Bruno de Carvalho responde aos adeptos: «Vão chamar nomes às pessoas da família deles»

Presidente do Sporting (que não se demite) diz que assobios "tudo bem", mas ofensas não

• Foto: Lusa

As mensagens das bancadas de Alvalade contra Bruno de Carvalho
Bruno de Carvalho foi à sala de imprensa e abordou a contestação de que foi alvo no Sporting-P. Ferreira, frisando que caso os adeptos queiram, podem pedir a sua demissão em Assembleia Geral, mas que não sairá por sua iniciativa. Ao mesmo tempo, garantiu que não se importa com a contestação, mas sim com ofensas de que foi alvo.

"Fiquei vacinado com os assobios na altura do Marco Silva mas o que não é admissível é adjetivarem-me. Se querem a minha demissão, há sítio próprio. A ingratidão para mim é como música. Quem me chamou o que chamou... chamem nomes às pessoas das família deles; assobios tudo bem, à hora que quiserem. As pessoas são livres de serem ingratas", começou por dizer o presidente leonino no auditório Artur Agostinho, deixando novo recado a vários adeptos que o contestaram e insultaram:

"Apesar de terem todo o direito, não podem é chamar nomes. Rapidamente vão perceber a asneirada que foi caírem nos grupinhos de sempre. Mas sabemos quem são os grandes instigadores. Na nascente, poente e centrais, onde se organizou... Foi muito bem feito, dou-lhes os parabéns. Aquela oposição que representa 10%. Os mais trauliteiros estavam na tribuna Peyroteo, mas esses são useiros e vezeiros. E do lado de cá é um hábito. Não sabem as coisas e disparam. Num exercício claro gostava de saber se algum sportinguista já me imaginou com outra camisola. A partir daqui tirem as vossas conclusões", atirou.

Jogar com a equipa B foi mesmo equacionado?

"Não sei aquilo que se equacionou, sei o que escrevi. Todos temos de perceber que infelizmente neste clube as pessoas, em vez de se preocuparem com o seu trabalho, comentam o trabalho dos outros. Não falo de adeptos, mas falo de dentro do Sporting. Tomar decisões já é difícil e ser massacrado por gente de outros órgãos sociais torna-se mais difícil. Já tivemos esta situação, apenas mudaram os atores, que agora passaram a ser muitos. Não é nada de novo. Não vejo nada no post, nem nos comentários, nada contra o regulamento do Sporting, nem nenhuma afronta aos sócios, que obrigue à mínima necessidade de intervenção de órgãos sociais para lá da direção. Tenho pena que não pensem assim, mas acho que mais cedo ou mais tarde ficarão a falar sozinhos, como aconteceu no passado. Vai acontecer isso, quando compreenderem a gravidade moral perante o que fizeram hoje."

Situação de Coentrão?

"Igual aos outros. É fim de semana e existe uma pessoa da administração que não está cá. Temos de falar sobre esses assuntos. Estão todos na mesma situação, com processo, jogaram, ganharam. Durmo de consciência tranquila, tudo o que está ali representa a verdade. De há um mês para cá luto com várias doenças ao mesmo tempo, tenho estado ao lado da mulher. Têm sido momentos difíceis para a minha família mas temos superado. Foi um fim de semana estragado, sem nenhum sentido, altamente despropositado. Uma tentativa de colocar os sportinguistas contra mim."

Bruno de Carvalho em dificuldades no final da partida em Alvalade
Vai reunir-se com os jogadores?

"Eles estão a fazer o seu trabalho, a jogar, é fazer o trabalho para que foram pagos. E eu tenho que gerir. Se não continuarem a alimentar a comunicação social com fontes anónimas, o assunto morreu."

Tem culpas na situação?

"Principal culpado de tudo serei sempre eu, mas não sou falso nem hipócrita. Nunca enjeitarei a minha responsabilidade."

Atual estado da relação com adeptos

"Quando atingimos os limites que atingimos, quando vivemos de facto o que vivemos hoje... Em primeiro lugar o que me interessa é a relação com a minha mulher, com a qual amanhã terei mais uma filha. Não estou preocupado com outro tipo de relação.

Se vira as costas ou não, para mim é perfeitamente igual. Uma coisa é certa: garantidamente no Sporting ninguém me falta ao respeito. O que me fez vir foi mais uma vez foram os adeptos. Os adeptos têm direito a tudo. Não posso dizer muitas vezes que os jogadores e treinadores não percebem os adeptos quando eles os assobiam, porque faz parte do jogo. Esta ingratidão e memória curta faz parte do Sporting e da cultura do Sporting. Tenho a certeza que a maior parte das pessoas que fez isto não leu o post. As pessoas vão muito cedo para as roulottes divertir-se. Quando lerem perceberão alguma coisa do que se passa. E que sobretudo percebam que por mim está tudo bem, menos chamar nomes.

Isso tem um local, na Assembleia Geral, mas em vez de fazerem num grupinho formado na bancada, para depois servirem de eco... Estou habituado. Isso não me preocupou, porque nas centrais estou muito habituado. Uma coisa tenho a certeza absoluta: podem passar 100 anos que sou sempre do Sporting. Nunca vou representar mais ninguém. O resto fica à consideração das pessoas"

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