Coates: «Sporting? Não hesitei nem um segundo!»

Título é uma meta que o uruguaio quer atingir... já esta época

• Foto: Paulo Calado

Sebastián Coates não rejeita o estatuto de ‘patrão’ da defesa leonina, sente-se bem em Portugal e, mesmo sem perspetivar o futuro, admite continuar no Sporting nas próximas temporadas. O título é uma meta que o uruguaio quer atingir... já esta época.

RECORD - Dá a sensação de que, quando chegou ao Sporting, o clube estava à sua espera desde o arranque da temporada e que Jorge Jesus já tinha um lugar no onze reservado para si. Como foi a sua adaptação?

SEBASTIÁN COATES – Foi muito fácil, porque toda a gente fez para que as coisas acontecessem de uma forma tranquila. Os companheiros, o treinador, as pessoas que trabalham no clube… Cheguei, conheci tudo e comecei a treinar-me. Receberam-me muito bem e fizeram com que me sentisse parte do grupo. Também tinha de mostrar no dia a dia que esta receção tinha uma razão de ser. Tinha de mostrar que vinha acrescentar algo e penso que é isso que tem acontecido.

R - Aceita o estatuto de ‘patrão da defesa’ leonina?

SC – [risos] Se calhar é uma pergunta que tem de fazer aos meus companheiros! Dentro de campo, faço questão de estar sempre a falar e de corrigir aquilo que vejo que podia estar melhor. No futebol isso é importante. Podes ser bom jogador, ter qualidades, mas a comunicação é essencial. Então, talvez por isso, podem dizer que sou o patrão.

R - Como é que reagiu no momento em que lhe disseram que o Sporting o queria contratar?

SC – Tinha assinado um contrato com o Sunderland e não estava a contar deixar o clube tão cedo. No entanto, quando me falaram do Sporting não hesitei nem um segundo. Sabia qual a importância deste clube na Europa e tinha perfeita noção do momento em que estava o Sporting. Os objetivos que o clube me apresentou foram os que mais me tentaram.

R - O que conhecia do clube?

SC – Sempre soube que o Sporting é um clube com ambição. Sabia isto de fora, mas é diferente viver o clube por dentro. Para dizer a verdade, isso surpreendeu-me muito. A estrutura, as pessoas, as infraestruturas… A forma como me trataram foi muito importante. Fizeram-me sentir bem, acolhido, como fazendo parte de um todo e não um ‘outsider’. Isso demonstra também a grandeza de um clube.

R - Foi emprestado pelo Sunderland até ao final da época, com possibilidade de prolongar a cedência por mais uma temporada. Para ficar a título definitivo, o Sporting terá de pagar 5 M€. Gostaria de ficar em Alvalade?

SC – É prematuro estarmos a falar sobre isso, quando ainda falta conquistar algo tão importante.

R - Mas gostava de ficar ?

SC – O que posso dizer é que estou muito feliz aqui. Encontrei um clube que tem a ambição de ganhar o campeonato, de se apurar para a Liga dos Campeões. Pessoalmente estou muito contente… Vamos ver.

R - Se tivesse que tomar a decisão hoje, tinha dúvidas?

SC –Dizia que sim, claro! Por tudo. Além do mais, a minha família já está adaptada a Lisboa. Contudo, enquanto estiver em competição, com coisas para decidir, prefiro não falar sobre essas questões.

R - O Liverpool é famoso pela forma fervorosa como os adeptos vivem o clube. Surpreendeu-o o que encontrou em Alvalade?

SC – Os adeptos do Liverpool destacam-se em Inglaterra, mas aqui são mais parecidos aos sul-americanos. Têm uma ligação ao clube apaixonante, uma forma de viver as coisas mais intensa.

R - Querem estar mais perto, muitas vezes ‘dentro’ do clube…?

SC – É a paixão! É o futebol! E para um jogador que chega de outro país, faz com que se sinta muito acarinhado e até protegido.

R - Ao longo dos anos, foi sempre o central que estava a ‘aprender’ com os mais velhos. Agora, no Sporting, o papel inverteu-se e é um dos mais experientes em termos competitivos. Tem sido fácil lidar com essa ‘pressão extra’?

SC – Quando cheguei ao Liverpool, o meu objetivo era aprender. Sabia que ia ter um ano em que não ia jogar tanto, mas no qual poderia crescer. Agora é diferente. Hoje cabe-me a mim ensinar os jovens, ajudá-los a crescer. Transmitir-lhes as minhas experiências, as coisas que vivi dentro e fora do campo.

R - Porque é que escolheu o número 13? Superstição?

SC – Quando me disseram quais as camisolas disponíveis, eram só números altos ou o 8... Mas esse não era o número indicado para um central, certo? [risos].

«Maxi sempre falou muito bem de Portugal»

R - Falou com Maxi Pereira antes de rumar ao Sporting?

SC – A verdade é que não falei antes com ele. Já falámos, mas isso foi depois de ter assinado contrato com o Sporting.

R - Mas como seu colega de seleção e profundo conhecedor de Portugal, não era o ‘normal’?

SC – Não quis que ele ficasse em ‘apuros’ por falar comigo [risos]. Durante as concentrações da seleção do Uruguai, o Maxi sempre falou muito bem de Portugal. Falava também do clube em que estava na altura [Benfica]. Mas não era só ele! O Alvaro [Pereira], o Fucile, o Cristian [Rodríguez]… todos eles falavam muito bem de Portugal. Todas essas informações foram úteis na altura de tomar a decisão.

Por Alexandre Carvalho
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