Sporting está cansado das acusações do presidente do Arouca e avança com reação dura

Acareação na Liga e processo cível

• Foto: Carlos Barroso

Caldo entornado. As mais recentes declarações de Carlos Pinho fizeram transbordar o copo da paciência no reino do leão. O presidente do Arouca reafirmou terça-feira a acusação de que terá sido cuspido por Bruno de Carvalho, durante os incidentes no túnel do Estádio de Alvalade, no final do Sporting-Arouca, a 6 de novembro, isto apesar de o Sporting defender que as imagens de videovigilância mostram apenas o vapor de um cigarro eletrónico.

Cansado do que considera um conjunto de inverdades, o clube verde e branco prepara-se para pedir à Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga para que promova um cara a cara entre Bruno de Carvalho e Carlos Pinho, de modo a apurar o que de facto terá acontecido, através da confrontação direta dos depoimentos e respetivas divergências. A reação enérgica do Sporting, porém, não se ficará por esta medida, uma vez que Carlos Pinho vai ser alvo de um processo cível, para que tenha de responder pelo que disse também na justiça comum, não desportiva. "Cuspiu-me e limpei para o meu filho não ver", declarou Carlos Pinho à TSF, mantendo a tese de que foi alvo de uma "espera" por parte de Bruno de Carvalho, a quem deseja que perca as eleições de 4 de março.

Indignado com o aparente aproveitamento ‘político’ da situação, quando há o risco de interferência na campanha, o Sporting entende que é tempo de colocar os pontos nos is e desmontar as versões contraditórias que têm vindo a público . O Sporting acredita que terão sido comentadores afetos ao Benfica a influenciar o Arouca no sentido de alegar que BdC cuspiu em Carlos Pinho, uma vez que essa acusação não foi feita quando Joel Pinho, diretor desportivo do Arouca, denunciou os incidentes na sala de imprensa de Alvalade. Os leões mantêm, de resto, a convicção absoluta de que as imagens do circuito de videovigilância, parte das quais não divulgada, ajudará a provar a inocência de Bruno de Carvalho.

Incidentes no túnel alimentam polémica

O caso que continua a suscitar polémica remonta ao final do Sporting-Arouca, da 10.ª jornada da Liga, a 6 de novembro. Bruno de Carvalho e Carlos Pinho confrontaram-se no túnel do Estádio de Alvalade, como vieram a provar imagens do circuito interno de videovigilância, divulgadas a 14 de novembro (e nas quais é visível a agressão de Carlos Pinho a um steward). O Arouca, através do diretor-desportivo, Joel Pinho, começou por falar numa "espera", mas posteriormente acrescentou a informação de que BdC teria cuspido. Os delegados da Liga, Rui Manhoso e Albertino Galvão, assistiram a parte da confusão. A polícia foi chamada ao local e identificou os protagonistas.

PONTO DA SITUAÇÃO

» O Conselho de Disciplina da FPF abriu inquérito aos incidentes, a 8 de novembro, tendo remetido o processo para a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga. O Sporting fez participação contra Carlos Pinho e Joel Pinho

» "Já vi búfalos mais calmos." A frase de BdC sobre Carlos Pinho levou a direção do Arouca a avançar, a 17 de novembro, com uma queixa-crime. A 23 de dezembro, o CD da FPF, instaurou um processo disciplinar ao presidente leonino

» O IPDJ instaurou, a 25 de novembro, processos de contraordenação nos termos do regime jurídico do combate à violência e à intolerância nos espetáculos desportivos. Foram constituídos quatro arguidos (BdC, André Geraldes, Carlos e Joel Pinho)

Por Bernardo Ribeiro e Vítor Almeida Gonçalves
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