Salin e a invasão a Alcochete: «Consegui segurar um, mas estavam mais 2 ou 3 ao lado»

Encerrada a sessão desta quarta-feira do julgamento do ataque à Academia do Sporting

Lumor e Salin foram os jogadores que prestaram os seus depoimentos, nesta quarta-feira, com o lateral e o guarda-redes a confirmarem os minutos de horror que viveram no balneário da Academia de Alcochete. Esta sexta-feira há nova sessão com mais dois jogadores a prestarem depoimentos.

16h45 - Ponto final em mais uma sessão. O julgamento prossegue na sexta-feira com os testemunhos de Rúben Ribeiro (de manhã) e Gelson Martins (à tarde).

16h44 - Termina o depoimento de Salin e o guardião despede-se em português com um "muito obrigado".

16h40 - Como a Lumor, Miguel Fonseca pergunta a Salin se em algum momento se recusou a falar com Bruno de Carvalho: "Nunca o disse", afirma.

16h26 - Salin vinca não ter visto qualquer agressão, pois quando agarrou um determinado sujeito com a intenção de o acalmar, tudo o resto se desenrolou nas suas costas

16h22 - Terminam as perguntas da procuradora, é a vez dos advogados. Miguel Coutinho, causídico do Sporting, é o primeiro.

16h21 - Em relação ao incidente no aeroporto da Madeira, depois da derrota com o Marítimo, Salin sublinha que os adeptos não se dirigiram a nenhum jogador em específico, mas alguns jogadores responderam às críticas. Contudo, o guardião não consegue nomear, em específico, os jogadores envolvidos. "Por ser mais velho e mais experiente consegui ter sangue frio e manter-me afastado", reforça o francês.

16h17 - Salin recorda o que viu: "Vi o Bas Dost com um ferimento e o treinador [Jorge Jesus] a sangrar."

16h16 - Salin diz que, na altura, não sentiu "verdadeiro medo", mas depois disso a situação alterou-se, pois sentiu maior "pressão" enquanto guarda-redes: "Antes dos jogos sentia receio. A bola é pequena, podia estar húmida e deslizar-me das mãos..."

16h10 - Salin diz que a fumaça que se instalou no balneário dificultou a sua visão, mas recorda-se de "um garrafão de 15 litros a voar pelo ar".

16h01 - Salin lembra-se de estar "num canto do balneário" quando se deu a invasão. "Vi pessoas com a cara tapada, não estavam de todo contentes", afirma. "Viraram-se sobretudo ao Rui Patrício e ao William Carvalho. Tentei meter-me no meio, consegui segurar um e acalmei-o, mas estavam mais 2 ou 3 ao lado e já não consegui fazer nada. Foi tudo muito rápido", diz.

15h58 - Salin jogou vários anos no nosso país e por esse motivo exprime-se com facilidade em português, mas prefere depor em francês, com a ajuda de um tradutor.

15h56 - Depois de algumas dificuldades para estabelecer a ligação via skype, Salin começa a prestar depoimento.

15h28 - Estão presentes 18 arguidos. Bruno de Carvalho não compareceu.

15h21 - Termina o testemunho de Lumor.

15h20 - Lumor, que até então falou em inglês, reforça, em português, o que William Carvalho disse: "Por favor, desculpa."

15h17 - Lumor fala sobre o relacionamento com Bruno de Carvalho: "Era normal. Depois dos incidentes nunca mais falámos."

15h16 - "Depois da invasão, disse a alguém que não queria falar com o presidente Bruno de Carvalho?", atira Miguel Fonseca. Lumor é taxativo: "Não."

15h14 - "Consegue nomear algum colega que tenha implorado pela vida?", pergunta. "Lembro-me do William Carvalho, é o único de que me recordo."

15h11 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, pergunta pela origem do cinto que o ganês referiu anteriormente. Lumor frisa que o objeto estava à cintura do agressor.

15h10 - A procuradora não tem mais perguntas, seguem-se as perguntas dos advogados. Lumor avisa que tem treino daqui a pouco...

15h09 - "Tinha medo de sair à rua e não conseguia dormir bem. Tinha receio que pudesse acontecer algo mais", acrescenta o defesa.

15h08 - "Já nem consigo ver um filme com violência até ao fim", admite o jogador, que ficou traumatizado com o que aconteceu.

15h06 - Lumor recorda o balneário "cheio de fumo" e por esse motivo diz ter tido dificuldades em ver. Ainda assim, apercebeu-se que Bas Dost tinha um "ferimento na cabeça" e estava "coberto em sangue".

15h02 - "Estava sentado atrás do Misic. Um deles tirou o cinto e começou a bater-lhe", relembra, sublinhando que as agressões foram infligidas em "várias partes do corpo" do médio, que hoje está no PAOK.

14h57 - Lumor começa a recordar os acontecimentos na invasão da Academia: "Os adeptos entraram no balneário e começaram a bater nos jogadores todos. Tentámos pedir desculpa e implorar para pararem, mas eles não quiseram saber, não adiantou. A mim nenhum me bateu", vinca o lateral cedido ao Maiorca. "Eram 15 a 20 pessoas", acrescenta.

- De manhã foram ouvidos um militar da GNR e algumas testemunhas de defesa.

- Esta tarde vão depor Lumor e Romain Salin, ambos testemunhas do que sucedeu a 15 de maio de 2018. O primeiro está emprestado pelo Sporting ao Maiorca; o segundo é agora guarda-redes do Rennes. Vão prestar declarações por videoconferência.

- Boa tarde, seja vem-vindo a mais uma sessão do julgamento do ataque à academia de Alcochete que, como é hábito, vai decorrer no Tribunal de Monsanto.

Por Ricardo Granada
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