César Prates lembra Ronaldo no Sporting: «Nós perdíamos e ele chorava muito»

Antigo defesa lembra primeiros passos de CR7 na equipa principal do Sporting

O brasileiro César Prates, que representou o Sporting entre 1999 e 2003, seguiu bem de perto os primeiros passos de Cristiano Ronaldo na equipa principal dos leões e revela, em entrevista ao UOL Esporte, que ajudou o craque português a melhorar em vários aspetos e recorda a proximidade entre ambos em fases diferentes da carreira.

"Eu acompanhei tudo. Ele estava lá connosco, eu tinha 26 anos e ele era um menino de 16 anos que desde cedo gostou de aprender. Às vezes sentávamo-nos e eu conversava muito com ele", diz o antigo defesa, admitindo que deu a CR7 algumas dicas para melhorar a marcação de livres diretos.

"Quando eu batia um livre, o Cristiano estava sempre perto de mim. Havia dois marcadores de livres, eu e o André Cruz, mas ele chutava com o pé esquerdo e tinha uma técnica diferente. Como eu batia com o pé direito, eu ensinava o Cristiano, ajustava o corpo dele, mostrava-lhe onde e como se posicionar para rematar tanto para a esquerda como para a direita do guarda-redes. Coisas como o tempo de arranque quando o árbitro apita, o 'ventinho' da bola e como bater-lhe por baixo para ela mudar de direção... Foram detalhes que aprendi com o Dorinho no Internacional", conta o brasileiro.

O antigo lateral-direito recorda ainda a frustração e tristeza de Cristiano Ronaldo quando a equipa passou por uma fase conturbada após o histórico título conquistado em 1999/2000. 

"Ganhámos o título no meu primeiro ano mas depois mudou o treinador e não foi uma fase boa do Sporting, só vencemos a Taça de Portugal. O Ronaldo às vezes ia para o banco de suplentes, ainda estava a amadurecer. Então ele chorava muito, porque nós perdíamos e não estávamos num bom momento. Mas nós estávamos sempre perto dele para o auxiliar e ajudar", lembra César Prates que, aos 45 anos, é pastor de uma Igreja Evangélica no Brasil.

"Para mim o Cristiano é o melhor do Mundo"

"Ficamos felizes que ele tenha chegado onde me disse que um dia chegaria. Ele disse que ia tornar-se o melhor do Mundo e é uma loucura ver que ele se transformou mesmo no melhor do Mundo. Entre ele e o Messi, o Messi é um talento, nasceu para aquilo, mas o Cristiano não... Ele nasceu com uma condição, um dom para jogar futebol. Tornou-se uma obsessão para ele e um foco em ser um jogador de alto nível. E é por isso que o considero o melhor do Mundo."

Por André Antunes Pereira
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