Conheça os 10 capítulos... do único triunfo com o Real Madrid

Leões já ganharam aos merengues

• Foto: Arquivo/António Capela

Já lá vão 22 anos desde a noite em que o Sporting quase eliminou o Real Madrid da Taça UEFA. Em 94/95, os leões não conseguiram dar a volta a uma derrota pela margem mínima em Espanha (1-o), mas conquistaram a única vitória (2-1) sobre os merengues, com golos de Oceano e Sá Pinto. Porém, Laudrup salvou o colosso espanhol.

A quarta bola ao poste...

A 24 de setembro de 1994, o Sporting recebia o Real Madrid, pela 1ª vez em Alvalade. E quando Juskowiak acertou no poste da baliza de Buyo, já os leões lamentavam o jeito que lhes dava cada uma das três (!) bolas nos ferros do Bernabéu, duas semanas antes.

Lemajic ‘por um fio’

Se os leões perderam no Bernabéu pela margem mínima, podem agradecer a este guarda-redes... Foi o que fez Martin Vásquez, autor de um remate frouxo mas suficiente para dar o triunfo aos merengues na 1ª mão. Lemajic voltaria a manchar o currículo. Em Alvalade, abordou mal um cruzamento de Amavisca e quando deu por ela já Laudrup lhe tinha feito um chapéu. "Fui traído pelo vento e fiquei a meio caminho."

"A maior injustiça deste mundo"

"O Sporting ridicularizou o Real Madrid na segunda parte… mas não ganhou", escreveu Record, a 14 de setembro de 1994, pela pena de André Pipa. A sentença, ditada ao final da 1ª mão, espelha a superioridade dos leões. De tal forma que Sousa Cintra, mítico presidente dos leões, ficou sem chão. "O Sporting nunca podia ter perdido este jogo, se o árbitro marcasse aqueles dois penáltis! É a coisa mais injusta deste mundo", desabafou.

Queiroz: contestado por uns; sedutor para outros

Foi um dos protagonistas desta eliminatória. Sobraram elogios mas não faltaram críticas, sobretudo por ter substituído Sá Pinto e Oceano, autores dos golos leoninos, quando os leões mais precisavam de carregar sobre o adversário. Certo ou errado, Queiroz viria a colher frutos da exibição leonina nove anos depois, quando foi contratado pelo… Real Madrid, graças a… Jorge Valdano, técnico do Real neste confronto com os leões e diretor desportivo dos merengues na altura da contratação do português.

Nem imaginavam quem era… Figo

Estava no início da sua última 6ª época no Sporting e a menos de um ano de assinar pelo Barcelona. "Figo deslumbrou no Bernabéu", titularam os jornais espanhóis, no final da 1ª mão, surpreendidos com a qualidade de um jogador desconhecido para a maioria deles. O ‘As’ e a ‘Marca’ não o conheciam! E nem assim se admite que não o tenham colocado no onze provável para esse jogo.

Balakov: azia com Queiroz e ciúmes de Amunike

Era a ‘estrela maior’ dos leões, mas já não disfarçava o incómodo por não o deixarem sair. "Quero ir embora", vincara semanas antes, de peito feito pelo brilharete no Mundial dos Estados Unidos. Queiroz não terá gostado de o ouvir dizer que uma coisa era jogar numa seleção recheada de craques, e outra era o seu papel numa equipa mais modesta. Sousa Cintra admitira, entretanto, que Balakov "não era o mesmo" desde que voltara do Mundial. E o búlgaro – garantiam as ‘más-línguas’, andava enciumado com a ascensão de Figo e o carinho dispensado por presidente e treinador a… Amunike.

A estreia europeia do ‘Coração de Leão’

Estava na 1ª época em Alvalade, estreou-se naEuropa no Bernabéu e fez o 1º golo na UEFA ao Real, abrindo o marcador na única vitória do Sporting sobre os merengues, em cinco jogos. Ainda não era ‘ Ricardo, Coração de Leão’, mas já escrevia as primeiras linhas de uma história que o levou a representar o clube como jogador, diretor desportivo e treinador.

Juskowiak, os penáltis e os ferros

Dois anos depois de ter sido o melhor marcador do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Barcelona, Juskowiak voltou a Espanha. O ferro travou-lhe a festa, tanto no Bernabéu como em Alvalade, quando a sua última tentativa de apurar os leões bateu no poste, apanhando Cadete desprevenido e sem maneira de fazer golo em cima da linha…

Classe de Laudrup

O Real Madrid já era um colosso e, como tal, tinha no seu balneário alguns dos melhores do Mundo. Eram os tempos de Hierro, Míchel, Redondo ou Zamorano, nos últimos capítulos do lendário Butragueño e os primeiros do mítico Raúl. Laudrup dava o toque de classe, enquanto Luis Enrique emprestava garra e eficácia antes de… rumar ao Barcelona.

Dois penáltis ‘limpinhos, limpinhos’

James McCluskey, árbitro escocês, negou dois penáltis aos leões: fechou os olhos quando Quique Flores arrancou Juskowiak pela raiz (49’) à entrada da pequena área e fez que não viu quando Milla roubou a bola ao polaco… com o braço (90’).

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