Diogo Orvalho: «Vamos a votos!»

Artigo de opinião de membro da MAG do Sporting

• Foto: Tiago Sousa Dias

O Sporting CP viveu nos últimos meses um dos períodos mais conturbados da sua história. O tempo reconhecerá e dará o valor devido a todo o esforço, dedicação e trabalho que foi feito para dar a palavra e devolver o SCP aos sócios, fazendo com que a democracia imperasse e a separação de poderes não passasse de uma simples teoria. O trabalho foi tremendo mas é inequívoco que valeu a pena.

A este respeito, tenho de realçar as candidaturas de Frederico Varandas e de José Maria Ricciardi, as únicas duas que tiveram pelo menos uma palavra de reconhecimento por todo o trabalho desenvolvido pelos órgãos competentes e responsáveis pela devolução do clube aos sócios e reposição dos princípios democráticos no clube. Não gosto de meios termos, silêncios oportunísticos ou cinismos. Aprecio e admiro a gratidão, o reconhecimento, a frontalidade e a coragem. E aquelas duas candidaturas foram as únicas que respeitaram estes valores relativamente ao passado recente do clube, mesmo sabendo que tal lhes poderia eventualmente retirar alguns votos, nomeadamente de alguns dos ainda apoiantes do Conselho Diretivo destituído.

Julgo que é também tempo e da mais elementar justiça deixar uma palavra de reconhecimento aos membros da Comissão de Gestão e da Comissão de Fiscalização que, de forma abnegada, demonstraram toda a sua dedicação ao clube neste período. Saúdo em particular o presidente Sousa Cintra, Torres Pereira e Rita Garcia Pereira, pois testemunhei de perto o esforço e a importância do seu trabalho, bem como o relevantíssimo contributo que deram ao clube numa fase dificílima. Enquanto sócio do Sporting CP fica aqui o meu reconhecimento e agradecimento público a todos.

É chegada altura de virar a página, de escrever uma narrativa nova, agregadora, aglutinadora e vencedora. Mais que nunca, os órgãos sociais que vierem a ser agora eleitos têm de se impor inequivocamente, sob pena de vivermos em permanente instabilidade e poderem sair esqueletos do armário. Não podemos perder mais tempo. Todos ansiamos por vitórias e títulos em todas as modalidades, com particular incidência no futebol. Este é (como afirmou Frederico Varandas ao longo da campanha) o core e o motor do clube e das restantes modalidades.

As eleições do próximo sábado revestem-se de uma importância extrema. É fundamental que o próximo presidente seja um líder particularmente carismático, corajoso e competente. É imperioso que das eleições resulte uma liderança forte, assente num projeto sólido interpretado por uma equipa com a competência necessária para o levar a cabo. Este mandato não pode ser interrompido e tem de ter todo o sucesso.

Dos dois candidatos que, a confiar nas sondagens vindas a público, têm reais hipóteses de vencer, julgo que a opção é óbvia.

Com todo o respeito e carinho pela carreira brilhante de jogador de futsal e eterno agradecimento que me merece a forma sempre briosa com que vestiu a camisola do Sporting CP em inúmeros pavilhões, não consigo descortinar em João Benedito as caraterísticas que, na minha opinião, são essenciais para assumir imediatamente a presidência do SCP. E esta minha visão assenta sobretudo na, pelo menos ainda, (i) falta de experiência e capacidade de liderança suficientes (João Benedito foi durante cerca de 20 anos jogador profissional de futsal, não tendo tido tempo nem disponibilidade para construir um percurso profissional de relevo através do qual se permita agora concluir pela capacidade e competência para liderar um clube da grandeza e complexidade organizacional do SCP), na (ii) reduzida visão e capacidade de leitura dos factos e da realidade do clube (evidenciada através da posição assumida após o ataque de Alcochete, dia em que jantou com BdC e afirmou que este deveria cumprir o mandato até ao fim), na (iii) falta de frontalidade em assumir qualquer posição antes da AG destitutiva e, finalmente, na (iv) colocação dos interesses pessoais de terceiros à frente dos interesses do clube (ao recusar-se a apresentar a identidade do CEO do seu projeto e exigir um verdadeiro "cheque em branco", furtando-se ao escrutínio dos sócios nesta matéria).

Pelo contrário, creio que o passado, o conhecimento do clube e a experiência reconhecidas de Frederico Varandas evidenciam que se trata do candidato certo, mais bem preparado e com a capacidade de liderança que se exige para enfrentar este desafio, possuindo o carisma, a competência, a frontalidade e a coragem necessárias. Acresce que possui um conhecimento profundo do universo futebolístico que, estou convicto, poderá conduzir-nos rapidamente ao sucesso. Finalmente, a equipa que conseguiu reunir, quer no Conselho Diretivo quer na MAG e no CFD, também me oferece garantias de isenção e competência no desempenho das respetivas funções.

Naturalmente que haverá distintas e igualmente válidas e respeitáveis opiniões. Mas, para mim, as características fundamentais que acima enunciei e reconheço em Frederico Varandas são fulcrais para a minha opção.

Independentemente, porém, da decisão de cada um, importa apelar a uma participação eleitoral massiva no ato eleitoral para, mais uma vez, evidenciarmos a nossa grandeza, força e vitalidade. Gostaria que estas eleições fossem as mais participadas de sempre e que, acima de tudo, delas saísse uma liderança forte, coesa e capaz de unir todos os sportinguistas de uma vez por todas em torno de uma única causa: o Sporting Clube de Portugal.

Ganhe, todavia, quem ganhar, uma coisa é certa: a partir de 9 de setembro estaremos todos juntos a apoiar o nosso presidente, seja ele quem for. É essencial unirmo-nos em torno da sua liderança e respetiva equipa para que, em conjunto, possamos todos elevar cada vez mais o nome do Sporting CP por esse país e mundo fora. Vamos a votos!

Autor: Diogo Orvalho

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