Fernando Mendes: «Bruno de Carvalho disse-me que devia ir lá apertar com eles»

Ex-líder da Juve Leo revela ao DN conversa com antigo presidente do Sporting antes da invasão a Alcochete

 Adeptos encapuzados atacaram Academia do Sporting, em Alcochete
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 Adeptos encapuzados atacaram Academia do Sporting, em Alcochete

Fernando Mendes, antigo líder da Juventude Leonina, revelou que Bruno de Carvalho lhe disse para ir à Academia de Alcochete "apertar com eles [jogadores], dar-lhes um puxão de orelhas". "Tenho pensado com os meus botões se ele não alterou a data do treino com base nessa conversa (…) mudou-o para terça-feira porque sabia que eu lá ia e calculou que atrás de mim fosse mais gente", afirmou em entrevista ao 'Diário de Notícias' publicada este domingo.

Mendes, que se encontra em prisão preventiva, revelou que Bruno de Carvalho lhe ligou no sábado, 12 de maio, entre as 21 e as 22 horas e que foi ele próprio a ligar ao presidente no domingo para "lhe dar conhecimento de que tinha ido ao aeroporto falar com o Jorge Jesus e a chamada teve a duração de um minuto". "Os dados da minha operadora mostram que de 4 a 30 de maio há somente uma chamada de mim para o Bruno de Carvalho. Que é essa. Depois, ligou-me ele, umas cinco ou seis vezes já na madrugada de domingo para segunda-feira. Atendi uma das chamadas e estivemos mais de uma hora ao telefone", contou.

Uma ida a Alcochete é tema nessa mesma chamada: "Disse-lhe que não era admissível um jogador [Acuña] com oito meses de Sporting não ter a mística do clube e que ia na terça-feira a Alcochete continuar a conversa com o Jorge Jesus. Ele [Bruno de Carvalho] disse que eu fazia bem, que devia ir lá apertar com eles, dar-lhes um puxão de orelhas. E eu respondi-lhe que não precisava de lhes dar puxão de orelhas nenhum, que queria apenas esclarecer aquilo com o treinador. Hoje sei que ele já sabia que na terça-feira não havia treino. Mas não me disse", lembrou, ele que, assumiu, sempre entrou na Academia quando quis. "Foi-me sempre dada autorização para entrar. E olhe que foram muitas vezes…".

O antigo líder da claque leonina explicou ainda o "falamos em Alcochete" dito no aeroporto da Madeira após o jogo com o Marítimo. "Tinha em mente ir falar com o Jesus, e ao mesmo tempo era para acabar com aquela situação no aeroporto. Não era para falar com os jogadores. Não vejo mal nenhum na frase. Até estava a avisar que lá ia! E espero que não me prejudique, pois não vejo nenhum crime em ter dito isso".

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