Julgamento do ataque à Academia: Podence recorda "chapadas e socos na cabeça" de Acuña

A 12.ª sessão prossegue no tribunal de Monsanto com o ex-jogador do Sporting a ser ouvido a partir da Grécia

16h48 - A próxima segunda-feira são ouvidos: José Laranjeiro (antigo diretor de scouting); João Palhinha, futebolista que atualmente está emprestado ao Sp. Braga, e Gonçalo Rodrigues (funcionário também envolvido no 'Cashball').

16h45 - Ricardo Vaz é dispensado pelo coletivo. Termina a sessão. 

16h37 - Fátima Almeida, outra das juízas do coletivo, questiona Ricardo Vaz sobre o porquê de não ter ido ao local quando se aperceberam que algo se tinha passado. O funcionário do Sporting reconhece que viu fumo, mas não ouviu nada do que se tinha passado e explica que a ala profissional, onde tudo aconteceu, e a ala da formação são separadas.

16h32 - Paulo Camoesas, advogado de Bruno Jacinto (ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting e arguido), faz perguntas sobre o seu constituinte. Mas não possível retirar nenhuma conclusão.

16h07 - Foi Bruno Jacinto, colega de Ricardo Vaz no gabinete de apoio, que lhe pediu para fazer o pedido de entrada do BMW azul. "Achei estranho ele ligar-me, mas éramos colegas do mesmo departamento. Apesar de ele estar no Estádio e eu na Academia. Achei que ele não tinha o número da portaria", disse Ricardo Vaz sobre o pedido de Bruno Jacinto. "O feedback que tive foi que eles não tinham participado nas agressões", diz.

16h06 - Ricardo Vaz revela que fez o pedido para Nuno Torres, um dos arguidos, entrar na Academia com o BMW azul para apanhar o grupo onde estavam Fernando Mendes e Aleluia. Diz também que Ricardo Gonçalves, diretor de operações e segurança, o descansou uns dias depois: "O Rui Falcão ligou-me e eu validei."

15h48 - O funcionário do Sporting Ricardo Vaz, a última testemunha do dia, já está a ser ouvido.

15h24 - Sobre o diretor de operações e segurança, Ricardo Gonçalves, Podence especifica: "Lembro-me dele a tentar fechar a porta. Depois não me lembro de mais nada. Seguramente estava lá. Agora não sei se foi rodeado, se lhe bateram ou não."

15h21 - "O Varandas estava a tratar Bas Dost a suturá-lo", recorda.

15h19 - Advogado questiona Podence sobre a envergadura dos invasores. O avançado, ex-leão, responde: "Para mim eram todos grandes". Juíza Sílvia Pires defende Podence: "Os homens não se medem aos palmos".

15h13 - Os advogados fazem perguntas e a juíza fala ao microfone do skype para Podence ouvir.

15h10 - Terminam as perguntas a Podence, as questões passam agora para os advogados de defesa. o Sporting não fez perguntas, para já.

15h02 - Sobre a reunião na véspera do ataque, Podence confirma o que já tem sido por outras testemunhas: Bruno de Carvalho perguntou pela lealdade dos atletas, mas acrescentou um pormenor sobre a relação dos jogadores com o presidente: "A nossa relação com ele não era boa. Na reunião ficou bem presente que a relação não era boa. Ele sabia perfeitamente que os jogadores não estavam com ele."

14h53 - "Já não estávamos preocupados com domingo. Estava mais preocupado com a minha saúde", recorda o ex-jogador do Sporting.

14h53 - Podence repetiu a ameaça deixada pelos agressores: "Não ganhem no domingo e vão ver".

14h48 - "Foi para dentro e mais tarde para o exterior. Ele não sabia de nada do que se tinha passado lá dentro. Estava a voltar do campo a perceber o que se tinha passado. Foi apanhado na saída deles", acrescenta.

14h46 - Sobre Jorge Jesus: "Estava desnorteado. Levou socos, cabeçadas e foi ao chão. Não vi as agressões, vi as lesões. Tinha a cara amassada. Vi o Jorge Jesus caído, entre o local onde o Bas Dost foi agredido e o balneário."

