Do sangue no chão, à fivela e às buscas: assim foi a 4.ª sessão do julgamento do caso Alcochete

Foram ouvidos mais quatro militares da GNR esta segunda-feira no Tribunal de Monsanto

15h44 - A juíza dá a sessão por terminada. O julgamento prossegue amanhã, devendo ser ouvidos mais militares da GNR e elementos da PSP.

15h40 - Os advogados informam que não querem interrogar a testemunha.

15h38 - Termina o interrogatório da juíza.

15h36 - Tiago Meira não se deslocou a Academia, esteve depois com as testemunhas e nas buscas na sede da da Juventude Leonina, bem como às casas de João Gonçalves e Nuno Mendes. Confirma que foram encontradas 4,5 gramas de cocaína, uma balança de precisão e 12 saquetas de um produto de corte. Além das munições 6,35 e dos 1050 euros em dinheiro.

15h36 - Vai falar outro militar da GNR, Tiago Meira.

15h34 - O cabo diz que o chefe de segurança do Sporting esteve quase sempre com a GNR, só se ausentou um pouco por volta das 22h00. Termina o interrogatório a esta testemunha.

15h36 - A finalizar o advogado pergunta se o agente viu câmaras perto dos muros, o cabo diz que não.

15h26 - O advogado de Bruno de Carvalho quer saber por que razão as portas magnéticas não funcionavam. O cabo esclarece que o chefe de segurança lhe transmitiu que o alarme bloqueava-as automaticamente. Inquirido sobre se tinha notado sinais de arrombamento responde que a porta do balneário estava desencaixada.

15h24 - O advogado pergunta-lhe por Rui Patrício e cabo responde que guardião estava como os outros. Adianta que não viu ninguém que lhe parecesse estranho ao Sporting.

15h23 - O advogado de Bruno de Carvalho pergunta ao cabo se conhece os jogadores do Sporting e este responde que sim. Diz que Coentrão estava mais exaltado e que os jogadores falavam entre si.

15h21 - O advogado de Mustafa, Rocha Quinta, questiona o cabo sobre as buscas domiciliárias. O cabo diz que esperou em casa do arguido até que fossem terminadas as buscas na casinha da Juve Leo.

15h17 - Agora estão a ser feitas perguntas sobre a busca à casa de João Gonçalves. O cabo Carlos Santos refere que recebeu instruções para ir a casa do arguido e que este colaborou. Nas buscas encontrou cocaína; perguntou ao arguido a quem pertencia a droga e que ele disse que era para consumo próprio. Já sobre o dinheiro nencontrado, o arguido disse que era fruto do seu próprio trabalho.

15h15 - O militar recorda que foi informado pelo chefe de segurança que havia 1 ou 2 câmaras que não funcionavam. 

15h11 - O chefe foi o responsável pela chamada dos técnicos da GNR, segundo o cabo, pela desconfiança do sistema de videovigilância no local estar desligado.

15h10 - O cabo Carlos Santos volta a dizer que os jogadores estavam exaltados e alterados. O Mathieu, por exemplo, dizia que se sentia envergonhado pois nunca tinha vivido nada assim.

15h04 - O advogado Nuno Coelho pergunta pelos estragos nas viaturas e o cabo diz que os mesmos lhe foram apontados pelo chefe de segurança do Sporting.

15h02 - O cabo conta que recebeu a informação de que os factos terão ocorrido entre as 18h09 e 17h19 e diz que estranhou o facto de as imagens estarem desligadas às 17h18, conforme foi dito pelo chefe de segurança do Sporting.

15h01 - O advogado Pedro Madureira quer saber o nome do agente que viu as imagens - guarda David Vicente - e pede esclarecimentos sobre as portas.

14h58 - Os advogados de defesa dos arguidos começam a interrogar a testemunha.

14h57 - A juíza termina o interrogatório e são verificadas as provas. O cabo referiu que a hora de entrada no sistema de videovigilância da academia foi as 17h18.

14h55 - Adianta que as imagens só foram visionadas e os frames extraídos com a presença da equipa da GNR. Em Alvalade tinham acesso remoto às imagens. A extração foi feita na Academia e o cabo afirma que ficou com a suspeita que não queriam passar as imagens. Daí ter chamado a equipa de peritos da GNR.

14h53 - O militar confirma que quando entrou na sala de vigilância da academia o sistema de filmagens estava desligado e, como achou estranho, chamou a equipa de peritos da GNR.

14h50 - Em casa de João Gonçalves encontrou um saco com 4,5 gramas de cocaína, uma balança e renan. No roupeiro tinha ténis e munições 6,35 e 1.050 euros em dinheiro, num quarto não mobilado.

14h47 - Fez buscas domiciliárias na sede da Juventude Leonina e nas casas dos arguidos João Gonçalves e Nuno Mendes.

