Adjunto de Jesus revela palavras de Bruno de Carvalho: «A Taça de Portugal é como nascer um furúnculo no rabo»

Mário Monteiro conta em tribunal o que viu no dia em que a Academia foi invadida

16h48 - É revelada a agenda para os próximos dias: dia 15, durante a manhã, testemunhará o roupeiro João Reis e Hugo Fontes (staff departamento médico), sendo que durante a tarde serão Wendel e Maximiano (os testemunhos não ficaram bem gravados); dia 17, durante a parte da manhã, João Rollin e Piccini durante a tarde; dia 22, durante o período da manhã, será ouvido Nuno Miguel Pereira (GNR), sendo que durante a tarde será Lumor; durante a manhã do dia 24 irá testemunhar Rúben Ribeiro - à tarde ainda não há ninguém -; dia 31 está previsto o testemunho de William Carvalho.

16h29 - As duas primeiras foram testemunhas de Guilherme Sousa, a terceira e quarta são de Filipe Alegria.

16h14 - Faltam quatro testemunhas de defesa, de acordo com a agenda para hoje. São testemunhas abonatórias, a testemunhar a favor do caráter do arguido Guilherme Sousa e também de Filipe Alegria.

16h13 - Está dado por terminado o testemunho de Mário Monteiro.

16h12 - Ainda sobre o carrossel de emoções vivido em 2018, Mário Monteiro revelou que dois meses antes teve que ir à Rep. Checa devido a uma questão famliar.

16h10 - "Cheguei a ponderar pedir segurança para a minha família, mas depois achei que não valia a pena", declarou Mário Monteiro.

16h01 - Agora a juíza Sílvia Pires pede a Mário Monteiro para identificar quem estava na conversa entre Jesus e Fernando Mendes. O preparador físico, Monteiro, antes de ver as imagens, já referiu que viu Mendes, Aleluia, Nuno Torres e outro indivíduo baixo e de tez branca.

16h00 - Terminam as perguntas a Mário Monteiro.

15h44 - Miguel Fonseca faz uma série de perguntas sobre contexto e posicionamento na ala profissional da Academia. Também foi abordada a hora do treino, mas não surgiu nenhum esclarecimento adicional.

15h43 - Começa Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, a fazer perguntas. E entra com um cumprimento: "Boa tarde doutor Mário Monteiro Pinto".

15h35 - Questionado por outros advogados sobre os dias sem treinos até à final da Taça de Portugal, Mário Monteiro explicou que não sabe porque nada foi planeado e que estava "a aguardar ordens". "A minha preocupação foi andar de BTT na mata do Monsanto. É o meu passatempo. A minha preocupação foi relaxar", disse.

15h20 - Miguel Coutinho, o advogado do Sporting, não tem mais perguntas.

15h17 - Voltando à reunião da véspera do ataque, Mário Monteiro diz que Bruno de Carvalho afirmou que "podia ter acontecido uma catástrofe", mas que ele "desmontou tudo, que foi ele quem fez com que nada acontecesse aos jogadores". "Eles queriam os contactos e as moradas e ele convenceu-os a não fazer nada. Disse mesmo: 'Vocês nem sonham o que estava preparado'."

15h06 - A juíza Sílvia Pires repreende Mário Monteiro: "Nós estamos aqui a fazer a nossa profissão, as testemunhas quando não sabem, dizem que não se recordam ou não sabem."

15h01 - Miguel Coutinho, advogado do Sporting, pergunta a Mário Monteiro questiona sobre as zonas do corpo em que Bas Dost foi atingido, Mário Monteiro não sabe responder e nervoso, diz: "Quer que eu seja arquiteto, mas não sou".

15h00 - A procuradora Fernanda Matias não tem mais perguntas para colocar à testemunha.

14h57 - Sobre a reunião na véspera, em que Bruno de Carvalho despede o comando técnico liderado por Jorge Jesus, Mário Monteiro disse: "Em 26 anos, nunca pensei assistir a uma coisa daquelas. Resumindo, fomos motivo de chacota. O sr. presidente chegou a dizer-nos, mais propriamente ao meu treinador, que não estava preocupado com a Taça de Portugal. 'Oh Jorge, estás preocupado com a Taça de Portugal? A Taça de Portugal, para mim, é como nascer um furúnculo no rabo", terá dito Bruno de Carvalho, de acordo com Mário Monteiro.

14h43 - O preparador físico recorda expressões utilizadas pelos agressores: "O Sporting é nosso. Nós é que mandamos". Ao que Monteiro retorquiu: "Se o Sporting é vosso, vocês é que mandam, vocês entram na vossa casa, partem tudo, queimam e agridem pessoas?", questionou o preparador físico, que não ouviu insultos dentro do balneário.

14h41 - Monteiro revela conversa com Jorge Jesus, Fernando Mendes e Aleluia, já depois da saída dos invasores. "Nós estamos aqui para conversar convosco. Não nos revemos nesta situação. Viemos só para conversar", terá dito Fernando Mendes.

14h34 - Sobre a tocha que o atingiu, Mário Monteiro revelou que foi atirada por um dos invasores. "Frederico Varandas desviou-se acabei por ser atingido. Fiquei com um 'vermelhão' na zona da barriga e no punho esquerdo", adianta. "Não posso dizer que tenha sido com intenção de me acertar."

14h30 - O adjunto de Jorge Jesus não sabe dizer se o agressor de Bas Dost é o mesmo agressor do Misic.

14h29 - "Quando cheguei estava todo o mundo lá dentro. Vi o Misic a levar uma 'cinturada', o Bas Dost a ser agredido com o cinturão. Disseram-me para me afastar que não era nada comigo. Continuaram a bater e a pontapear o Bas Dost. Há a porta do balneário e mesmo em frente há um recanto, uma zona onde os jogadores calçam as chuteiras. É nesse canto que ele leva ostensivamente com o cinto. O Bas Dost devia estar a calçar as chuteiras. É quando leva com o cinto e já não se levantou", explica Mário Monteiro que não esconde estar algo nervoso.

