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Benfica-Sporting, 1-0: Venceu derby do título quem errou menos

PRAGMATISMO DE TRAPATTONI TRIUNFA SOBRE CONTENÇÃO DE PESEIRO

O Benfica deu ontem um passo de gigante rumo ao título ao bater na Luz o Sporting por 1-0, num jogo que pode ter decidido finalmente quem vai ganhar a presente edição da SuperLiga. Infelizmente o triunfo encarnado acontece através de um lance polémico, que os adeptos benfiquistas defenderão sempre como limpo e os sportinguistas o contrário. Mas a verdade é só uma. O Benfica ganhou e basta-lhe empatar no Bessa para colocar um ponto final a dez anos de jejum de títulos nacionais.

Infelizmente também, este foi um derby assaz emocionante mas raramente bem jogado. Aliás, o clube da Luz carimba a vitória numa altura em que o Sporting era dono e senhor do jogo, conseguindo então a tal circulação de bola que José Peseiro tanto gosta de apregoar, mas que ontem apenas apareceu na segunda metade e mesmo então insuficiente para vencer.

Fiel

O triunfo da equipa da Luz assenta numa aposta clara nos princípios de jogo defendidos ao longo da época. Trap jogou com a melhor equipa possível, no esquema de jogo de sempre, apenas mais retraído devido às circunstâncias e ao medo de falhar dos próprios jogadores. O Sporting não. Peseiro colocou no terreno uma equipa mais calculista do que o habitual e pagou caro por isso. Os leões praticamente abdicaram do ataque nos primeiros 45 minutos – curiosamente, tiveram a melhor oportunidade de golo por Douala – e apenas se soltaram no segundo tempo. Ou seja, o técnico verde e branco abdicou dos princípios defendidos ao longo de toda uma época, numa estratégia de risco que foi compensada com a derrota. Quando sofreu o golo de Luisão a equipa já não tinha tempo – nem cabeça devido à polémica instalada – para virar o resultado.

Erro

As duas equipas mostraram pouco estofo de campeão durante os 90 minutos. O Benfica venceu com uma exibição intermitente e raramente mandou no jogo, os leões controlaram nos primeiros 45 minutos e arriscaram mais nos segundos, altura em que sofreram o golo. Ambos os técnicos apostaram no erro adversário como forma de vencer, em vez de assumirem as rédeas dos acontecimentos. Tirando remates de longe, houve apenas duas oportunidades na primeira parte.

Melhor

A segunda foi bastante melhor. Porque o Benfica entrou bem e Simão quase fez golo a abrir e porque os leões jogaram mais, desta feita com os olhos na baliza de Quim, que ontem matou o fantasma Moreira.

Pelo que fizeram na segunda metade até ao golo, a derrota deve saber a injustiça aos pupilos de Peseiro. Com a entrada de Pinilla os leões estenderam-se no campo e finalmente jogaram para ganhar. Houve um momento em que parecia mesmo que o carrossel do meio-campo estava instalado e que o Benfica teria dificuldades em pará-lo. Engano. O Sporting nunca soube matar o jogo. Quiçá pelo erro crasso de não ter em campo Liedson, ou porque a sorte nada quis com ele, a verdade é que o campeonato foge à equipa que pratica o melhor da SuperLiga... a espaços.

O Benfica foi mais pragmático mas faz a festa. Podia mesmo tê-la mais cedo, pois Simão falha aos 65' um golo escandaloso. Trap e os seus homens venceram porque acreditaram e deram tudo. Pode dizer-se que não foi muito, que a exibição não encheu o olho. Mas de quem é a festa? Ah, pois é. E isso, meus amigos, é que conta. A uma semana do sonho.

Árbitro

Paulo Paraty (3). Ficará na história como o homem que afastou o Sporting do título para os adeptos de Alvalade. Para os benfiquistas apenas como o juiz que validou o golo de Luisão. O golo dos anfitriões é difícil de julgar. Paraty marcara falta minutos antes a Sá Pinto porque tocara em Quim. Não o entendeu assim com Ricardo. Há dúvidas. Mas ele estava mais perto do que eu.
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