14h45 - O cabo Santos diz que chegou à academia às 17h40 e saiu por volta das 23h00. Não se apercebeu de elementos das claques, pelo que lhe disse o chefe de segurança do Sporting, Ricardo Gonçalves. Posteriormente recebeu mais duas tochas entregues por Ricardo Gonçalves.

14h46 - Depois ouviu os jogadores, que estavam bastante exaltados. Confirma ter visto Bas Dost, Jorge Jesus e Mário Monteiro com ferimentos.

14h43 - À semelhança dos dois militares ouvidos de manhã, o cabo Carlos Santos confirma que as portas tinham sinais de arrombamento e que havia danos nos carros que estavam no parque de estacionamento. Diz ter visto tochas no balneário, um garrafão, gotas de sangue no chão e a parte metálica de um cinto.

14h32 - Vai ser ouvido o cabo Carlos Santos da GNR.

14h30 - Recomeçam os trabalhos no Tribunal de Monsanto.

12h42 - Fernando Mendes fala à saída do tribunal: "Identificaram-me, trouxe as justificações médicas. Para já não vou falar. Vou falar certamente, mas para já não. Espero ser dispensado das próximas sessões porque custa-me estar a assistir e espero que a dra juíza me dispense das próximas sessões. O que sinto? Preocupação e tristeza pelo que está a acontecer ao Sporting."

"O que irei responder? Será consoante o que me perguntarem. Quero aguardar pelo que se vai passar."

12h40 - A testemunha é dispensada e a sessão é interrompida para almoço.

12h38 - O advogado questiona sobre quem tratou Bas Dost e se o jogador foi ao hospital. O militar diz que o holandês foi ao hospital por meios próprios, com um membro da equipa técnica que também recebeu tratamento. 

12h34 - O militar volta a dizer que recebeu a pen com imagens por volta das 5h00 da manhã e que não sabe a que horas foi concluída a recolha de imagens.

12h26 - O advogado questiona agora a vinda de mais técnicos de vídeo, se foi por o chefe de segurança não as conseguir visualizar. A testemunha repete que os técnicos da GNR vieram acompanhar a equipa de técnicos do Sporting de Alvalade, para evitar o desaparecimento de prova.

12h24 - O advogado de Bruno de Carvalho pergunta ao militar se viu o vídeo do princípio ao fim. João Miguel Viegas Matos diz que sim. E que depois recolheu os fotogramas relevantes.

12h21 - O militar recorda-se que Bas Dost estava muito revoltado e disse em português que pretendia apresentar queixa. A testemunha recorda-se do episódio pelo sangue.

12h20 - O advogado Nuno Coelho volta a perguntar sobre o processo de recolha de imagens. A testemunha diz que fez a recolha da câmara número 11 da academia.

12h15 - Esta testemunha também mostra ao tribunal num mapa o local dos incidentes e as suas movimentações.

12h12 - A juíza termina o interrogatório.

12h11 - Na casa de Luís Alegria foram encontrados dois potes de fumo e uma tocha, o quarto era dele e do irmão identificado, como adolescente. A tocha encontrada na sala debaixo da televisão.

12h10 - Fala também no Mercedes e no Porsche danificados no parque de estacionamento. Não se recorda da Juventude Leonina, diz que não os conhece. Fez a busca na casa do Luís Alegria, tinham indicação da roupa.

12h06 - O militar recorda-se de ter visto Bas Dost a sangrar da cabeça; Jorge Jesus com um edema na face e dois membros da equipa técnica com ferimentos, um deles na zona abdominal. Bas Dost estava a ser assistido no local, mas João Miguel Viegas Matos não sabe exatamente por quem. Recorda que os feridos recusaram ser transportados ao hospital de ambulância.

12h05 - Na altura não tiveram logo acesso às imagens, por problemas técnicos, e foram chamados técnicos de Alvalade já com membros da GNR. As imagens chegaram ao posto da GNR de madrugada.

12h04 - Quando os jogadores mostraram interesse em apresentar queixa comunicou esse facto ao chefe, que estava no exterior.

12h03 - Viu uma porta de entrada de vidro bloqueada na ala profissional. No corredor viu gotas de sangue no chão, a porta de correr no balneário aberta, tochas deflagradas, um garrafão de 25 litros de água, uma camisola queimada, uma fivela de um cinto, o alarme a tocar com sinais de ter sido vandalizado, assim como o alarme de incêndio. Selaram o local e pediram acesso às imagens.

12h02 - Foram levados até à sala de convívio, onde estava o plantel. Os jogadores estavam revoltados e em pânico.

11h59 - João Miguel Viegas Matos está a ser questionado pela juíza. Conta que entrou com o cabo Santos, foi a primeira equipa que entrou na Academia. Foram recebidos pelo chefe de segurança do Sporting, que fez o resumo do que se passou. Foram encaminhados pelo segurança da portaria à ala profissional. Chegou entre as 17h30 e as 17h40.

