Julgamento do ataque à Academia: Bruno de Carvalho, Bruno Jacinto e Mustafá absolvidos

Todos os 44 arguidos absolvidos do crime de sequestro

12h35 - O processo termina com 28 penas suspensas, 4 multados, 9 penas efetivas e 3 absolvições. 

12h30 - No lado de fora do tribunal um grupo de apoio a Bruno de carvalho mostra faixa a celebrar: "BdC inocente".

12h14 - "A prova faz-se em julgamento, não no café, nos comentários, nos jornais. No julgamento e com regras e as pessoas não são condenadas e absolvidas só porque parece que. Fazemos a prova em julgamento. Não se fez qualquer prova que o arguido Bruno de Carvalho tenha feito, o mesmo raciocínio para Nuno Mendes. Não se pode atribuir a posse de produto estupefaciente. Não se pode dar prova de só por ser presidente da Juve Leo que tenha lá ido apenas por que deu a ordem. Também vai abolsivo. Bruno jacinto também não se fez prova que tenha instigado. Os outros 37 arguidos, não há dúvidas. As imagens são bastante reveladoras. Quem gosta não bate, não ameaça, não injuria. Isto é crime. Os nossos direitos começam e terminam. Entraram à patrão, desculpem-me a expressão, levaram tudo à frente, não tenho dúvida que agiram de forma concertada, entraram na academia, bateram nos jogadores. Agiram em grupo e por isso levam todos os mesmos crimes. Os senhores vão condenados, uns em pena suspensa outros em pena efetiva. É uma oportunidade que o tribunal vos dá, se bem que vocês não deram oportunidade às outras pessoas. É a vossa oportunidade de mostrar que não são aquelas pessoas, é para agarrarem com ambas as mãos. São 5 anos de pena suspensa. Estou aqui para vos dar a oportunidade e estou cá para tirar, se saírem daqui a pensar: safei-me, daqui a 6 meses estão cá outra vez. Isto não é desporto, não é amor ao clube. É crime. Crime. Espero que agarrem a oportunidade que o tribunal vos está a dar. Todos nós erramos, com mais ou menos gravidade. Mas ser homem não é tapar a cara e entrar num sítio a correr, é assumir os erros, cumprir a pena e dar a volta por cima. Espero que os senhores assumam os erros, cumpram a pena e recomecem", afirmou a juíza Sílvia Pires.

"Esforço devoção, dedicaçao e glória. Este lema do Sporting foi à lama, foi o que os senhores fizeram, foi tudo ao lado. De tudo oque dizem que respeitaram e amaram. Espero que aprendam a respeitar os outros. Estou certo que não querem os outros se comportem convosco desta forma. Cumpram a pena e não cometam mais nenhum crime. Qualquer pessoa sentadano meu lugar, o que quer é nunca mais ver a outra pessoa. Pensam o que fizeram aos outros, à vossa família e como vão recuperar a vossa vida", disse antes de terminar a sessão. "Meus senhores, vão à vossa vida."

12h04 - Fernando Mendes e Aleluia condenados a 5 anos de pena efetiva.

12h01 - Rubén Marques condenado a 4 anos e 10 meses de prisão, suspensa por 5 anos com 200 horas de trabalho comunitário.

11h40 - Todos os arguidos absolvidos do crime de sequestro, nada ficou provado. Já a Rúben Marques vai aplicar-se crime simples de ofensa à integridade física. 

11h38 - Bruno de Carvalho, Bruno Jacinto e Nuno Vieira Mendes absolvidos de todos os crimes.

11h34 - Bruno Jacinto: também não se fez prova que participou nos factos, deu ordens ou agiu de forma concertada com os demais arguidos.

11h33 - Nuno Mendes (Mustafá): Não é vísivel nas imagens, não foi à Academia, nenhuma testemunha o associou aos factos. Arguidos serviram-se do seu nome para angariar o maior número de adeptos para ir à Academia. Quanto à droga na casinha, também não se fez prova que fosse do arguido. As chaves da divisão onde se encontrava a droga estavam em cima do frigorifico, Nuno Mendes não estava presente, só após a realização da busca. Estava muita gente na casinha e era dia de jogo.

11h30 - Quanto aos autores morais. Bruno de Carvalho - não se prova que as criticas tivessem incitado os adeptos, nem de forma implícita; não houve referências a ações; não é possivel estabelecer relação causa efeito entre a expressão "façam o que quiserem" e os factos ocorridos na Academia. Hora do treino
considerada irrelevante quem fez a marcação, pois os invasores apenas queriam saber quando iria ocorrer para irem à Academia.

11h26 - Depois de ler a prova dada como provada, a dinâmica de toda a ação concertada e a intenção dos vários grupos de invasores, agora o tribunal assume que os agressores não tivessem querido impedir os jogadores de disputar a final da Taça ou prejudicar o Sporting.

11h10 - Tribunal conclui que houve comportamento concertado entre os arguidos que invadiram a Academia.

