Isto só vídeo num final de loucos

Dois golos anulados nos descontos, um para cada lado. Alvalade foi do céu ao inferno e... voltou

Longos períodos de tédio e curtos períodos de terror. Dizem que é assim a vida de um soldado. E o Sporting-Estoril de ontem não andou longe dessa realidade. Se o início do jogo foi demolidor, com os leões a chegarem ao 2-0 em 11 minutos, o que dizer dos dois golos anulados em período de descontos, um para cada lado?

Uma verdadeira montanha-russa de emoções, que arrastou equipas e público, a reboque da análise do vídeo-árbitro. E deu para tudo: desde ver Jesus esbofetear o banco de suplentes, enfurecido com o que seria o 2-2 do Estoril, até ao alívio generalizado que se seguiu, quando o lance foi anulado e Alvalade respirou fundo. Do céu ao inferno, e a caminho do paraíso, foi um pequeno passo. E tudo no espaço de dois minutos.

Limpinho, limpinho

O final de loucos começou a desenhar-se aos 90’+2. Gelson Martins desmarcou Piccini, este foi à linha e, no limite, entregou de bandeja para Bas Dost fazer, de cabeça, o 3-1. Segundos depois, a revisão do vídeo-árbitro, Tiago Martins na circunstância, indicava ao juiz principal Luís Godinho que a jogada era irregular, porque precedida de fora-de-jogo do italiano, no momento do passe de Gelson.

Balde de água fria para os leões que gelou por completo, aos 90’+4: um remate cruzado de Pedro Monteiro, lançado na meia direita, foi parar ao fundo das redes de Rui Patrício e o Estoril fez a festa do empate. Precipitada, diga-se. De novo, em questão de segundos, o VAR repunha a verdade: Monteiro estava adiantado em relação à última linha do Sporting quando Fernando Fonseca, na sequência de uma bola parada de Lucas, procurava fazer a assistência. Um jogo que, há um ano, sem VAR, teria provavelmente acabado com um 3-2 para o Sporting, acabou em 2-1. E mostrou o admirável mundo novo da arbitragem na era da tecnologia. Que ontem mostrou pela primeira vez utilidade aos 60 minutos, após duas situações de potencial dúvida na área do Sporting: numa Mathieu não faz falta sobre Kléber, na outra André Claro simula carga de Coentrão. Tudo certo. Ou... limpinho, limpinho, agora sim e com propriedade.

Por Ricardo Granada e Vítor Almeida Gonçalves
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