Julgamento do ataque à Academia: Maximiano, Wendel e Mathieu descreveram clima de terror

Guarda-redes Luís Maximiano e Wendel já foram ouvido por videoconferência

17h00 - Termina a sessão desta segunda-feira. O julgamento do ataque à Academia de Alcochete prossegue amanhã. Durante a manhã vai testemunhar Vasco Fernandes (secretário técnico) e à tarde falam os jogadores Ristovski e Bruno Fernandes.

16h57 - Miguel A. Fonseca termina as perguntas e despede-se, dizendo ao tradutor: "Já agora diga-lhe que precisamos de 10 Jérémys Mathieus no Sporting".

16h56 - Mathieu diz que não viu Frederico Varandas a tratar de ninguém e assume que, apesar de tudo o que se passou, nunca pediu proteção à polícia.

16h55 - Mathieu também confirma ferida na cabeça de Bas Dost e assume que viu Frederico Varandas na Academia. "Depois da confusão, veio ao balneário ver se era preciso alguma coisa", disse o jogador.

16h52 - Miguel A. Fonseca apresenta-se em francês a Mathieu e confronta-o relativamente aos jogos com o Atlético Madrid, fora e em Alvalade. Questionado sobre mudanças na abordagem dos adeptos após o jogo de Madrid, Mathieu diz que nada se alterou.

16h50 - Sandra Martins fez algumas perguntas sobre a localização de Ricardo Gonçalves, diretor de operações e segurança do Sporting, de Jorge Jesus, treinador, e do preparador Gonçalo Álvaro.

16h12 - Mathieu diz que havia sempre 3 ou 4 pessoas junto à porta de forma a boquear o acesso do balneário. "A verdade é que não vi ninguém a tentar sair porque toda a gente ficou no seu lugar". O futebolista francês refere ainda que três ou quatro dos invasores perceberam a gravidade da situação e tentaram acalmar os outros que já estavam descontrolados.

15h58 - Mathieu começa a ser inquirido pelos advogados de defesa.

15h56 - "Naquele dia liguei logo para a minha mulher, porque não sabia se ia voltar a casa. Este episódio vai ficar para sempre na minha memória. Ainda hoje no final dos jogos me lembro deste episódio muito forte", afirmou Mathieu.

15h47 - Miguel Coutinho, advogado do Sporting, indaga Mathieu sobre posicionamento dos jogadores no balneário, onde estavam e se estavam de pé ou sentados? Acuña tentou reagir?, pergunta Miguel Coutinho. "Deu a sensação que queria falar, mas foi bloqueado"

15h42 - Sobre a reunião com Bruno de Carvalho na véspera do ataque, Mathieu diz que não compreende português suficientemente bem para perceber totalmente o que se passou na reunião.

15h36 - O futebolista francês do Sporting relata o que se passou após o jogo na Madeira: "Não estive muito tempo junto dos adeptos. Tenho alguma experiência, sou profissional há muito tempo. Sei que houve alguma confusão depois do jogo e ouvimos coisas que não gostamos. Sei que as pessoas são humanas. Eu não respondi e houve colegas que responderam. Isso gerou situações de tensão", disse, referindo Acuña como o jogador que reagiu. "Na porta de embarque do aeroporto havia adeptos que estavam à espera. Houve confusão, estavam à espera de Battaglia e Acuña."

15h29 - Mathieu continua a explicar que os invasores procuraram Acuña, Battaglia e William, enquanto outros gritavam: "o Sporting somos nós". "A maioria que estava a participar nas intimidações estava fora de controlo", afirma Mathieu.

15h26 - O advogado de Bruno de Carvalho, Miguel Fonseca, reclama que o advogado do Sporting está muito perto de Mathieu, com a juíza a concordar com esse facto, pedindo ao causídico para se sentar atrás.

15h10 - Depois de alguma confusão com o microfone no início da audição de Mathieu, o futebolista dos leões já descreve alguns factos, revelando que viu Acuña a ser agredido com vários golpes no rosto e Misic agredido com um cinto, com golpes nas pernas e também nas costas. Quanto à chegada dos invasores ao balneário, Mathieu diz que não houve qualquer conversa, que entraram e dirigiram-se aos jogadores. "Não sinto que tenha sido um alvo especifico da situaçao, mas senti muito medo. Do sítio onde estava não notei ameaças", disse Mathieu, acrescentando: "A mim não me tocaram". Mathieu diz ainda que perguntaram onde estava William, Patricio, Battaglia e também procuraram por Acuña e que houve duas pessoas que ficaram em frente à porta do balneário e que não pudemos sair. "Tivemos de ficar no interior do balneário", explicou, dizendo porém não se recordar se alguém tentou sair.

15h00 - Será agora a vez de Mathieu, que contará com tradução.

