Fernando Mendes acusa: «Estavam a pensar contratar capangas para me baterem a sério»

Ex-líder da Juve Leo aponta o dedo a "alguém ligado ao Sporting"

Numa longa entrevista ao Diário de Notícias, Fernando Mendes revelou como viveu no mês entre os acontecimentos na Academia de Alcochete, a 15 de maio, e a sua detenção, a 6 de junho.

"Até certa altura tranquilo, mas passados uns dias vieram avisar-me de que havia alguém ligado ao Sporting que me queria 'fazer'. Estavam a pensar contratar uns capangas para me baterem a sério. Claro que o medo se apoderou de mim. Ainda hoje olho por cima do ombro", afirmou o ex-líder da Juventude Leonina, atualmente em prisão preventiva, sublinhando que "no início" não achava que fosse detido.

"Quem não deve não teme. Não tinha feito nada para ser detido. Mas depois do massacre dos media em relação a mim comecei a aperceber-me de que iria ser detido. Porque, aos olhos da opinião pública, até parecia mal que não fosse detido. [Sofreu algum tipo de ameaça neste período de tempo?] Até agora, não, embora considere que tive um tratamento diferente no interrogatório judicial", disse.

E prosseguiu: "Fui tratado pela sra. dra. procuradora Cândida Vilar como um 'não' ser humano. Não foi imparcial comigo, tratou-me abaixo de gente, senti-me humilhado. Já o dr. juiz Carlos Delca foi o mais normal possível, e fez o que se pede a um juiz".

«Pensava que falar com um treinador ainda não fosse considerado crime em Portugal...»

Fernando Mendes sublinhou ainda que não se considera culpado de crime algum. "Não organizei nenhum ataque ou invasão, não agredi ninguém, e mesmo o ter chamado hijo de puta ao Acuña, fi-lo depois de ele me ter chamado o mesmo. Pensava eu que falar com um treinador de futebol, do meu clube, e dizer-lhe que continuávamos a conversa na Academia ainda não fosse considerado crime em Portugal...".

O antigo líder da claque - que "respondeu, em 37 folhas A5 escritas à mão e complementadas com uma chamada telefónica, às perguntas do Diário de Notícias", pode ler-se - acrescentou ainda que "não sabe" se houve um mandante ou um autor moral do ataque à Academia.

"Bem, mandante ou autor moral, diretamente, não sei se houve. Mas que houve alguém que poderá ter incitado ou encorajado certas pessoas a irem à Academia, isso é do domínio público. [Bruno de Carvalho?] Não sei se foi ele, mas poderá ter sido. Até porque eu ainda me lembro da conversa que ele teve comigo quando me ligou de madrugada, ainda estava eu na Madeira. Além disso, algumas expressões, conversas e depoimentos a que a investigação teve acesso e conhecimento, que já foram publicadas, levam a crer nesse sentido".

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