Bruno de Carvalho: «Eu ia perguntar às pessoas que iam levar na tromba se ficariam comigo?»

Ex-presidente do Sporting analisa testemunhos desta semana no julgamento do ataque a Alcochete

• Foto: David Cabral Santos

Bruno de Carvalho diz estar a ser alvo de "um linchamento público" na sequência do que aconteceu em Alcochete e que, "para algumas pessoas" é considerado "um monstro terrorista". O antigo presidente do Sporting, que é um dos 44 arguidos no julgamento que decorre no Tribunal de Monsanto, analisou na Rádio Estádio o que se passou nas sessões desta semana.

Começou por abordar o testemunho de Ricardo Gonçalves, o antigo coordenador de segurança da Academia de Alcochete disse que Sporting Bruno de Carvalho reuniu com o 'staff' um dia antes do ataque, perguntando "se estavam com ele, acontecesse o que acontecesse". "Quando questionado sobre o que entendeu dessa frase, disse ter percebido que o Jorge Jesus tinha sido despedido. Aliás, todas as testemunhas disseram isso. O julgamento na praça pública, o linchamento acontece porque Ricardo Gonçalves dá um toque especial. Diz 'houve uma coisa que me marcou: a frase 'aconteça o que acontecer estão comigo'", referiu o antigo líder leonino. 

"Mas é preciso perguntar a alguém o que aquilo quer dizer? Sinceramente para onde se queria levar esta frase? Qual era o intuito? Quando se diz uma coisa destas, um suposto caso foi resolvido ali, era o despedimento do Jorge Jesus. Então eu ia perguntar às pessoas que iam levar na tromba, que iam passar por momentos de terror, se iam ficar comigo?", questiona Bruno de Carvalho. "Um enquadramento que não seja o despedimento do Jorge Jesus não faz sentido nenhum. Depois, alguém acredita que esta frase não lhe saia da cabeça, perante tudo o que se passou em Alcochete? A forma como Ricardo Gonçalves disse isto não foi nada inocente."

A hora do treino

A questão da marcação da hora do treino para a parte da tarde, que muitas testemunhas dizem ter sido uma imposição de Bruno de Carvalho, também mereceu a atenção do antigo líder leonino na análise que fez esta sexta-feira. "O Raul José disse que o Bruno de Carvalho sugeriu que o treino fosse marcado para a tarde. É falso. Mas a sugestão já chega. A teoria do Ministério Público é que eu tinha ordenado a mudança do treino. Foi dito pelos dois adjuntos, Raul José e Miguel Quaresma, que foi uma sugestão. Como leio esta intervenção especifica de Raul José e Miguel Quaresma? É um compromisso, uma meia-verdade que não afete a teoria de Jorge Jesus", refere.
 
E conclui: "Então eu teria ido verificar a disponibilidade dos agressores. 'Qual é a hora que mais lhes convém para irem bater às pessoas na academia?' Depois de conglomerar a vontade dos agressores eu teria ordenado o ataque... Isto é outra fantasia absoluta. Os Whatsapps que estão no processo respondem a tudo isto. Em nenhum se lê 'tem de ser à tarde porque nós gostamos de bater à tarde'." 






34
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Sporting

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.