Direção leonina envia carta à Comissão de Fiscalização e ameaça com processos

Bruno de Carvalho e restantes membros do conselho diretivo explicam por que não podem ser suspensos

O Conselho Diretivo (CD) do Sporting, liderado por Bruno de Carvalho, enviou uma carta à Comissão de Fiscalização, criada por Jaime Marta Soares, em resposta à suspensão como sócios de todos os elementos da direção. Na missiva, assinada por Bruno de Carvalho, Carlos Vieira, Rui Caeiro, José Quintela e Alexandre Godinho, Luís Roque e Luís Gestas, são recordados todos os atos levados a cabo pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) "após comunicar a sua demissão". E frisa também que "estas condutas poderão ser abstratamente passíveis de ilícito criminal".

O CD recorda que Marta Soares não podia ter criado uma Comissão de Gestão, pois "os estatutos (...) prevêem que apenas com a cessação de mandato da totalidade dos membros do CD estaria habilitado a fazê-lo."

Lembra ainda que os membros do CD foram suspensos "com efeitos imediatos, sem direito a defesa, contraditório ou investigação prévias". "É assim que, desta forma, sem querer dar a palavra aos sócios, cinco sócios são nomeados a dedo por um órgão demissionário e pretendem afastar um órgão social eleito o ano passado por 18.755 votos, procurando gerir o clube de fora para dentro."

Bruno de Carvalho e seus pares, depois de enumerarem os atos levados a cabo por Jaime Marta Soares após a "demissão" (convocação da AG destitutiva, criação da Comissão de Fiscalização e da Comissão de Gestão) garantem não reconhecer na Comissão de Fiscalização "nenhuma legitimidade para o exercício das funções de que se arrogam estar investidos, incluindo o poder de desencadear processos disciplinares e suspensões imediatas".

O CD constata que oa Comissão de Fiscalização invoca o Regulamento Disciplinar para suportar a suspensão, mas que o mesmo não se encontra ainda em vigor, uma vez que, à semelhança dos novos estatutos aprovados na AG de fevereiro último, não foram assinados por Marta Soares. "Não faz, por isso, sentido estar a invocar normas que se encontram previstas no Regulamento Disciplinar para suspender preventivamente os membros do CD na sua qualidade de sócios, a não ser por manifesta má fé ou ignorância", lê-se na carta.

Mais informa a missiva, enviada a João Duque, Henrique Monteiro, Luís Pinto de Sousa, António Paulo Santos e Rita Garcia Pereira (os membros da Comissão de Fiscalização) que "estas condutas poderão ser abstratamente passíveis de consubstanciar ilícito criminal".


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