O Sporting é um episódio encerrado na carreira de Bas Dost. Esta é, pelo menos, a convicção do internacional holandês, que nem sequer quer ouvir falar no nome do clube verde e branco. O ex-número 28 dos leões, sabe Record, já fez saber ao seu empresário que não irá voltar a Alvalade, independentemente do que acontecer no clube nos próximos tempos. Ou seja, com ou sem Bruno de Carvalho, o avançado de 29 anos não voltará.

O jogador está igualmente intransigente naquilo que deseja para o futuro: Portugal está fora dos planos, tal como uma eventual aventura no Al Hilal, com Jorge Jesus. A prioridade de Dost passa pelo regresso à Alemanha, mas o ponta-de-lança não descarta Itália ou Espanha.

O silêncio é, na ótica de Bas Dost e do seu empresário Gunther Neuhaus, a melhor forma de lidar com toda esta situação, pelo menos nesta altura. No entanto, sabe Record, o facto de BdC ter revelado o teor de mensagens privadas não agradou a nenhum dos intervenientes atrás referidos. A relação entre Bruno de Carvalho e Bas Dost está irremediavelmente afetada e o holandês continua a sentir-se extremamente magoado.

Stress e dores de cabeça

Na carta enviada de rescisão enviada por Bas Dost e revelada pela SIC, o holandês diz ter sido diagnosticado com uma "espécie de stress pós-traumático" dois dias depois do ataque a Alcochete. "Dois dias depois [do ataque] tive de ser visto por um psicólogo, porque não conseguia dormir e estava num estado de grande ansiedade e irritação. Foi-me diagnosticado uma espécie de stress pós-traumático. Para além disso passei vários dias com grandes dores de cabeça", contou o ponta-de-lança.

O Sporting ainda não avançou com qualquer queixa na FIFA, pois aguarda que os jogadores assinem contratos com os novos clubes. Só depois disto é que a SAD verde e branca irá iniciar as diligências necessárias para tentar rebater as várias saídas a custo zero.

Ao que tudo indica, e apesar de alguns rumores apontarem num sentido diferente, os seis jogadores que já rescindiram os respetivos vínculos com o Sporting devem rumar ao estrangeiro. Nestes casos, será sempre a FIFA e o TAS a julgarem a validade das rescisões. Na eventualidade de algum dos jogadores ficar em Portugal – e caso não tenham nenhuma alínea no contrato que registe que as disputas laborais têm de ser tratadas na FIFA –, então o processo inicia-se no TAD, passa para a o Tribunal da Relação e pode terminar no Supremo Tribunal de Justiça.

Autores: Alexandre Carvalho e João Soares Ribeiro