Coates recorda telefonema para o agente: «Tinha muito medo e não queria voltar ao Sporting»

Além do uruguaio também Battaglia voltou hoje ao tribunal do Montijo para ser ouvido na 15.ª sessão do julgamento ao ataque a Academia

- Damos aqui por encerrada a nossa cobertura de mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete.

17h45 - No dia 7 de janeiro serão ouvidos o guarda-redes Rui Patrício (manhã) e o treinador Jorge Jesus (à tarde). A juíza Sílvia Pires também indica que Cristiano Piccini irá depor na manhã do dia 8 de janeiro

17h40 - Sílvia Pires, presidente do coletivo de juízes, anuncia que a próxima sessão do julgamento vai arrancar com o depoimento de Márcio Sampaio (adjunto de Jorge Jesus no Sporting), seguindo-se André Pinto (manhã) e Rúben Ribeiro (tarde), jogadores dos leões à data do ataque. 

17h35 - Terminou a sessão desta quinta-feira no Tribunal do Montijo. O julgamento do ataque à Academia do Sporting regressa no dia 6 de janeiro, às 9h30.

17h31 - Coates assume que mesmo no momento infeliz desta época não deixou de ser acarinhado: "tive mais críticas, mas não deixei de sentir apoio".

17h30 - A sessão esteve interrompida durante alguns minutos por falha técnica com a vídeo-conferência, mas foi retomada após o problema ser resolvido.

17h28 - Questionado sobre se alterou as suas rotinas de vida, Coates afirmou: "Depois do ataque tivemos mais cuidado com determinadas coisas e durante essa semana até ir para o Uruguai tomámos preocupaçoes". "Este ano, quando as coisas correram mal em determinado momento, tive medo e voltei a tomar precauções", acrescentou o uruguaio.

17h25 - Agora é a vez de Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, com perguntas sobre pormenores, colegas a sangrar ou posicionamento de pessoas no balneário, como Ricardo Gonçalves ou os médicos Frederico Varandas - agora presidente - e Virgílio Abreu.

17h23 - Rocha Quintal (advogado de Mustafá) questiona sobre a relação com as claques, se tinha sido boa ao longo da época 2017/18. Coates confirma que sim. Falam também sobre o "haka" que os adeptos entoam com os jogadores no fim dos jogos

17h20 - Sandra Martins, advogada de Fernando Mendes, e Paulo Camoesas (avogado de Bruno Jacinto) fazem perguntas sobre pormenores.

16h40 - Miguel Coutinho, advogado do Sporting, questiona Coates sobre os insultos que ouviu. O jogador uruguaio respondeu:"Ouvi filhos da p... muitas vezes. Não me recordo de outras [expressões], mas dessa sim".

16h38 - Coates diz que nenhum dos invasores tentou acalmar os que estavam mais exaltados e, inclusivamente, foi empurrado quando se tentou aproximar de William Carvalho para atenuar o que se estava a passar.

16h13 - Sobre as reuniões de 7 de abril e de 14 de maio, Coates recorda que na reuniao da véspera do ataque à Academia:"assim que começou a reunião Bruno de Carvalho dirigiu-se ao Acuña e disse que não podia ter feito o que fez ao chefe da claque e que lhe tinham ligado toda a noite à procura dele e que queriam a sua morada. O Acuña disse que não tinha problemas em falar com eles e esclarecer tudo. No entender dele não passava de mal entendido", diz, acrescentando: "Não sei a quem Bruno de Cravalho se referia quando falou do chefe da claque e quando disse que essa pessoa lhe ligou toda a noite. O que descobri mais tarde foi que Acuña tinha tido um problema com Fernando Mendes".

Já sobre a reunião de 7 de abril, o defesa esclarece: "teve a ver com o post que ele [Bruno de Carvalho] publicou a criticar-nos. Dissemos que não podia acontecer, que há coisas para tratar no seio da equipa e não no Facebook, fiquei com a impressão de que não estava normal, devido à conversa com William Carvalho e Rui Patrício - houve muitos gritos e eles responderam. Eu tinha sido um dos criticados no post mas nunca me dirigiu a palavra na reunião."

