Do acidente que o fez perder parte da orelha à vida em Angola: Luiz Phellype lembra histórias da carreira

Avançado do Sporting tem 26 anos, mas já tem muito para contar

• Foto: Miguel Barreira

Luiz Phellype tem apenas 26 anos, mas a sua carreira já dava para uns quantos capítulos de um livro ou até mesmo um completo. Desde a forma como chegou à Europa, passando pelas peripécias vividas na Bélgica e o cenário impactante encontrado em Angola, o atual jogador do Sporting assume que já viveu um pouco de tudo.

Chegado à Europa vindo do Desportivo Brasil, em 2012/13, o avançado ingressou no Standard Liège, um clube no qual poucas chances teve. Aliás, quando as começou a ter... um acidente insólito estragou tudo o que tinha planeado. "No inverno quando não está a nevar fica uma camada muito fina de gelo em cima do chão. É preciso ter muito cuidado. Estava a mexer no telemóvel, distraí-me e caí. Bati com o rosto no chão, parti o braço e cortei um pedaço da orelha. Fiquei um mês e meio parado. Foi um período difícil porque perdi a chance deles me comprarem", lembrou.

De Liège, a carreira do avançado passou para Portugal. Primeiro no Beira-Mar e depois no Estoril e Feirense. Sempre à 'boleia' da Traffic, o dianteiro foi atuando a espaços durante três temporadas, até que sentiu necessidade de sair para buscar minutos de jogo. Aí surgiu a possibilidade de ir para Angola, onde apareceu o Rec. Libolo como interessado. Uma opção que não se revelaria acertada...

"Não parei para pensar muito bem. Como estava desesperado para jogar, aceitei a proposta. Apenas quando lá cheguei é que vi, mas não poderia fazer nada. Tive que cumprir o meu contrato. Foi um período muito difícil da minha profissão, mas como experiência de vida foi espetacular. Vi muitas coisas e cresci bastante", assumiu o dianteiro, que destacou a enorme distância entre Libolo e os principais centros do país, mas especialmente a pobreza encontrada: "Miséria, as pessoas a passar dificuldades... Era complicado viver por lá. Fazíamos o que podíamos para tentar ajudá-los. O estrangeiro que vai para lá ou faz um esforço muito grande para ficar e entender o país ou vai embora."

Em Angola ficou uma temporada, antes de voltar a Portugal, desta feita para ficar e impor-se. Primeiro no Paços de Ferreira e depois no Sporting, clube para o qual se mudou no mercado de inverno da temporada passada. Na altura até teve outros interessados, mas foi o leão o destino escolhido.

Por Fábio Lima
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