado tudo. Sempre foi um sonho ir para um desses três clubes. Mas agora já não me importo de não ter jogado por eles, porque jogo no Sporting. Na minha opinião, são equipas da mesma qualidade, talvez até melhor (o Sporting)."

Bas Dost esteve numa grande equipa no Wolfsburgo, com De Bruyne, Luiz Gustavo, Perisic; competia com Bayern para ganhar a Bundesliga; foi o único holandês na Bundesliga a marcar 4 golos (num jogo, com Leverkusen, 14/2/2015). "Acho que nesse jogo tive quatro oportunidades e marquei quatro golos. Que foram também grandes golos. Faço muitos golos de mer… na minha carreira, é o trabalho de um ponta-de-lança, mas nesse jogo todos foram bons golos. Foi um dia perfeito. E no último minuto marquei o golo da vitória, ganhámos 5-4. Foi um resultado incrível."

"No meu tempo no Wolfsburgo aprendi que futebol não é só jogar e ter a bola, também é não ter a bola. Nunca aprendi isso na Holanda. Só treinava com bola. De repente estava na Alemanha e todos os dias fazíamos caminhadas na floresta. Era tudo novo para mim. Tive problemas com isso, precisava de evoluir. Também reparei que muitos treinadores alemães gostavam mais de avançados que lutavam do que daqueles mais tranquilos. Por isso, senti algumas dificuldades lá. Mas no final isso tornou-me melhor jogador", frisou.

E quais são as principais diferenças de se ser avançado na Eredivisie, na Bundesliga e agora na Liga? "Depende do clube em que se joga. Na Holanda não joguei nas equipas maiores, por isso é diferente do que acontece agora. Cada jogo que faço agora contra qualquer adversário sei que eles vão estar atentos. ‘É o avançado do Sporting, temos de marcá-lo.’ Quando jogava no Heracles ou no Heerenveen deixavam jogar mais. É um nível diferente."

Bas Dost estreou-se na seleção da Holanda contra a Turquia (28/3/2015); Keizer disse que é jogador de seleção, mas essa porta "está fechada". "É normal que ele o tenha dito. Nos últimos dois, três anos estive sempre na equipa. Nem sempre jogava mas fiz muitos minutos. Mas acabou. Decidi retirar-me da seleção nacional. Essa porta está fechada."

A Holanda está a a crescer, está na final four da Liga das Nações (defronta Inglaterra nas meias-finais), tem muitos jovens talentos e Bas Dost deseja-lhes muita sorte. "Sim, e isso é fantástico. Desejo-lhes o melhor, claro. Estarei a vê-los na rua se eles forem ao Mundial. Mas para mim já não é uma opção. Aconteceram muitas coisas neste período anterior. Para mim já não é uma opção."
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