11h00 - De acordo os testemunhos e a recolha de prova, quatro engenhos pirotécnicos foram deflagrados no balneário; Rúben Marques, agressor de Bas Dost com o cinto, foi a única pessoa vista nas câmeras de vídeovigilância a utilizar cinto e a empunhar o cinto na mão.

10h45 - Tribunal conclui que 37 arguidos entraram na Academia, no entanto não se apurou o número exato de arguidos que entraram no balenário. 

10h44 - Após ler os factos dados como provados em relação aos arguidos, juíza abre exceção a Bruno Jacinto, Bruno de Carvalho e Nuno Vieira Mendes (Mustafá).

10h27 - A juíza descreve agora a invasão, com o ajuntamento de adeptos perto da Academia, num descampado, seguindo-se a entrada na academia. Descrição das tochas lançadas para debaixo dos carros junto à ala profissional da Academia, das agressões (Bas Dost, Misic, Acuña, William, Rui Patrício e Jorge Jesus) e insultos no balneário.

Todos os arguidos encontram-se com máscara, assim com os todos os elementos da Unidade Especial de Polícia, que estão também com viseiras de proteção.

10h22 - Juíza faz descrição de todo o processo que levou à invasão, desde a derrota em Madrid. Já abordou as críticas públicas do Bruno de Carvalho aos jogadores, a resposta dos mesmos, as reuniões com os jogadores, na sede da Juve Leo; as tochas atiradas para a zona da baliza de Rui Patrício no dérbi com o Benfica, passando depois a descrever os acontecimento na Madeira: conflito entre jogadores e adeptos, revoltados pela derrota e falhanço na qualificação para a Liga dos Campeões. 

10h20 - Os arguidos estão autorizados a permanecer sentados durante a leitura, ao contrário do que costuma acontecer: "Vai ler uma leitura extensa, só se levantam no final". A juíza começa pelos nomes dos arguidos e pelo que dá para perceber, Fernando Mendes não estará presente.

10h19 - Começa a leitura da sentença. "Vou ler sumariamente", diz a juíza Sílvia Pires.

10h16 - Começa a sessão, depois de alguns ajustes devido às restrições da DGS. Sem espaço na sala de julgamento para toda a gente, devido às limitações sanitárias e higiénicas, Bruno de Carvalho e Mustafá, por exemplo, seguiram para a sala onde tem decorrido o julgamento de Tancos, acompanhando a sessão por vídeoconferência. 27 dos 44 arguidos estão na sala de audiência.

9h52 - Mustafá também já chegou ao Tribunal e nesse momento deixou críticas à direção do Sporting.

9h41 - Os arguidos começam a entrar, enquanto à porta há uma grande concentração de pessoas, entre arguidos e populares. 

Tribunal Monsanto





9h30 - Antes de entrar no tribunal, o antigo presidente leonino dirigiu alguns ataques ao trabalho dos jornalistas presentes. Já o seu advogado mostrou-se otimista: "Até agora correu tudo bem. [Bruno de Carvalho está] tranquilo, tranquilo", afirmou. "O Ministério Público não se revê em doentes mentais, os que podem eventualmente haver no MP são um número muito diminuto. Ali não está o MP. Acho que com aquele despacho foi saneado o processo, que era o que se impunha que fizesse. Estão aqui 44 seres humanos que estão a ser julgados, que foram metidos num circo armado. Estou tranquilíssimo quanto ao meu cliente", afirmou.   

9h25 - Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting e um dos 44 arguidos deste processo, acaba de chegar ao Tribunal de Monsanto. Também o seu advogado, Miguel Fonseca, já chegou.

9h20 - Advogados e arguidos já se encontram perto do Tribunal de Monsanto, aguardando a entrada para a sala de audiência, onde esta quinta-feira é lido o acórdão do processo. 

Os 44 arguidos do processo da invasão à academia do Sporting, em Alcochete, entre quais o ex-presidente do clube Bruno de Carvalho, conhecem esta quinta-feira a sentença, no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

A leitura do acórdão do processo, que começou a ser julgado em 18 de dezembro de 2019, pelo coletivo de juízes presidido por Sílvia Pires, está agendada para as 09:30.

Todos os arguidos aguardam a leitura do acórdão em liberdade - alguns com termo de identidade e residência, apresentações semanais e proibição de frequentarem recintos desportivos - depois de muitos terem estado em prisão preventiva.

A maioria dos arguidos no caso do ataque à academia leonina, onde, em 15 de maio de 2018, jogadores e equipa técnica do Sporting foram agredidos, estão acusados de coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

O antigo presidente Bruno de Carvalho, Nuno Mendes, conhecido por Mustafá e líder da claque Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, o oficial de ligação aos adeptos, estão acusados da autoria moral da invasão.

Nas alegações finais, a procuradora do Ministério Público pediu a absolvição de Bruno de Carvalho e dos outros dois arguidos acusados de autoria moral da invasão à academia, e defendeu penas máximas de cinco anos para a maioria dos arguidos, considerando ainda não provado o crime de terrorismo.

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