Bruno de Carvalho: «Há dirigentes que utilizam a arbitragem com segundas intenções»

Líder do Sporting fala em pressões em declarações

• Foto: Fernando Ferreira

Em entrevista à TSF, o presidente leonino Bruno de Carvalho acusou alguns dirigentes de clubes de futebol de utilizarem as suas declarações a propósito da arbitragem como meio de fazer pressão junto das mesmas.

"Acho que muitos dirigentes utilizam a arbitragem com segundas intenções. Isto é relevante e importante... Considero que há dirigentes que usam as suas declarações para pressionar a arbitragem e isso, aquilo que mais me aborrece, é que já disse a quem de direito, dentro da Liga, FPF e APAF, que a arbitragem como tem sido gerida, tem-se posto a jeito", admitiu.

Questionado sobre se a sua atuação sobre essa temática não pode ser entendida também como pressão, BdC é claro. "Pelo grande público acho que sim. Para as entidades do futebol não pode. Já disse como se pode resolver isto. E facilmente. Exatamente com transparência, com coisas concretas. O Sporting infelizmente tem de engrossar a voz e fazer-se ouvir perante a opinião pública. Quer queiramos, quer não... O futebol vai mudar mais depressa do que as pessoas imaginam, até porque as próprias pessoas vão exigir isso. Foi aquela noção de que as pessoas estavam aborrecidas da grande corrupção no futebol, que fez com que o próprio futebol muda-se o seu discurso em 180 graus. Eu tenho de ter essa política. Tenho de ser assim. Tenho que claramente alertar a opinião pública, dia após dia, da realidade e do que deve acontecer. O grande público pode entender como pressão, mas a única coisa que queremos é o mesmo que aconteceu nos fundos e no vídeo-árbitro: que as coisas mudem. Assim como disse há um ano, que ia mudar muito mais rápido do que as pessoas achavam, também digo agora que as coisas na arbitragem, em termos de transparência, vão mudar. As pessoas estão fartas. E veja... Irrita-me solenemente ser englobado num grupo em que toda a gente aceita ser chamado corrupto. Uma pessoa vai ao café e ouve 'todos as pessoas do futebol são corruptas'; 'todos os jogadores são uns chulos'; 'todos os presidentes são uns corruptos e querem enriquecer'; 'todos os agentes são uns corruptos'; e as pessoas vivem 20, 30 ou 40 anos, perfeitamente felizes e contente, assobiando para o lado...", frisou.

O que há para mudar

"Acho que há uma série de coisas que são complementares, mas que se calhar não tomámos atenção. Mas, para acalmar, que o desporto merece e agradece, os árbitros também, assim como os dirigentes, tem de haver coisas complementares... As regras em termos de classificação não deve ser algo que não do conhecimento público. Todos nós devemos saber as suas regras. As regras de nomeação: devia saber-se quem é e não sabemos. As regras da escolha dos observadores: por que são aqueles, quem são, sobre o que regem a sua observação. Devia ser o conhecimento e não o é. Estamos a falar de pessoas que são pais, filhos, primos, funcionários nos outros trabalhos e, de repente, tudo o que está em volta deles é uma névua de desconhecimento. Nas equipas é tudo descortinado, sabem os planteis, os relatórios e contas, estatutos, regulamentos. Sabe-se tudo. Numa parte tão importante, que é a arbitragem, sabemos o nome dos árbitros. O vídeo-arbitro será importante quando houver abertura e transparência clara daquilo que envolve a arbitragem"

Por Fábio Lima
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