14h56 - A juíza Sílvia Pires termina a audição de Wendel afirmando: "Espero que futuramente não tenha problemas de memória", desejando-lhe ainda felicidades para a carreira. O futebolista agradeceu, arrancando gargalhadas: "Tá bem, obrigado!"

14h53 - Questionado pelos advogados dos arguidos, Wendel disse "não me recordo" à maioria das perguntas. Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, desistiu de fazer perguntas.  

14h42 - Wendel responde agora a perguntas de Miguel Coutinho, advogado do Sporting, referindo que não viu agressões a Battaglia e a Rui Patrício. Wendel diz ter ficado com "muito medo" e que as tochas "foram atiradas para o chão, para onde não havia ninguém", mas não se recorda de quantas foram lançadas. Diz ainda que não viu o chefe de segurança, Ricardo Gonçalves, e que chegou antes dos invasores ao balneário, cerca de 30 segundos mais cedo.


14h32 - Wendel afirma que "estava sozinho no ginásio da Academia" quando ouviu uma multidão: "Não vi caras e vinham a correr. Sim, tinham as caras tapadas. Fui avisar ao balneário", referiu o futebolista brasileiro, de 22 anos, que refere não se recordar quem fechou ou mandou fechar a porta do balneário. "Entre 20 a 30 entraram no balneário, estavam de cara tapada. Disseram que não éramos jogadores para o Sporting e mandaram-nos tirar a camisola", relata, confirmado ter visto agressões a Acuña, Misic e William. Wendel descreve que Misic foi "atingido por cinto nas costas" e William "com 'tapas' na cabeça" e que ele próprio levou uma bofetada "com a mão aberta". "Demoraram cerca de 5 minutos e saíram ao mesmo tempo", refere o jogador que diz ter ficado com a ideia que o alarme de incêndio disparou devido ao fumo das tochas. Wendel assume que ficou com "muito medo" que voltasse a acontecer.

14h22 - A sessão recomeça com a audição de Wendel, por videoconferência. 

14h17 - Oa arguidos já entraram quase todos na sala de audiência, que deverá recomeçar em breve. Wendel e Mathieu já se encontram no Tribunal do Montijo. 

13h58 - Já estão a chegar os advogados ao Tribunal de Monsanto. As portas ainda estão fechadas, a sessão retoma às 14 horas. Os jogadores do Sporting Wendel e Mathieu, que serão ouvidos esta tarde, já estão no Tribunal do Montijo, de onde vão responder através de videoconferência. 

11h45 - Aníbal Pinto, advogado de quatro dos arguidos, falou à saída do Tribunal, após a audição de Maximiano: "Parece-me que não vai ser fácil identificar quem fez exatamente o quê, e isso será crucial, sendo certo que em caso de dúvida, não deve ser penalizado quem possa não ter feito. É uma questão que o tribunal vai ter de aferir. No mais, aquilo que as testemunhas têm dito é o que resulta das imagens", afirmou, sublinhando: "Ouvi aqui, com alguma tranquilidade e satisfação este pormenor: A mensagem que foi passada foi 'não ganhem no domingo e vão ver o que nos acontece'. A verdade é que não ganharam e quanto sei não aconteceu nada. Portanto afinal não vejo indícios de terrorismo, não vejo ninguém a ir lá para impedir que jogassem. A mensagem é clara como disse a testemunha: 'não ganhem no domingo e vão ver o que vos acontece.' 

11h34 - Luís Maximiano é dispensado pela juíza. A sessão retoma às 14 horas, com as audições de Wendel e Mathieu.

11h29 - Maximiano diz que não viu Fernando Barata (Mendes) nesse dia, nem o grupo que estava com ele. O guarda-redes diz ainda que Bas Dost precisou de assistência médica, mas não se recorda quem prestou a assistência.

11h27 - Entretanto Mustafá e Aleluia já chegaram ao Tribunal de Monsanto.  

11h23 - Miguel A. Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho critica a decisão da juíza: "Nunca tinha tido uma testemunha que se sentisse ameaçada ao ponto de prestar testemunho por vídeo conferência", e questiona Maximiano sobre a reunião do então presidente com os jogadores na véspera do dia do ataque: "Na reunião de dia 14, com os jogadores, estava Bruno de Carvalho e mais 3 pessoas", diz o guarda-redes, referindo que Bruno de Carvalho, sobre o conflito de Acuña com alguns membros da claque, disse que não era uma situação fácil, mas que se iria resolver, "todos juntos, como família." Bruno de Carvalho terá dito que falou com o chefe da claque e que iriam resolver o assunto em família.

11h18 - Maximiano é agora questionado por advogados da defesa. "Fiquei com a ideia que se dirigiram àqueles jogadores, tirando o Misic que foi por mero acaso, o resto foi em direção aqueles jogadores." O guarda-redes diz que não ouviu nenhuma expressão no sentido de acalmar o que aconteceu e que houve jogadores por quem eles passaram e não fizeram nada. Maximiano diz ainda que não se recorda de ver Ricardo Gonçalves (diretor de operações e segurança do Sporting) no balneário.

