Fernando Mendes: «Fui a Alcochete para terminar conversa que tinha tido com Jorge Jesus»

Antigo líder da Juve Leo diz que não sabia "que havia alguém a combinar o que quer que fosse"

Fernando Mendes, antigo líder da Juventude Leonina, um 44 dos arguidos no processo do ataque à Academia de Alcochete, disse esta terça-feira à entrada para mais uma audiência no Tribunal de Monsanto que foi à Academia no dia 15 de maio do ano passado porque tinha combinado com Jorge Jesus terminar a conversa que tinham iniciado no aeroporto do Funchal, depois do jogo com o Marítimo.

"Já tinha dito no aeroporto que lá ia. Vocês sabem que no aeroporto, quando houve aquela situação, falei com o Jorge Jesus e disse 'então mister continuamos a conversa'. E ele próprio disse' está aqui muita gente, isto está a ser um show off, falamos em nossa casa'. 'Então vou lá falar falar consigo, em nossa casa', respondi. O objetivo era acabar a conversa que estávamos a ter no Funchal, sobre o que se tinha passado naquele jogo [com o Marítimo]", contou Fernando Mendes, que recupera de uma doença oncológica e recebeu, por isso, autorização da juíza para se ausentar em algumas sessões.

O ex-líder da claque refere que a presença de outros elementos da claque naquele dia foi "uma coincidência". "De organizado não teve nada, eu fui lá para acabar a conversa, como tinha combinado com o Jorge Jesus no domingo no Funchal. Eu não sabia que havia grupo, não sabia que havia alguém a combinar o que quer que fosse, não falei com ninguém. Só depois, quando entrei, comecei a perceber o que se tinha passado, até aí não sabia de nada. Não vi ninguém, os que vi foi ao longe."

Ricardo Gonçalves, chefe da segurança do Sporting, assumiu na sessão de segunda-feira que deixou entrar o BMW azul na Academia naquele dia. "Não ouvi bem as coisas, ainda não falei com a minha advogada. Se disse isso, ele lá sabe. Disse a verdade, quem não deve não teme, estou de consciência tranquila."

Questionado sobre se era habitual as claques comparecerem na academia leonina, Fernando Mendes conta como era no tempo em que liderava a Juve Leo. "No meu tempo de liderança avisava sempre. Dizia que lá ia, as pessoas tomavam nota e confirmavam ao telefone a autorização. Não precisávamos de identificação ou de autorização à porta. Penso que o método atual, em maio, seria a mesma situação."

Por Luís Mota
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