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Bas Dost: «Para ficar na história do Sporting é preciso ganhar um grande título»

Avançado holandês não se deixa deslumbrar pela marca dos 100 jogos

• Foto: Vítor Chi
Bas Dost sente-se honrado quando o comparam a grandes nomes da história do Sporting, mas o holandês avisa que se não ganhar um grande título, de pouco lhe servirá os 100 jogos. E é nisso que está focado...

"É bom que as pessoas digam isso", responde, quando confrontado com as opiniões de quem o considera fundamental no jogo dos leões. "Significa que acrescento algo. Claro que é um futebol diferente quando eu jogo e quando não jogo. Sou um tipo de avançado que precisa de bons cruzamentos, de passes para a frente da baliza. Claro que é deferente quando sou eu ou outro qualquer. Mas é bom as pessoas dizerem isso."

Depois de chegar aos 100 jogos, Bas Dost quer mais. "Como já disse, agora quero marcar 100 golos. É o próximo objetivo. Estou mais perto. São mais 21 golos. Vou fazer tudo o que puder para chegar aos 100 golos esta época", sublinha.

E acrescenta: "Para ficar na história do Sporting é preciso ganhar um grande título. Os prémios individuais não contam. Posso ser o melhor marcador todas as épocas mas se não formos campeões e não ganharmos a Taça não é suficiente. Esses objetivos individuais são bonitos mas o que eu quero é ganhar um título com a equipa."

O holandês não rejeita a possibilidade de se manter por muitos e bons anos em Alvalade... "Por isso é que assinei um novo contrato, por mais três anos. Se não pensasse assim, nunca o teria feito. Claro que acredito no meu futuro com o Sporting e amo este clube!"

"Tenho uma noção cada vez melhor do que é este clube, todos os dias aprendo mais mas penso que ainda não sei o suficiente. Trabalho todos os dias com pessoas como o Paulinho, nem sei há quantos anos ele está no Sporting, tal como tantas outras pessoas, o Gonçalo (Álvaro), o João Rolin, o Vasco (Fernandes)… Não tem a ver comigo. Eu sou só uma parte desta máquina que é o Sporting. E todos estamos a trabalhar para ter sucesso", sublinha.

A equipa já ganhou a Taça da Liga, mas Bas Dost quer mais: "Jogámos a meia-final com o FC Porto, empatámos 0-0 e ganhámos nos penáltis. Depois defrontámos o V. Setúbal e fomos de novo a penáltis. Mostrámos caráter. Ganhámos a Taça da Liga. Naquele momento, ainda podíamos ganhar tudo. Infelizmente, não aconteceu. Mas foi bom ganhar aquele troféu com a equipa. Não penso que seja o meu maior momento no Sporting porque, quando se joga num clube como o Sporting, queremos ganhar mais. Ganhar uma Taça da Liga é bom mas tenho expectativas maiores."

Correr por sua iniciativa

O início da época foi complicado, com uma lesão, dois meses afastado... "Não fiz nada durante dois meses. Claro que corria, por minha iniciativa. Mas não fiz muito. Depois treinei um mês de forma muito dura. E depois a determinado momento todos esperam que jogues todos os jogos e isso não é possível. Portanto, é normal que me tenha lesionado, foi muito mau que tenha demorado tanto tempo (a recuperar), mas aconteceu, ficou no passado. E são situações destas que te fazem ver todos os dias quão abençoado és e que deves dar-te por feliz por poderes estar em campo. O Battaglia já sabe que não joga mais esta época. É terrível. Sabemos o que pode acontecer e devemos sentir-nos agradecidos. Percebo isto melhor à medida que vou ficando mais velho e que a minha carreira avança. Espero que possamos ter muito sucesso também com o Battaglia, porque ele merece."

A ajuda dos companheiros foi importante nessa fase. "Acredito no processo de uma equipa. Para mim, alguém que faça apenas 1 jogo em 60 é tão importante como eu. Eu faço os golos, ok, mas esse jogador tem de treinar todos os dias e manter uma atitude positiva. Esse é um trabalho de grupo que nós fazemos. Neste momento, estou muito satisfeito com esse tipo de situações. Espero que possamos continuar assim."

Considera-se Bas Dost uma ilha no jogo? "Depende. Há jogos em que recebo muitas bolas, há outros, como foi o caso deste com o Rio Ave, em que isso não acontece. Acho que toquei na bola 20 ou 30 vezes no máximo. E, portanto, nesses poucos momentos em que recebes a bola, tens de fazer as coisas bem feitas. Com o Rio Ave, não foi o meu melhor jogo. Posso fazer muito melhor. Mas quando era preciso, à frente da baliza, fiz o meu trabalho, por isso está bom."
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