15h51 - O central uruguaio, que esta temporada viveu uma fase menos conseguida, com autogolos e erros defensivos, refere ter receado que outro episódio de violência voltasse a acontecer: "Atravessei um momento menos bom e isso deu-me medo de que pudesse voltar a acontecer comigo, lembro-me que entraram no balneário à procura de quatro colegas meus." Coates diz ainda que no dia da invasão à Academia, os adeptos não foram lá para conversar: "Houve uma ocasião em que estavam umas 10 pessoas à espera já na zona onde íamos treinar. Mas nesse dia foram lá conversar e estavam de cara descoberta. No dia da invasão, nunca tentaram o diálogo, entraram para nos insultar e atacar."

15h49 - "Após o ataque liguei à minha companheira a contar o que se tinha passado, a dizer que estava tudo bem e que alguns colegas tinham sido agredidos. Disse-lhe para voltar ao Uruguai. Liguei ao meu representante a dizer que tinha muito medo e que não queria voltar ao clube", conta Coates. 

15h42 - Coates não se recorda de ver alguém tentar sair, mas "estavam 4 ou 5 indivíduos junto à porta". "Nenhum de nós esperava aquilo. Estávamos todos em choque. Além disso estavam junto à porta e ninguém tentou sair, eu não tentei porque tive medo do que pudesse acontecer."

Entretanto, um dos arguidos avisa que um outro arguido, Leandro Almeida, identificado por ter um dente de ouro, se está a sentir mal - sai para ir à casa de banho.

15h23 - Coates diz que viu pelo menos duas tochas serem deflagradas. Uma aquando da entrada dos invasores e outra à saída; Refere ainda que uma das tochas embateu em Mário Monteiro, preparador físico.

15h19 - O defesa uruguaio continua a descrever o dia do ataque: "Quando entraram começaram a procurar por Acuña, Battaglia, Rui Patricio e William. Estavam à procura deles, começaram a empurrar-nos à procura deles, depois atiraram uma tocha e disparou o alarme. Para nós foi um choque, não estavámos à espera. Não consegui perceber bem se empurravam toda a gente; eu quis pôr-me à frente de quem estava à procura do William, empurraram-me, disseram-me que não era comigo, que o William não era digno de vestir a camisola do Sporitng. Vi baterem-lhe, com murros e um cinto. Depois vi atirarem um garrafão a Battaglia. Foi mais do que um indivíduo, eram quatro ou cinco. Foi agredido nas costas, baixou a cabeça e tentou proteger a cara."

15h10 - Sebastián Coates recorda: "O André Pinto foi a correr à minha frente avisar os colegas, quando entrámos estava o Vasco Fernandes a fechar a porta e eles entraram logo a seguir. Entraram entre 30 e 40. O balneário não é muito grande, estava lá muita gente. Vi-os a entrar no campo de treino."

15h07 - Terminam as perguntas a Battaglia e começa Coates a testemunhar.

15h00 - Battaglia refere que mudou rotinas na vida pessoal, após o ataque à Academia ed Alcochete. Mudou o alarme de casa, contratou um segurança e mandou colocar câmaras de videovigilância em casa, porém não mudou de carro.

14h57 - Miguel Fonseca pergunta pelo ordenado a Battaglia, mas juíza não deixa a perguntar seguir para o tradutor. "Razões monetárias não são o objeto deste processo". O advogado questionava sobre o vencimento anterior à rescisão e após o regresso.

14h55 - Battaglia explica, confrontado por Miguel Fonseca, que um dos pontos mais importantes para o regresso, após a rescisão de contrato, foi "que o clube garantiu segurança máxima". "Puseram mais uma barreira e mais câmaras [de vídeo-vigilância]", disse.

14h48 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, pergunta o número de telefone a Battaglia, para comparar com um dado do processo. Mas a juíza não quer que seja revelado o número e é pedido ao jogador para dizer apenas os três últimos números (966). O advogado diz que o número está correto. "Só quero é que não haja dúvidas", disse Miguel Fonseca. "Vou já passar à frente". 

14h46 - Sandra Martins, advogada de Fernando Mendes, perguntou ao médio argentino se o Acuña terá dito o que tinha planeado dizer aos adeptos ou se tinha recebido alguma instrução sobre o que poderia dizer. Battaglia diz que Acuña não revelou nada.

14h40 - O médio argentino, Battaglia, já está a ser ouvido. 

