Bruno de Carvalho assinala dia da detenção: «Ainda hoje acordo, com pesadelos verdadeiros»

Antigo presidente do Sporting recorda "cara de pânico e desgosto" da filha

• Foto: Instagram Bruno de Carvalho

Bruno de Carvalho assinalou o facto de fazer esta segunda-feira um ano em que foi detido com uma mensagens nas redes sociais. O antigo presidente do Sporting fala em "vexame" e "humilhação" e  diz que "foi um ato de terrorismo sem precedentes em Portugal".

Post de Bruno de Carvalho

"Hoje faz um ano que fui detido em minha casa.

Tive de suportar o vexame de, depois de me ter ido apresentar voluntariamente às autoridades e me ter sido negada uma audiência, ser detido no local que eu considerada o mais seguro e sagrado na minha vida: a minha casa!

O vexame de ser detido, de o ser com todos os meus vizinhos a serem testemunhas e com os meus pais, no prédio ao lado, a serem logo confrontados com o sucedido.

Mas não bastava o vexame, tinham ainda de cometer a maior humilhação que um homem honrado pode sofrer: o ser detido na frente da filha... e ela que cheia de amor e carinho tinha ido buscar ao supermercado uma árvore de Natal... Como de um modelo e ídolo para as nossas filhas passamos, num segundo, para simples criminosos... Ainda hoje acordo, com pesadelos verdadeiros, a ver a cara dela a sorrir quando entrava em casa e de repente o seu sorriso passa a uma cara de pânico e desgosto quando viu o seu pai a ser detido e as suas coisas, no seu quarto, a serem violadas por aqueles que por detrás de um mandato não tiveram o mínimo de bom senso nem de respeito.

Isso sim foi um acto de terrorismo sem precedentes em Portugal! Isso sim foi o culminar de uma campanha de difamação e calúnia sem precedentes em Portugal! Isso sim foi o momento mais negro da minha vida que nunca nada nem ninguém vai, infelizmente, apaga."

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Hoje faz um ano que fui detido em minha casa. Tive de suportar o vexame de, depois de me ter ido apresentar voluntariamente às autoridades e me ter sido negada uma audiência, ser detido no local que eu considerada o mais seguro e sagrado na minha vida: a minha casa! O vexame de ser detido, de o ser com todos os meus vizinhos a serem testemunhas e com os meus pais, no prédio ao lado, a serem logo confrontados com o sucedido. Mas não bastava o vexame, tinham ainda de cometer a maior humilhação que um homem honrado pode sofrer: o ser detido na frente da filha... e ela que cheia de amor e carinho tinha ido buscar ao supermercado uma árvore de Natal... Como de um modelo e ídolo para as nossas filhas passamos, num segundo, para simples criminosos... Ainda hoje acordo, com pesadelos verdadeiros, a ver a cara dela a sorrir quando entrava em casa e de repente o seu sorriso passa a uma cara de pânico e desgosto quando viu o seu pai a ser detido e as suas coisas, no seu quarto, a serem violadas por aqueles que por detrás de um mandato não tiveram o mínimo de bom senso nem de respeito. Isso sim foi um acto de terrorismo sem precedentes em Portugal! Isso sim foi o culminar de uma campanha de difamação e calúnia sem precedentes em Portugal! Isso sim foi o momento mais negro da minha vida que nunca nada nem ninguém vai, infelizmente, apagar.

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