Bruno de Carvalho: «Não acredito que no futebol se ande a cravar empregos»

Presidente do Sporting critica duramente eventual regresso de Vítor Pereira

• Foto: Vítor Chi

Bruno de Carvalho criticou duramente Vítor Pereira, antigo presidente do Conselho de Arbitragem, sublinhando que o seu regresso ao ativo seria "anormal e ofensivo para o futebol português". Num longo post publicado na sua conta pessoal de Facebook, o presidente do Sporting dá conta que Vítor Pereira terá cessado as funções que exercia no Brasil, de assessoria na área da arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), colocando-se a possibilidade de voltar a Portugal.

"Depois de ter dado o maior castigo a uma filha desde o fim do Vitinho, lembrei-me hoje de Vítor Pereira. Assim ao estilo 'onde está o Wally'? Vítor Pereira tinha ido assessorar a arbitragem para o Brasil. Dizem, nos corredores do futebol, que fez um trabalho similar ao produzido em Portugal e, por isso, foi convidado a cessar os seus préstimos. Não sei se é verdade, mas que já lá não está isso é. Agora este senhor está 'livre'. Depois de ler esta frase senti uns arrepios e não sei porquê...", começou por escrever.

E prosseguiu: "Depois de 'convidado a cessar funções' no Brasil, não sem antes ter levado a arbitragem portuguesa a um ponto que esta deixou de estar presente nos grandes eventos de seleções como sejam europeus e mundiais, diz-se, também nos corredores do futebol, que alguém estará a pensar sugerir o nome dele para a vaga existente, neste momento, no Comité de Arbitragem da UEFA (lugar que era de Pedro Proença e que está vago desde que este veio para a Liga). Isto seria tão anormal e ofensivo para o futebol português que tenho a certeza que não é verdade!
Não acredito que no futebol se ande a cravar empregos e que se viva de cunhas".

Bruno de Carvalho sublinhou ainda os "erros atrás de erros vindos da era do senhor Vitor Pereira". "No meio disto tudo estão os árbitros, e alguém tem de os defender, e eu não me importo de continuar a fazê-lo. Estes não mereciam ter visto as suas carreiras tão mal geridas, ao ponto de agora nem aos grandes eventos serem chamados. Não mereciam ter visto a sua classe tão desprotegida que, com a saída de alguns árbitros e como pouco foi feito para antecipar e programar estas situações, vemos árbitros, muito jovens e sem experiência suficiente, lançados às feras com promoções à pressa a passarem a internacionais apenas para que Portugal não perca as quotas".

"Os prejudicados? Os árbitros. O castigado? Eu. Pela teoria do corredor quem teria de ser premiado? O Vitor.
Esta sim é, e ainda seria mais, a verdadeira lógica da batata".

E concluiu com um 'recado': "As paredes têm ouvidos e parece-me que as dos corredores ainda têm mais. Fica aqui esta nota a quem lhe interessar a ciência otorrino-paredal. Podem tentar calar-me (facto que tem resultado...) mas não desenterem fantasmas do passado. Quem colocou a arbitragem portuguesa fora do panorama internacional tem de ficar longe do futebol de vez!"


Por Sofia Lobato
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