14h00 - Battaglia (que iniciou o seu testemunho na terça-feira) e Coates são os jogadores ouvidos esta tarde, na última sessão deste ano do julgamento do ataque à Academia de Alcochete. Os futebolistas do Sporting serão ouvidos por videoconferência, desde o Tribunal do Montijo.

12h13 - Terminaram as perguntas. A sessão retoma às 14 horas.

11h58 - Agora é a vez de Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho. O advogado pergunta se Ludovico Marques trabalhou sempre no Sporting. O fisioterapeuta revela que foi despedido por Bruno de Carvalho no final de junho de 2018. "Não me deram nenhuma explicação", referiu.

11h56 - Ludovico também não sabe quem gravou o vídeo do balneário.

11h51 - Sandra Martins advogada de Fernando Mendes, questiona a testemunha: "Depois de ser agredido, tentou sair?" Ludovico Marques responde: "Era impossível. Por um lado fiquei onde estava e percebi que se fizesse seja o que fosse, ia ser agredido novamente."

A advogada insiste: "Era figura pública para o conhecerem na rua?"

"O medo associado a isso é independente de jogar no relvado ou não, fui agredido, entraram a ameaçar as pessoas todas. Não sou jogador, mas estou no banco de suplentes, apareço nos vídeos, qual é dúvida?", responde o fisioterapeuta. 

11h39 - Advogado do Sporting, Miguel Coutinho questiona Ludovico Marques.

11h35 - Terminam as perguntas da procuradora. Ludovico confirma à juíza que foi Vasco Fernandes, secretário técnico, quem enviou a mensagem a informar sobre a hora do treino.

11h33 - Procuradora questiona: "Esteve na reunião de dia 14 véspera da invasão? O que foi abordado na reunião?" Ludovico Marques responde: "O presidente estava e também estavam membros da direção. Fiquei sem perceber qual era o objetivo da reunião. Ele [Bruno de Carvalho] referia constantemente que independentemente do que fosse acontecer queria saber quem continuava com a direção, quem não continuasse podia sair. Disse várias vezes. Olhava para cada um com tom intimidatório e ameaçador. Quando saí da reunião pensei que ia despedir o treinador Jorge Jesus mas depois isso não veio a acontecer."

11h29 - Ludovico Marques diz que precisou de assistência hospitalar, após a agressão sofrida, que ficou com marcas física durante 15 dias e muitas psicológicas: "Tive que ir ao hospital logo a seguir, por causa da pancada que tinha sofrido. Fiquei 15 dias com o olho inchado e negro. No hospital fizeram uma radiografia, não tinha nenhuma fratura; Fiquei com receio, nos dias a seguir não conseguia adormecer, tinha insónias, não consegui voltar logo a trabalhar, fiquei com receio de ser agredido na rua por esses indivíduos novamente, porque sabia que alguns tinham sido presos mas não todos."

11h22 - A testemunha diz que o único objetivo dos invasores seria agredir e ameaçar. A Procuradora pede para concretizar as ameaças e o fisioterapeuta responde: "Vamos matar-vos, partir a boca toda. Não jogam nada, não ganham e vão ver o que vos vai acontecer."

11h16 - Ludovico Marques refere: "Estavamos todos numa posição defensivas, não sabíamos o que estava a acontecer, se tinham armas. Fomos completamente surpreendidos." O fisioterapeuta descreveu várias agressões a William, Acuña, Battaglia, na cara e peito.

11h10 - "Encontrava-me no balneário na zona das marquesas. Estava a preparar a equipa para o treino. Comecei a ouvir pessoas lá fora e alguém disse que estavam adeptos a entrar na academia. Vimos pelas janelas e ouvimos gritos: 'joguem à bola, filhos da puta, não jogam nada, vamos rebentar-vos a boca toda', conta Ludovico Marques. "Entraram, dirigiram-se logo a alguns jogadores e começaram logo a empurrar, bater, dar socos e pontapés a uns quantos jogadores. Gerou-se uma confusão massiva no balneário. Quatro, cinco junto a William, rodearam e bateram-lhe. Cercaram o Acuña junto ao cacifo dele, talvez quatro dando murros e pontapés, refugiou-se dentro do cacifo. O Bruno César também foi empurrado. Estava a olhar para as agressões quando sou atingido na face esquerda debaixo do olho, fiquei tonto, dei passos para trás, de cabeça para baixo. Quando voltei vi agredirem o Battaglia e mandarem um garrafão para cima dele, que se tentou defender das agressões."

