Bas Dost revela que os adeptos lhe pediram satisfações após empate com Tondela

Holandês gosta da forma apaixonada como se vive o futebol em Portugal

O holandês Bas Dost chegou ao Sporting e de imediato se tornou num dos ídolos dos adeptos, que em setembro de 2016 já tinham uma canção para ele, com base no início do 'Thunderstruck', tema dos AC/DC.

Os golos do avançado continuaram em bom ritmo, tendo chegado aos 11 graças ao bis ao Feirense, no domingo, e este desempenho, aliado à vida calma em Lisboa e ao clima, leva-no a frisar que está muito satisfeito por se ter deixado convencer por Jorge Jesus a assinar pelos leões. Mesmo que em Portugal o nível de exigência seja bem maior do que na Alemanha, onde representava o Wolfsburgo, precisamente devido à paixão dos adeptos.

"O jogo frente ao Tondela foi dececionante e alguns adeptos saltaram para a frente do meu carro quando eu estava a sair do estádio. Não tinha marcado golos, como eles queriam, e um dele bateu no carro e eu abri a janela. Estavam irritados, mas eu não percebiam o que diziam. É essa a vida de um avançado aqui. Se marcamos golos, fazem uma festa; se não marcamos...", conta Bas Dost ao jornal holandês 'Dagblad van het Noorden', em declarações publicadas nesta terça-feira, referindo-se ao jogo da 8.ª jornada da Liga NOS, que o Sporting empatou em Alvalade (1-1).

O avançado dá mais um exemplo de como os portugueses vivem o futebol, salientando a paixão dos adeptos, por oposição ao que viveu na Alemanha e até na Holanda natal: "A mentalidade em Portugal é muito diferente do que estava acostumado. Na Holanda, as pessoas perguntavam-me se eu aceitava tirar uma fotografia ao lado dos filhos. Aqui, os adultos empurram os filhos para ficarem eles na foto. O futebol é muito popular em Portugal.''

"Não sei o que esteve na origem do cântico que os adeptos fizeram. Ouvi-o pela primeira vez durante o jogo frente ao Estoril [23 de setembro de 2016], no qual marquei dois golos.  E no domingo o estádio inteiro foi à loucura com aquela melodia após meu segundo golo. É fantástico ouvir aquelas pessoas todas a cantar o meu nome'', acrescenta o holandês, feliz por ter deixado para atrás a experiência no Wolfsburgo:

"Continuou a ser o mesmo jogador. Fui um pouco colocado de lado no Wolfsburg, nos treinos e nos jogos, onde muitas vezes não jogava os 90 minutos pois havia concorrência que, por etatuto ou outro motivo, tinha de jogar. Aqui tenho apoio e sinto-me integrado. A grande diferença é que aqui confiam em mim e posso retribuir com golos. Estou muito feliz, vir para o Sporting foi uma boa opção.''

"E a vida aqui é fantástica. Estamos à beira da piscina, ao sol. A temperatura anda à volta dos 15 graus e não há nenhuma nuvem no céu'', relata ainda Bas Dost, reafirmado depois a importância que Jorge Jesus, um treinadr que tem confiança no seu potencial, ao contrário do que sucedeu com Dieter Hecking no Wolfsburgo, teve na sua decisão:

"[Jorge Jesus] É um grande treinador com um grande historial. Tudo o que percebi foi que ele queria muito contar comingo na equipa. E convenceu-me. Vim com o objetivo de ser campeão e de marcar muitos golos, que é sempre a minha meta onde quer que jogue. Não espera estar tão bem como estou agora. Conhecia pouco do campeonato português quando o Sporting mostrou interesse na minha contratação. Mas sinto bem, o treinador e os adeptos transmitem-me muitas confiança.''

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