Profundamente emocionada, Eduarda Proença de Carvalho falou esta tarde à CMTV sobre a sua demissão do cargo de vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting.

"Já chegava o momento de alguém ter de terminar tudo isto. Apesar de não fazer julgados sobre culpados ou não culpados, chegámos a um ponto de não retorno e achei que devia ser eu a parar", começou por afirmar.

Confrontada com qual das duas situações tinham levado ao ponto de rutura - se o episódio de agressões na Academia de Alcochete se as suspeitas de corrupção no Sporting, Eduarda sublinhou ambas.

"São dois episódios de uma profunda tristeza. No perguntem por culpados, não sei nada disso. Se me sinto enganada? Não, sinto-me profundamente desiludida. Acreditei neste projeto quando entrei nele. Achei que era um projeto vencedor, acreditei nas pessoas, tenho profundos amigos nos órgãos sociais do Sporting. É uma profunda desilusão. Estou numa profunda tristeza. Foi um projeto no qual acreditei, é um desabar".

"Estive em Alcochete nesse dia. Os jogadores estão tristes, devastados. O que aconteceu nunca deveria ter acontecido. Falei com Bruno de Carvalho aí", lembrou.

Eduarda Proença de Carvalho assumiu nada saber dos alegados esquemas de corrupção - "nada disso me passou pela cabeça", disse -, abordando a relação com André Geraldes.

"Conheço bem o André Geraldes dentro da estrutura do Sporting. Sempre o tive como um miúdo trabalhador, muito focado".

A vice-presidente da mesa da AG demissionária disse ainda não saber se Bruno de Carvalho irá ou não avançar com a demissão.

"O presidente Bruno de Carvalho já não tem condições e não estou a falar das culpas, mas não tem condições, face ao estado em que as coisas se colocaram, de se manter. Bruno de Carvalho tem de ser responsável perante os sócios. Se eu espero que se demita? Sinceramente, espero".