11h08 - É ouvido agora Ludovico Marques, fisioterapeuta da equipa principal há 3 anos; está no Sporting desde 2012.

11h07 - Miguel Fonseca pede requerimento, argumenta que há contradição no depoimento prestado por Gonçalo Álvaro à GNR e o de hoje, no que se refere à hora do treino e às palavras de Bruno de Carvalho. A juíza Sílvia Pires verifica processo e conclui que não há contradição. Gonçalo Álvaro está dispensado.

11h04 - Miguel Fonseca questiona sobre a reunião na véspera da invasão e as declarações de Bruno de Carvalho. Gonçalo Álvaro recorda-se de Bruno de Carvalho dizer que "para ele a Taça de Portugal era merda".

Entretanto chegou mais um dos arguidos à sala: estão presentes 21.

10h55 - O advogado de Bruno de Carvalho começa por dizer que Acuña é um jogador que vê muitos amarelos, numa tentativa de justificar que é um jogador com tendência a responder mal. A juíza Sílvia Pires interrompe e questiona diretamente Gonçalo Álvaro sem rodeios: "O senhor Acuña é um jogador aguerrido? Capaz de dizer umas coisas, de responder?" Gonçalo Álvaro responde: "É um homem de grupo, de família, que defende os seus." 

A juíza percebe que poderá ter ficado algo por dizer e tenta tranquilizar a testemunha. "Toda a gente tem direito a dizer o que entender e não é uma palavra nossa que justifica o mau comportamento de outros para connosco", diz a juíza, acrescentando: "Não é um palavrão que justifica uma tareia."

10h50 - É Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, quem faz agora perguntas.

10h48 - Gonçalo Álvaro nega ter feito o vídeo que circulou nas redes sociais e diz que não sabe quem o gravou. A testemunha esclarece ainda o depoimento prestado à GNR, pois hoje em tribunal só falou de um indivíduo exaltado no aeroporto (Fernando Mendes) e na altura disse que eram 3 ou 4. Confirmou o que disse antes.

10h33 - Sandra Martins, advogada de Fernando Mendes, confronta Gonçalo Álvaro.

10h28 - Miguel Matias, advogado do arguido Afonso Ferreira, questiona Gonçalo Álvaro sobre a reunião, pede para confirmar a presença de Carlos Vieira, vice-presidente, e Rui Caeiro, vogal.

10h27 - Miguel Coutinho questiona a testemunha sobre o que viu a seguir à invasão: "vi o Mário Monteiro com uma pequena marca na barriga, disse que a tocha lhe tinha acertado e o Ludovico tinha uma equimose na face.

Interferência no sistema de audio leva a juíza a pedir a Gonçalo Álvaro para desligar o telefone. "Ninguém me pediu para desligar", disse a testemunho. A juíza devolve: "Estou-lhe a dizer eu." 

10h25 - É a vez do advogado do Sporting, Miguel Coutinho, colocar perguntas à testemunha. 

A procuradora não tem mais perguntas. São mostradas umas plantas da Academia e Gonçalo Álvaro descreve o que viu.

10h23 - Relativamente à hora do treino, Gonçalo Álvaro diz: "no fim da reunião o presidente disse 'então amanhã vemo-nos às 16 horas na academia'. Deduzimos que seria essa a hora do treino. Depois o secretário técnico (Vasco Fernandes) não sei se por mensagem, mas disse 'treino amanhã 16h-17h'.

Na sala estão 20 arguidos.

10h14 - Sobre as reuniões na véspera da invasão, Gonçalo Álvaro refere: "achavamos que aquela equipa técnica não iria continuar e ainda teríamos uma competição importante para nós, o segundo objetivo a nível nacional. Achava que era uma reunião de incentivo ao trabalho, apesar de termos falhado o segundo lugar na Madeira". A testemunha confirma que nessa reunião "estava o presidente e alguns membros da direção". "O presidente na altura falou, disse estar desapontado com o resultado. Comentou sobre a Taça de Portugal e ao contrário do que eu esperava desprezou essa competição e depois começou com discurso que não fazia muito sentido que seria: "aconteça o que acontecer amanhã, quero saber quem está comigo, quem não estiver pode sair da sala."