14h26 - "Estava no ginásio com o meu colega Márcio Sampaio, os jogadores já tinham acabado, só lá estavam o André Pinto e o Coates. Sou responsável pelo ginásio, sou sempre a última pessoa a sair. Pensámos que se tratava de uma brincadeira de carnaval. Foram ao campo de treinos, a última imagem que vejo são eles a dirigirem-se para o lado esquerdo. Supus que iam entrar. Aí fui para o balneário, o André Pinto e Coates não sei o que se passou com eles. Quando cheguei ao balneario já estava instalado o caos, uma nuvem imensa de fumo, as sirenes a tocar. Foi um caos", recorda o preparador físico.

14h21 - Começou o depoimento de Mário Monteiro.

14h06 - Mário Monteiro falou aos jornalistas antes de entrar para a sala de audiências: "Sei que colegas meus falaram via 'skype', mas acho que estas coisas têm de ser feitas no local. Estava no Brasil, passei lá o Natal e o final do ano, mas venho cá colaborar com a justiça. Vou contar tudo o que eu observei. Não é fácil.Vou terminar a minha carreira brevemente e só não o fiz naquela altura [do ataque] porque houve hipótese de irmos para a Arábia Saudita, um país onde fui muito bem acolhido, podia ter lá ficado, mas como o houve o despedimento do meu treinador vim com ele. Agora houve esta hipótese de ir para o Brasil, mas posso fizer que em Portugal vai ser muito difícil voltar a trabalhar, só em homenagem à minha mãe poderei trabalhar com o FC Porto. Por causa de Alcochete? Um pouco por causa disso. Sou uma pessoa idónea, respeitada, trabalhei no ensino, todos os miúdos me adoram e não estou para passar por coisas que já passei." 

14h01 - Mário Monteiro, preparador físico que integrava a equipa técnica do Sporting à data da invasão e que trabalha com o técnico português no Flamengo, já está no Tribunal de Monsanto.

11h27 - O advogado de Bruno de Carvalho comentou esta manhã o depoimento de Jorge Jesus. Leia aqui o que disse Miguel Fonseca, que apelidou o treinador de "senhor encomendador".

11h18 - Termina a sessão. Será retomada às 14h00, com Mário Monteiro e testemunhas da defesa.

11h17 - A juíza faz algumas perguntas, para esclarecimentos gerais. Questiona a testemunha sobre o que fez após o ataque para se proteger. André Pinto refere que saiu menos, expôs-se menos.

11h16 - Miguel Fonseca despede-se de André Pinto: "Obrigado por ter sido leal à sua entidade patronal."

11h15 - Miguel Fonseca pergunta sobre alterações de segurança após o ataque, André Pinto só se recorda de mudar o responsável pela segurança.

11h13 - A juíza perde a paciência com Miguel Fonseca...

10h54 - Picardia entre Fonseca e a juíza Sílvia Pires - o advogado de Bruno de Carvalho acusou André Pinto de responder pelos colegas. a juíza explicou-lhe que a testemunha primeiro mostrou-se solidária com os colegas (em causa estava o jogo em Madrid e a troca de acusações e comunicados com Bruno de Carvalho) e depois disse que não falava pelos outros no que respeita à relação que tinham com o presidente.

10h44 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, questiona a testemunha.

10h41 - Ainda sobre reunião, André Pinto reitera que Bruno de Carvalho perguntou à equipa se estavam com ele. "Perguntou se estávamos todos juntos, para o que aí viesse."

10h40 - André Pinto não foi à Madeira, mas explicou que a reunião entre Bruno de Carvalho e o plantel visou, precisamente, esse confronto verbal entre jogadores e adeptos. Bruno de Carvalho terá revelado que alguns adeptos passaram a noite a pedir-lhe as moradas de Acuña e Battaglia.

10h33 - Questiona Miguel Coutinho, advogado do Sporting.

10h28 - As intenções dos invasores, segundo André Pinto, foram claras desde o início: "Nem um boa tarde, nada. Insultaram e partiram para as agressões."

10h17 - Sobre os invasores, André Pinto refere que viu alguns estavam mais exaltados que outros, mas ninguém estava lá contrariado. "Não vi nenhum que tentasse apaziguar ou chamar alguém à razão", disse.

10h14 - "A única agressão que presenciei foi ao meu colega Misic", recorda. "Vi apenas um indivíduo com cinto [na mão]."

10h13 - "Depois disseram expressões fortes como: 'Vamos matar-vos, não merecem a camisola que vestem'."

10h11 - André Pinto diz que estava no ginásio quando viu os invasores chegarem e correu logo para o balneário. Do ataque em si, tem a memória pouco precisa. Lembra-se de ver o Misic ser atingido na face com um cinto e dos insultos: "O mais percetível que ouvi foi que iam à procura do Acuña e do Battaglia."

10h08 - André Pinto começa a falar, por skype.

- Cristiano Piccini, também jogador do Sporting à data dos factos - agora no Valencia - também estava previsto ser ouvido hoje, mas em princípio só prestará depoimento dia 17.

- Depois dos depoimentos de Rui Patrício, na segunda-feira, e Jorge Jesus, ontem à tarde, hoje o coletivo de juizes vai ouvir André Pinto, ex-jogador do Sporting que agora está na Arábia Saudita, e Mário Monteiro, preparador físico que está com Jorge Jesus no Flamengo. 

- Bom dia, vamos acompanhar ao longo do dia de hoje a 18.ª sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete.

Por Luís Mota
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