14h42 - "Empurraram-me para trás, estava em pé, encostado ao cacifo e aí é que me sentei. Fiquei lá. Não passou mais ninguém."

14h40 - "Houve quem ficasse sentado e levasse, houve quem ficasse de pé e tivesse levado com o cinto. O William e o Rui queria falar e levaram. Os seguranças tentaram acalmar, não conseguiram e não sei o que lhes aconteceu. O Mário Monteiro levou com uma tocha", relata.

14h36 - Sobre as tochas recorda que "uma foi atirada para o meio do balneário". "Fez muito fumo, parecia uma zona de guerra", acrescentou. "Não se via muito bem, o cheiro... tinha dificuldades em respirar. Depois havia o barulho do alarme de incêndio."

14h35 - Ainda sobre as agressões, conta que viu Acuña a ser agredido por 3 ou 4 invasores. Deram "chapadas e socos na cabeça e ele estava sentado a proteger-se". Com o Battaglia foi "a mesma coisa". Não tem a certeza se foi Rui Patrício que levou com o garrafão de 25 litros de água.

14h32 - Sobre a entrada dos adeptos, explica que "mal entraram o William foi direto à porta". "Fizeram uma roda à volta dele e começaram a bater-lhe", garante, adicionando: "Foram socos, pontapés, tudo..."

14h29 - Podence afirma que "os adeptos chegaram e impediram que se fechassem as portas". "As duas portas do balneário", acrescentou. Diz que deviam ser pelo menos 30. 

14h20 - Sobre a invasão, o ex-jogador do Sportitng diz que foi tudo muito rápido. "

14h12 - A procuradora vai fazendo perguntas técnicas, sobre a localização de janelas e portas.

14h10 - Podence começa a falar, via Skype.

13h59 - Estão a entrar alguns advogados; a testemunha Ricardo Vaz também já chegou.

11h32 - Entretanto já foram divulgados os nomes das testemunhas que vão comparecer em Monsanto na próxima semana: na segunda-feira falam José Laranjeira de manhã e à tarde João Palhinha (jogador emprestado ao Sp. Braga), bem como Gonçalo Rodrigues (funcionário). No dia 17, terça-feira, de manhã prestam depoimento o segurança Vasco Santos, à tarde Battaglia e Acuña. Dia 19, quinta-feira, Coates fala à tarde. O programa da manhã desse dia ainda não está definido.

11h01 - A sessão é interrompida e retoma às 14 horas. Daniel Podence, que se encontra na Grécia, vai ser ouvido por skype.

10h58 - Sobre a fotografia de Bas Dost que circulou logo a seguir ao sucedido, Abreu assegura, quando inquirido pela advogada Sandra Martins: "[O Dr. Frederico Varandas] não tirou nenhuma fotografia nesse dia."

10h56 - Questionado por uma advogada, Abreu voltou a explicar que disse a Frederico Varandas: "Isto há qualquer coisa que não joga bem, se fosse a ti desmarcava (as consultas do dia da invasão). E ele, de manhã, ligou-me a dizer que estava presente".

10h48 - "Sou muito amigo da família, sou quase familiar. Fui médico do bisavô e do avô. Moraram por baixo de mim. É uma pessoa que conheço desde a nascença", conta Virgílio Abreu, sobre o arguido Afonso Ferreira. "Vi o trauma que causou na família, pessoas bem formadas, educadas. Todos sócios do Sporting desde que nasceram. Tenho uma amizade extrema por aquela família. Fiquei surpreendido, porque sei qual é a estirpe da família. É um jovem que desde sempre foi bom aluno, muito educado, correto, daí a minha surpresa por ele estar envolvido nisto. Nada fazia prever, às vezes o futebol traz comportamentos desajustados. Às vezes cometemos erros e fazemos coisas que não devíamos. O que posso dizer é que é uma família exemplar e muito unida. Todos sofreram. Não houve ninguém que não sofresse."

10h48 - Miguel Matias, advogado de Afonso Ferreira, pergunta a Virgílio Abreu se conhece o arguido. O médico confirma.