10h11 - O preparador físico é agora questionado sobre os incidentes na Madeira: "Antes da escada rolante houve uma troca de palavras onde o jogador Battaglia interferiu de forma apaziguadora, mas estava um indivíduo exaltado. Ainda havia escolta policial, não houve contacto com ninguém". refere. "Estava a chamar pelo Acuña. Tenho ideia que o Marcos não é pessoa de grandes palavras, anda um bocado inclinado, de cabeça para baixo. Acho que ele nem chegou a parar. Depois a troca de palavras foi entre o Battaglia e este individuo. Interveio de forma apaziguadora. Não me lembro das palavras, mas penso que o discurso do Battaglia era do género ‘tem calma’ e o individuo estava exaltado, mas não me recordo as palavras. Era o Fernando Mendes", diz, continuando: "na altura houve intervenção por parte do Nelson Pereira, que conhecia bem o adepto e falou com ele pessoalmente, também a tentar acalmá-lo. As coisas pareciam estar a correr bem, a meu ver", conta, referindo não ter ouvido Mendes a falar sobre a ida à Academia.

10h07 - Álvaro Gonçalo confirma que "em várias situações adeptos de forma organizada iam falar com os jogadores ao treino, falar com os capitães." "Cheguei a ver na zona de refeições da Academia, nunca na ala profissional", frisando que na ala profissional os adeptos só teriam acesso à zona de treino "Não os vi nas instalações da ala profissional. Vi-os no refeitório da formação. Na ala profissional só na zona de treino."

10h04 - "Quando estou a chegar ao balneário vejo um individuo a partir uma tocha, a atirá-la para o balneário e a fugir. O corredor já tinha fumo, havia gritos, e eu não percebi muito bem porque era uma situação de stress. Pensei que tinha sido um indivíduo a passar pela segurança e a atirar uma tocha para o balneário. Depois, entrei [no balneário] e penso que o Rollin [secretário técnico] vinha com o Bas Dost com a cabeça aberta, em sangue. Agarrei no Bas Dost, levei-o para o departamento médico, onde podia ser estancada a hemorragia", conta Gonçalo Álvaro. "Não atribui a gravidade que podia ter. Só quando cheguei ao balneário é que vi os jogadores em pânico, e aquilo destruído, tetos falsos para baixo, fumo, as sirenes a tocar", descreve o preparador físico: "Vi os tetos falsos pelo chão, os pertences pessoais pelo chão, caixotes virados."

10h00 - O preparador físico diz ter sido avisado que havia gente estranha no balneário da equipa principal pela podologista Patrícia Gomes. Refere que só viu um indivíduo encapuzado atirar uma tocha para o balneário e a fugir.

9h57 - Gonçalo Álvaro é o primeiro a ser ouvido. E começa por se apresentar: preparador físico e professor universitário. Começou em 2002 no Sporting, nas modalidades. Em 2004 passou para o futebol.

9h54 - Já entraram os arguidos, a sessão vai começar em breve.

9h36 - As duas testemunhas que serão ouvidas esta manhã, Ludovico Marques (fisioterapeuta) e Gonçalo Álvaro (fisioterapeuta na altura e agora preparador físico), já chegaram ao Tribunal de Monsanto, acompanhadas pelo advogado do Sporting, Miguel Coutinho.

Na anterior sessão, que se realizou na terça-feira, Battaglia e Marcos Acuña estiveram presentes no tribunal do Montijo onde ambos relataram os eventos do dia da invasão à Academia de Alcochete e ainda a reunião com Bruno de Carvalho. O médio contou que levou socos na cara e com um garrafão de 25 litros, porém o seu testemunho continuará ainda hoje.

Recorde aqui tudo o que foi dito na 14.ª sessão.

Na sessão de hoje, a 15.ª, serão ouvidos da parte da manhã os fisioterapeutas Ludovico Marques e Gonçalo Álvaro, enquanto que à tarde está prevista a conclusão do testemunho de Battaglia e a inquirição a Coates. Ambos os jogadores falarão por videoconferência, a partir do Tribunal do Montijo.

Bom Dia. Seja bem vindo a mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, que terá lugar, como é hábito, no Tribunal de Monsanto.

Por Luís Mota
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