11h57 - A primeira testemunha foi dispensada, vai começar a ser ouvido outro militar da GNR.

11h55 - O advogado de Bruno de Carvalho questiona o militar sobre a presença do então presidente do Sporting na academia. Antero Alexandre Vitória confirma que chegou por volta das 19h00. Pergunta se as portas automáticas se estavam ligadas, o militar responde que quando chegaram estavam bloqueadas e entreabertas.

11h52 - Pergunta novamente sobre os feridos e Antero Alexandre Vitória responde o mesmo. A juíza recorda os ferimentos de Bas Dost, Jorge Jesus e do preparador físico.

11h45 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, questiona o militar sobre como foi chamado para Alcochete e é informado que foi via rádio.

11h43 - Advogado Joaquim Cal questiona sobre as apreensões da casinha da Juventude Leonina e admite a apreensão de outra substância, que o militar da GNR desconhecia, e foi que para análise.

11h35 - A juíza Sílvia Peres pede aos advogados que não repitam perguntas.

11h25 - A juíza interrompe o advogado que falava sobre os possíveis problemas técnicos das câmaras de vigilância.

11h22 - O advogado Nuno Coelho também questiona o processo da recolha de imagens.

11h18 - O advogado Manuel Matias levanta dúvidas sobre os horários das imagens da videovigilância e sobre a validade das câmaras que captaram os arguidos nos supermercados, pedindo esclarecimentos sobre a formação do militar da GNR neste particular. Antero Alexandre Vitória responde que tem experiência.

11h05 - Nas imagens de videovigilância do Lidl não se viu um taco de hóquei, só um cinto, frisa a testemunha.

11h03 - O militar da GNR é agora interrogado pelos advogados de defesa, reafirma as detenções e os danos nas portas. 

10h45 - Antero Alexandre Vitória mostra à juíza num mapa da academia onde foram verificados os estragos. Foram encontradas impressões digitais nas portas danificaras da academia.

10h43 - O militar recorda que ao ser questionado sobre a cocaína, Jojo disse que não sabia que ali estava; já Mustafá disse que não era dele.

10h41 - Na segunda busca à sede da Juve Leo foi encontrado um bastão, haxixe no chão e na arrecadação foi descoberto um pote com cocaína dissimulada em arroz. A porta desta arrecadação foi arrombada pois este compartimento não existia aquando da primeira busca. Jojo e Mustafá assistiram a busca.

10h40 - Este militar fez ainda busca na casa da Juventude Leo, onde apreendeu dois bastões, um de madeira e um da polícia, três tochas iguais às da academia, haxixe e um sistema de videovigilância ilegal.

10h39 - Leandro Almeida foi identificado também por uma tatuagem. 

10h36 - Segundo eles militar da GNR, alguns arguidos trocaram de roupa entre eles.

10h33 - Conta o mesmo militar que posteriormente foram identificados vários sujeitos pelas imagens de videovigilância do Lidl. João Montez e Leandro foram identificados no Lidl uma hora antes do ataque. Alexandre Vitória esteve fez a busca domiciliária ao arguido Leandro, onde foram procuradas as peças de roupa usadas no Lidl.

10h30 - No parque de estacionamento viu um Porsche com o capot danificado e um Mercedes com um farol partido. As portas automáticas de entrada no departamento de futebol profissional tinham sinais de arrombamento.

10h29 - Antero Alexandre Vitória recorda-se que quando entrou no balneário viu pingos de sangue no chão, material pirotécnico e a fivela de um cinto.

10h27 - Confirma ferimentos em Bas Dost, em Jorge Jesus e no preparador físico.

10h25 - O militar encaminhou posteriormente as testemunhas até ao posto do Montijo, referindo que os jogadores estavam assustados.

10h21 - O militar recorda a interceção de um Seat cinza e de um Peugeot preto no dia do ataque. Conta que viu também um BMW X3 a tentar fugir. Apanharam o BMW com oito ocupantes, já de cara destapada, mas com máscaras ainda no interior do veículo.

10h18 - Antero Alexandre Vitória, militar da GNR, começa a prestar declarações.

10h15 - Fernando Mendes foi chamado pela juíza, que lhe perguntou se queria prestar declarações. O antigo líder da Juve Leo respondeu que não.

10h04 - Fernando Mendes, ex-líder da Juventude Leonina, está no Tribunal de Monsanto. É um dos 44 arguidos e está a submeter-se a sessões de quimioterapia, pelo que foi dispensado das primeiras sessões. Disse que os tratamentos estão a correr bem.

9h50 - Hoje vão ser ouvidos mais elementos da GNR que estiveram na Academia do dia do ataque. Em princípio serão dois de manhã e outros dois à tarde.

- Bom dia, seja bem-vindo a mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, no Tribunal de Monsanto.

Por João Soares Ribeiro
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