Dias Ferreira: «Os tempos difíceis que se vivem não são compatíveis com experimentalismos»

Candidato quer "concluir a reestruturação financeira" e "procurar de novo a coesão" entre sócios

Dias Ferreira
Dias Ferreira • Foto: Bruno Colaço

Dias Ferreira avisou os sócios do Sporting que os tempos que se vivem no futebol português são "difíceis", não havendo por isso espaço a "experimentalismos ou romantismos", com vista às eleições de sábado.

Assim, o candidato, que vai lutar por "concluir a reestruturação financeira" e "procurar de novo a coesão" entre sócios, acredita que é o nome mais bem preparado para assumir a presidência. "Os tempos difíceis (...) Exigem experiência, conhecimentos e firmeza nas decisões. Outra via irá por certo acabar na perda do controlo da SAD e na subserviência aos que não defendem nem praticam a verdade desportiva!", sublinhou, num manifesto divulgado esta terça-feira.

Leia o comunicado de Dias Ferreira na íntegra:

"Caros Consócios:

O início da segunda década deste século, mais concretamente o acto eleitoral de 2011, no qual aliás participei consciente da sua importância, marcou um virar de página na história do Sporting. Pela primeira vez, um presidente foi eleito contra a vontade de mais de sessenta por cento dos sportinguistas votantes. Esse presidente de continuidade não soube ler os resultados da eleição, e o seu mandato terminou ao fim de dois anos com o seu pedido de demissão ante uma anunciada destituição, por força de uma classificação no futebol sem precedentes e uma enorme crise financeira, com reestruturações sucessivas sem o adequado cumprimento. 2013 confirmou a viragem que os sportinguistas já reclamavam; 2017 a consagração de um Sporting Clube de Portugal, renovado, coeso e com a alma de um clube desportivo que honra a história do desporto em Portugal. Reinava a alegria nos corações dos sportinguistas, traduzida numa votação de cerca de noventa por cento dos associados votantes

Num ápice, como que uma tempestade devastou um trabalho de vários anos, com coisas boas e menos boas, mas com saldo claramente positivo. Ainda mal refeitos do pesadelo, os sportinguistas tiveram, no entanto, a lucidez para, clara e expressamente, dizer o que não queriam. Marcadas as eleições para o próximo sábado, tive e tenho a percepção de que há quem queira voltar a um passado recente e há muito ansiava por um retorno que a maioria não queria, nem quer.

Este foi, e é, o sentido da minha candidatura: aproveitar o que de bom foi feito e, designadamente, concluir um plano e uma reestruturação financeira que nos pode permitir um futuro sustentável, e procurar de novo a coesão entre os associados. E os tempos difíceis que se vivem no futebol português não são compatíveis com experimentalismos ou romantismos. Exigem experiência, conhecimentos e firmeza nas decisões. Outra via irá por certo acabar na perda do controlo da SAD e na subserviência aos que não defendem nem praticam a verdade desportiva!

O voto útil e decisivo deve assim ser utilizado no candidato que quer ser presidente não deixando nenhum sócio pelo caminho. Mesmo aqueles que pensam ter perdido a sua lanterna. Porque a sua lanterna, a minha lanterna, a nossa lanterna é, e será sempre, o Sporting Clube de Portugal:

PELO TEU AMOR, PELO MEU AMOR, PELO NOSSO AMOR, SOMOS TODOS SPORTING!"

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