Bruno Fernandes: «No outro dia o Borja pediu-me para que fosse comprar uma máquina de barbear»

Médio do Sporting partilha história curiosa em torno do lateral colombiano

• Foto: Pedro Ferreira 

Chegado no mercado de inverno, Cristian Borja é um dos jogadores com menos tempo de Sporting no atual plantel, mas essencialmente é aquele que menos conhece da realidade do nosso país, já que se mudou diretamente da Colômbia para Portugal. Ora, ainda a adaptar-se, Borja tem necessitado de pedir ajuda a alguns colegas para cumprir algumas tarefas 'básicas', conforme revelou esta segunda-feira Bruno Fernandes à SportTV.

"Estive em Itália e tive vários companheiros que já estavam no clube há uns anos, ou que eram do país, e sempre me ajudaram, principalmente com as pequenas coisas, que se calhar em Portugal não damos importância mas para eles são. Por exemplo, o Borja qualquer coisa que precisa está sempre à minha procura. No outro dia pediu-me para que fosse comprar-lhe uma máquina de barbear. Uma coisa simples, ir a um centro comercial... Mas são coisas que para eles talvez são difíceis, porque têm de entrar em sítios que não conhecem; a língua apesar de ser parecida não é fácil de falar. Nesses pequenos pormenores tento ajudar, porque sei a dificuldade que é estar fora do país. Mais que ser capitão é ser companheiro de equipa. É algo que acho que deve haver em todas as equipas. A entreajuda não pode ser só dentro de campo, as equipas constroem-se a partir do balneário", frisou o médio.

Conversas entre jogadores são importantes?

"Sim, muitas vezes não há tempo ou a distância não nos permite falar com o treinador. Naqueles primeiros minutos precisamos de tomar uma decisão do que é para fazer. Não treinamos a situação de termos um jogador expulso, mas sabemos qual o jogador que está numa posição e tem de ir para outra, que neste caso fui eu. [Na Vila das Aves] Sabíamos que ao sair do Jovane precisávamos de um jogador para a linha, ficar com menos um no meio e baixar o Luiz… Deixámos o Aves jogar a partir de trás mas sabíamos que por aí não nos causariam grande perigo. Tinham jogadores com grande qualidade. O Luquinhas é muito rápido, recebendo a bola entre linhas causava muitas dificuldades. O jogo passou por fechar essas linhas e não dar muitos espaços."

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