Ciclo de debates 'Sporting com Rumo': Modelos de gestão discutidos

Tomás Froes, Salema Garção, Poiares Maduro e Rui Calafate revelam visões diferentes

• Foto: Fernando Ferreira

Tomás Froes, Salema Garção, Poiares Maduro, Carlos Anjos e Rui Calafate foram esta terça-feira os convidados do ciclo de debates 'Sporting com Rumo', numa sessão subordinada ao tema "Estratégia Institucional e Segurança' e moderada por Carlos Andrade, rosto conhecido da televisão portuguesa.

Ficou a saber-se que apenas o primeiro concorda com a alienação da maioria do capital social da SAD, que, através da Sporting SGPS, continua a pertencer ao clube. E o motivo é simples. "Cada dia que passa, o Sporting perde valor e, se não nos anteciparmos e vendermos a maioria do capital social da SAD, arriscamo-nos a vender a um qualquer agiota, que comprará o clube por um valor muito menor", refere Tomás Froes, que dá conta de "um grupo de investidores portugueses, competentes, que podem atrair profissionais de qualidade".

Visão diferente da preconizada por Poiares Maduro. "Eu discordo que a SAD seja maioritariamente detida por um grupo de investidores privados ou que fique à mercê de um 'sugar daddy', que venha cá meter dinheiro. Há clubes servidos por grandes profissionais, na Europa, e que continuam a ser geridos... como clubes", eximplifica o antigo ministro, dando o exemplo do Bayern Munique: "A liderança separada da gestão."

É que o atual modelo de gestão - um só presidente no clube e na SAD - privilegia "a total concentração do poder". Por isso, criaria uma "comissão executiva, nomeada pela direção e um conselho de supervisão que escrutinava a comissão executiva".

Os modelos de gestão apresentados que mais se assemelham são os de Salema Garção e Rui Calafate, que prevêm que a liderança e a gestão tenham o mesmo rosto, o do presidente eleito pelos sócios do clube. "O que nós precisamos é de uma estrutura profissional, de falar verdade aos sócios, profissionalismo com competência. O presidente do Sporting tem de saber tudo, mas tem de ter gente que saiba mais do que ele nas diversas áreas", preconiza o colunista de Record, aproveitando o palco para criticar os "grupinhos" que minam clube há várias décadas.

"Não pode ser o clube dos jantares da Lapa e dos almoços da Quinta da Marinha. Em 2013, quando quis candidatar-se à presidência do Sporting, Luís Figo teve de deslocar-se a uma estância de neve na Suíça para pedir autorização a José Maria Ricciardi e a Alexandre Patrício Gouveis", denuncia Rui Calafate. 

Poiares Maduro, por seu turno, destaca a importância de colocar um ponto final "no ambiente balcanizado que se vive dentro do Sporting, não através do silenciamento ou suprimindo as vozes dos divergentes". "A concentração do poder traz opacidade. Temos de ter transparência em relação a todos os aspetos", conclui o antigo governante.

Por João Lopes
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