Bruno de Carvalho enviou esta quinta-feira uma nota à comunicação social na qual nega qualquer responsabilidade pelo "acto hediondo como aquele que foi cometido na Academia do Sporting", avançando ter pedido desculpa "pessoalmente aos jogadores, técnicos e staff".

"Enviei-lhes mensagens, pedindo desculpas em meu nome pessoal e enquanto presidente, manifestando a minha total solidariedade e compromisso em como os culpados serão severamente punidos", escreveu.

"Jamais, com as regras e princípios que me norteiam, poderia ser responsável por um acto hediondo como aquele que foi cometido na Academia do Sporting na passada terça-feira, o qual me tem sido atribuído no plano moral. Aquelas pessoas, jogadores, treinadores e demais membros da estrutura do futebol, que são a família que escolhi, podiam ser meus filhos, meus irmãos ou meus pais".

"O que se passou na Academia do Sporting foi, para mim, um choque, agravado pela preocupação com o que estava a acontecer com aquelas pessoas, ao mesmo tempo que eu sofria um linchamento, o qual se estendia à minha família".

"Tenho lutado com todas as minhas forças contra a violência. E este é o primeiro episódio do género em cinco anos de mandato. Tratou-se de um episódio isolado porque tomámos medidas preventivas e continuaremos a reforçá-las para que tal não se repita."

"Quero recordar que tive uma reunião muito franca, aberta e positiva com os jogadores na passada segunda-feira. Falámos do que se tinha passado na Madeira, da frustração que sentíamos e da vontade tremenda de ganhar a Taça de Portugal. Nessa ocasião acordei com os jogadores que no dia seguinte, às 16 horas, estaria com eles no treino, na Academia. E isso só não aconteceu devido ao facto de o Correio da Manhã ter noticiado, em manchete, o envolvimento de colaboradores do Sporting em possíveis actos de corrupção. Por isso, desdobrei-me em reuniões sucessivas com advogados para tentar perceber o que se passava. A meio de uma dessas reuniões fui alertado para o que estava a acontecer na Academia e para lá me desloquei de pronto".

"Não passa pela cabeça de ninguém que o Clube ou a SAD tivesse interesse neste tipo de actos de terrorismo contra os seus ou outros, e em que circunstâncias fosse. Relembro que ainda por cima estamos a escassos dias da final da Taça de Portugal e que com este acto de verdadeiro terrorismo, ao agredirem barbaramente alguns jogadores, os colocariam em perigo de lesões, as quais os podiam impedir de realizar o jogo. Não posso acreditar que verdadeiros sportinguistas efectuassem tal acto com prejuízo claro, financeiro e desportivo, devido aos danos causados à marca, à instituição e pelo perigo de podermos não contar com alguns atletas por lesão".

"Quero ainda acrescentar que, apesar de o ter feito pessoalmente aos jogadores, técnicos e staff, enviei-lhes mensagens, pedindo desculpas em meu nome pessoal e enquanto presidente, manifestando a minha total solidariedade e compromisso em como os culpados serão severamente punidos".