10h45 - Coutinho não pergunta mais nada. É a vez dos advogados de defesa.

10h44 - Sobre a tocha arremassada, Abreu confirma: "Estava acesa, estava". "Atingiu ao nível da cintura e atirada na horizontal, para uma zona onde estava pessoas. Acho que não foi dirigida a ninguém, mas algumas desviaram-se. Atingiu o Mário Monteiro na zona abdominal, do lado esquerdo. Foi de raspão."

10h43 - É a vez do advogado do Sporting, Miguel Coutinho, fazer perguntas a Virgílio Abreu.

10h42 - O médico explica que o balneário "é uma zona sagrada, só entram jogadores, médicos e responsáveis de equipamentos".

10h41 - O médico desvaloriza a desarrumação no balneário. Juíza confronta-o com as tochas: "Não costumam haver tochas, nem fumo."

10h41 - Quando alguém "lança a tocha, o Frederico desvia-se e passa de raspão no Mário Monteiro", conta  Virgílio Abreu, mostrando na planta os locais que se recorda.

10h38 - Estão 19 arguidos na sala e Bruno de Carvalho não está presente. O advogado do antigo presidente do Sporting também não se encontra em Monsanto, está representado por uma assistente.

10h35 - Diz que ficou na sala de pequenas cirurgias e só saiu quando estava o ambiente calmo.

10h34 - Para contextualizar, a juíza Sílvia Pires pede ao médico para se aproximar e ver as imagens do processo, da planta da Academia e outras relacionadas. O médico está a explicar como viu tudo.

10h31 - Sobre a entrada dos invasores, o médico estava no gabinete quando os viu passar e disse: "Eles passaram por mim". Diz que até a tocha ser deflagrada no balneário ainda demorou um pouco. Encontrou Bas Dost: "Levei-o para dentro". Para a sala de pequenas cirurgias.

10h30 - "Não sei por que pensei isso. Mas com o ambiente que estava... A situação era dúbia, por isso é que disse ao Frederico para estar lá também. Reuniões com atletas, com staff, coisas que não faziam sentido", acrescentou.

10h28 - Em relação ao treino, Vírgilio Abreu explicou que o normal seria estar ele como responsável clínico do treino, mas contou que pediu a Frederico Varandas para estar presente naquele treino em concreto. "Disse ao Frederico: 'Se fosse a ti, desmarcava as consultas e estava também no treino'".

10h25 - Sobre a tocha que Varandas evitou, Abreu explicou ainda que o objeto pirotécnico passou de raspão pelo preparador físico Mário Monteiro.

10h25 - Terminaram as perguntas da procuradora Fernanda Matias.

10h23 - Vírgilio Abreu confirma que foi Bruno de Carvalho quem marcou a reunião com o staff na véspera da invasão. "O tema era perguntar quem estava com a direção, acontecesse o que acontecesse no dia seguinte", disse o clínico, acrescentando que não percebeu o motivo da reunião: "Perguntar quem está ou não com a direção, sem ter um objeto palpável, dá azo a interpretações".

10h21 - O médico recorda-se que no dia do ataque foi atirada uma tocha para o meio do balneário e que o doutor Frederico [Varandas] conseguiu desviar-se. Conta também que foi feita uma pequena cirurgia a Bas Dost

10h11 - Já começou a sessão, está a ser ouvido o médico Virgílio Abreu. 

9h31 - Os arguidos estão também a chegar; está a chover em Monsanto.

9h29 - O médico Virgílio Abreu e o advogado do Sporting, Miguel Coutinho, já chegaram a Monsanto.

9h13 - Os advogados começam a chegar ao Tribunal de Monsanto.

- Hoje, na 12.ª sessão, serão ouvidos o médico Virgílio Abreu; o ex-jogador leonino, atualmente no Olympiacos, Daniel Podence, via skype, e o funcionário Ricardo Vaz.

- Bom dia, seja bem vindo a mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, que terá lugar, como é hábito, no tribunal de Monsanto.

Por Luís Mota
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