Comissão de Fiscalização explica por que não expulsou Bruno de Carvalho de sócio do Sporting

Leia o comunicado daquele órgão na íntegra, em que é decretada a suspensão de 1 ano ao presidente destituído

• Foto: Pedro Simões

A Comissão de Fiscalização (CF) do Sporting justificou, esta quinta-feira, os motivos que a levaram a suspender Bruno de Carvalho por um período de um ano e Carlos Vieira, Rui Caeiro, José Quintela, Luís Gestas e Alexandre Godinho - também membros do Conselho Diretivo destituído - por 10 meses. Em comunicado, a CF refere que o antigo presidente foi "inegavelmente o principal artífice e responsável da situação grave e antiestatutária criada", o que levou à pena aplicada. Em causa a "oposição continuada e acirrada à realização da Assembleia Geral de dia 23 de junho", assim como a criação de "órgãos não estatutários com os quais tentaram iludir os sócios".

De resto, a CF sublinha que tendo "legitimidade" para expulsar de sócio Bruno de Carvalho, "e havendo matéria suficiente para o fazer, não quis deixar de considerar atenuantes e de respeitar o passado do clube".

Relativamente a Luís Roque, membro da antiga direção que teve apenas uma "repreensão registada", a CF explica a decisão com o facto de este ter "conseguido provar a sua ausência das reuniões onde estes atos mais graves foram decididos, embora não provasse a sua oposição ativa aos mesmos."

Os ex-dirigentes punidos poderão agora apresentar recurso para a Assembleia Geral.

Mais processos

Aquele órgão adiantou ainda que "estão eem curso estão mais processos nesta CF, nomeadamente contra elementos que aceitaram pertencer a órgãos não estatutários, bem como outros requerimentos de sócios que visam o comportamento dos mesmos visados e, nomeadamente do ex-presidente Bruno de Carvalho, durante e nos dias posteriores à Assembleia Geral."

Comunicado da Comissão de Fiscalização do Sporting Clube de Portugal

"A Comissão de Fiscalização do Sporting Clube de Portugal encerrou esta madrugada o primeiro processo que lhe foi legalmente remetido por sócios do SCP contra os membros do Conselho Diretivo que se encontravam em funções - Bruno de Carvalho, Carlos Vieira, Rui Caeiro, José Quintela, Luís Roque, Luís Gestas e Alexandre Godinho.

A suspensão preventiva e interdição de entrada nas instalações, decretada a 8 de junho, tinha em conta a gravidade dos factos apontados. Recorde-se que, entre estes, se destacava a oposição continuada e acirrada à realização da Assembleia Geral de dia 23 de Junho passado, legalmente convocada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, e que tinha entre os pontos da Ordem de Trabalhos a possibilidade de destituição do mesmo Conselho Diretivo. Esta AG apenas se realizou depois de intervenção judicial e dela resultou o afastamento, por 71% dos votos a favor, deste Conselho Diretivo.

Estatutariamente foram convocadas eleições para dia 8 de setembro, com o prazo de entrega de listas até 8 de agosto. A mera descrição cronológica faz, pois, cair por terra as insinuações de que a suspensão visava apenas impedir alguns candidatos de apresentarem as suas listas. Quando foram suspensos não havia no horizonte qualquer eleição e esta Comissão estava impedida de entrar nas instalações do Sporting Clube de Portugal. Ao contrário, os ora visados não se coibiram de desrespeitar a interdição de o fazerem e de anunciarem que jamais teria lugar a AG de 23. Acresce que criaram – e este é outro dos pontos graves da acusação – órgãos não estatutários com os quais tentaram iludir os sócios. Convocaram ilegalmente duas Assembleias Gerais e desrespeitaram não só órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal, como diversos sócios sobre os quais não pouparam insultos.

Todos estes factos são firmemente condenados pelos Estatutos e pelo Regulamento Disciplinar, que entrou em vigor a 17 de fevereiro passado.

A sanção mais grave prevista no Sporting Clube de Portugal é a expulsão de sócio. Tendo legitimidade para tomar essa medida, e havendo matéria suficiente para o fazer, não quis esta CF deixar de considerar atenuantes e de respeitar o passado do clube.

A segunda sanção mais grave, à data em que correram os factos (anteriores à AG de 23 de junho) era, pelos estatutos então em vigor, um ano de suspensão.

Por ter sido, inegavelmente o principal artífice e responsável da situação grave e antiestatutária criada, foi esta a pena que o CF aplicou ao ex-presidente Bruno de Carvalho.

A todos os restantes elementos, à exceção de Luís Roque, foi aplicada a pena de 10 meses de suspensão.

Por último, a Luís Roque, que conseguiu provar a sua ausência das reuniões onde estes atos mais graves foram decididos, embora não provasse a sua oposição ativa aos mesmos, aplicou-se a pena de repreensão registada.

Todos os visados poderão apresentar recurso para a Assembleia Geral, nos termos dos Estatutos.

A presente decisão, unanimemente tomada pelos cinco elementos do CF, decorre de inúmeros dias de trabalho voluntário, ouvindo testemunhas, respondendo a requerimentos e esclarecimentos e coligindo um processo que contém mais de 500 páginas de documentos.

Em curso estão mais processos nesta CF, nomeadamente contra elementos que aceitaram pertencer a órgãos não estatutários, bem como outros requerimentos de sócios que visam o comportamento dos mesmos visados e, nomeadamente do ex-presidente Bruno de Carvalho, durante e nos dias posteriores à Assembleia Geral."

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