Bruno Fernandes e o golo ao Benfica que virou a meia-final: «Fico arrepiado»

Médio confessa que ainda hoje vê diversas vezes imagens do tento que carimbou o passaporte para o Jamor

• Foto: Pedro Ferreira

Bruno Fernandes foi absolutamente determinante na caminhada do Sporting rumo à final da Taça de Portugal 2018/19, que acabaria por conquistar, no desempate por grandes penalidades, na final disputada a 25 de maio de 2019. Antes, na meia-final, os leões perderam, por 1-2, no Estádio da Luz, e deram a volta à eliminatória, em Alvalade, com um golo do médio internacional português, que ainda hoje lhe dá arrepios.

"Fico sempre emocionado, mas, mais do que emocionado, fico arrepiado. É raro o dia em que eu veja a imagem, que me mostrem o golo, eu próprio muitas vezes vou vê-lo, até com o relato, o relato do golo tem outra emoção, e às vezes até sem som (com o 'bruá' do estádio), e é verdadeiramente arrepiante. Para mim, foi das melhores sensações que eu vivi no Sporting, o golo ao Benfica, obviamente, não por ser o golo ao Benfica, mas por ser o golo que nos deu a possibilidade de estarmos na final, foi verdadeiramente uma das melhores noites que eu tive em Alvalade", admite o médio do Manchester United, que sempre acreditou que, depois do desaire na Luz, na primeira mão, Alvalade seria determinante... na segunda.

"Quando perdemos no Estádio da Luz, por 2-1, após o meu golo, a primeira coisa que dissemos, quando nos abraçámos para festejar o golo, foi: 'Malta, cabeça, que eles têm de jogar contra nós em Alvalade!' Não era jogarem contra o Bruno, o Coates, o Acuña, o Mathieu, o Wendel… Não. Era jogarem em Alvalade, terem de viver o ambiente de Alvalade. É, verdadeiramente, um dos melhores estádios quando os sportinguistas querem, quando vão em massa, é um ambiente que para quem joga contra é muito difícil. E nós sabíamos que os nossos adeptos iam criar esse ambiente", sublinha o ex-capitão, reconhecendo que tudo correu como previsto.

"O ambiente que se viveu no estádio no dia do jogo e o apoio constante do primeiro ao último minuto fizeram com que aquela vitória fosse possível. E isso viu-se também pelo fim, pelos nosso festejos. O sentimento foi: 'Nós vamos a esta final e vamos ganhar, não há outra maneira de nós chegarmos à final agora e não conseguir!', recorda Bruno Fernandes, reconhecendo que a estratégia até ao Jamor ficou, desde logo definida.

"Infelizmente, estávamos fora da luta e o que nós dissemos foi: 'Continuamos a dar os nossos passos importantes no campeonato, mas o nosso foco - e metam isso na cabeça - é prepararmo-nos para jogar a final. E preparar-nos para jogar a final é ganhar todos os jogos daqui até ao fim para chegarmos lá com uma mente positiva, com a mentalidade em alta, com tudo o que é preciso para ganhar aquela final'", relembra o internacional luso, que estava ciente das dificuldades.

"Foi tudo a pensar que 'temos de preparar-nos da melhor maneira, porque vamos enfrentar uma das melhores equipas de Portugal. De certeza.' A outra meia-final era FC Porto-Sp. Braga e nós sabíamos que íamos defrontar uma de duas das melhores equipas e dissemos: 'Irá ser uma batalha, de certeza. E, a partir de hoje, começa o nosso treino, para depois enfrentar essa guerra'", remata o futebolista formado no Boavista.

Por João Lopes
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