Frederico Varandas revela que colocou o lugar à disposição no momento da contratação de Amorim

Presidente do Sporting disse que não podia obrigar o resto do Conselho de Administração a aceitar o elevado investimento

• Foto: Paulo Calado

Numa entrevista à SIC, Frederico Varandas voltou a deixar muitos elogios a Rúben Amorim e revelou alguns bastidores da contratação do treinador. Nomeadamente o momento em que colocou o seu lugar à disposição no Conselho de Administração, quando se discutia o elevado investimento no técnico.

"Foi a única vez que coloquei o lugar à disposição, mas de uma maneira cordial e tinha de fazê-lo em pleno Conselho de Administração. Não podia obrigar a minha equipa e os meus administradores a irem atrás disto às cegas, e disse-lhes que compreendia que o Conselho de Administração não votasse a favor do Rúben Amorim, mas eles tinham de entender que eu não podia dar a cara por um projeto desportivo em que não acreditava", contou o presidente verde e branco.

De resto, Varandas contou que Amorim há muito estava nas cogitações, desde os tempos do Casa Pia. "Não tínhamos equipa B e ele estava na lista para os sub-23, mas o Sp. Braga antecipa-se e contrata-o para a equipa B", começou por dizer, admitindo que as negociações foram duras, até pelo elevado valor a que a contratação obrigaria: "O presidente António Salvador disse que nem pensar, que não podia ser, mas passadas umas horas disse-me que só pelo valor da cláusula de rescisão, nunca pagando a cláusula de rescisão pois aí o valor seria de 19 milhões devido aos impostos."

No entanto, depois de uma reunião com o próprio Amorim, Varandas ficou convencido: "Aí conheci pessoalmente o Rúben. Poucos treinadores aceitariam o convite que lhe fiz, ele sabia que teria os grandes passados uns meses, eu sei e ele sabe… Nomeadamente o Benfica, que teria sempre a porta escancarada para ele. Pela primeira vez encontrei o treinador perfeito para o meu projeto desportivo. Ele tem a mesma linguagem, os mesmos valores, a mesma comunicação e a mesma humildade. Nesse dia que saímos da reunião, entro no elevador e o Hugo Viana olha para mim a abanar a cabeça e pergunta ‘vamos fazer mesmo isto?’. Eu respondi-lhe 'esquece os 10 milhões, arranjamos melhor treinador? Melhor líder de balneário? Arranjas melhor pessoa humana? São os 10 milhões que vão impedir isto? É a pessoa certa?' Ele disse 'é' e fomos embora."

Por Record
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