11h11 - Pergunta Miguel Coutinho: Algum dos seus colegas tentou impedir? "Não. O Montero perguntou 'porquê'?" Chegaram e ficaram a olhar para vocês ou partiram logo para agressões? "Partiram logo para agressões," responde Maximiano.

10h57 -  O advogado do Sporting Miguel Coutinho faz várias questões: quantos agrediram William Carvalho?  Rui Patrício, o que viu? O garrafão atingiu Battaglia onde?
"Defendeu-se com os braços", afirma Maximiano. 

Quanto ao fisioterapeuta, Ludovico Marques, o guardião do Sporting diz: "levou com o estojo médico e ficou com o olho negro"

Miguel Coutinho pergunta agora sobre o estalo a Montero: Como sucedeu? "Veio um por trás a atingiu-o". Em relação a Misic, disse que terá sido atingido na zona da cara, como foi? "Estava sentado, o indivíduo chegou lá e acertou-lhe. O Misic não disse nada, nem sequer sabe falar português.

Maximiano relata ainda que viu "duas, três pessoas à volta de Acuña" e que viu " só um indivíduo com cinto na mão".

10h45 - Maximiano é questionado sobre a reunião da direção com os jogadores e a hora de treino daquele dia: "O presidente Bruno de Carvalho na altura estava a falar connosco, a dizer que na Madeira alguns conflitos com a claque. E o William Carvalho estava a dizer que ele tinha que nos proteger. Bruno de Carvalho aludiu a questões após Madeira? Sim. Falou do Acuña, porque o conflito foi com o Acuña."

Quanto à hora de treino, Maximiano diz não se lembrar se tal foi falado na reunião com o então presidente, que foi Vasco Fernandes quem lhes comunicou e que tal não causou surpresa: "não pensei se era à tarde ou de manhã, queria é treinar."

10h43- Questionado sobre se alguém reagiu, Maximiano diz que foram surpreendido e não tiveram tempo para tal: "Ficamos todos parados e surpresos com o que estava a acontecer. Estávamos a preparar para ir para o treino. Acho que ninguém teve tempo para reagir".

10h39 - Maximiano é questionado sobre quantos adeptos entraram? "Não consigo... Aproximadamente? Foram para aí uns 20, talvez. Reparei que entraram muitos juntos, dirigiram-se ao Rui [Patrício], William [Carvalho], Acuña, Battaglia, alguém do outro lado também se dirigiu ao Misic e deu-lhe com um cinto. Fiquei tão bloqueado com aquilo que nem tomei atenção ao que estavam a falar. Fiquei a olhar para aquilo", afirmou o guarda-redes, que depois foi questionado sobre se tinha visto agressões?: "Sim. O William levou um murro acho que no peito, o Rui também, o Battaglia levou com garrafão, o Ludovico [Marques] levou com uma caixa/estojo. Fredy Montero a levar um estalo, o Misic com cinto na cara, o Acuña também levou uns pontapés", conta, continuando a relatar: "Ao sair mandaram uma tocha de fumo e outra contra o Mário Monteiro – atingiu na barriga. A última que lembro foi quando estavam a abandonar, pelo menos duas tochas. Que eu visse acho que ninguém saiu. Dissseram: "nao ganhem no domingo que vão ver". Fiquei com medo porque estava a dar os primeiros passos da equipa principal, sonho desde pequeno, fiquei assustado a pensar no que era aquilo. Fiquei assustado com o que podia acontecer a seguir, ou quando chegasse a minha vez de jogar, podia acontecer também."

10h34: Luís Maximiano relata o que aconteceu no dia do ataque: "Estava a calçar as chuteiras e ouvi que estavam a fechar as portas. Estava onde se calçam as botas no balneário antigo,  mandaram-nos para dentro do balneário, disseram que estávamos a ser invadidos. Depois dentro do balneário, tenho ideia do Vasco fechar as portas mas ser empurrado e entrarem pessoas com máscara, com capuz. Percebemos que era algo mais sério. Não houve conversas, pelo menos da nossa parte. Foram direto ao Rui, William, Battaglia, Marcos Misic, Montero. Da minha parte estava parado a olhar, fiquei tão bloqueado que não tive reação. O Vasco (disse para ir para o balneário). Era a porta de saída para o treino, por onde saíamos sempre. Foi essa porta que ficou fechada, a porta do vestiário é a maior, é dupla. O Bas Dost estava no corredor, recordo-me. De resto estava lá muita gente no balneário".

10h28 - Presentes em Monsanto estão 17 arguidos: Mustafá e Aleluia não se encontram ainda no tribunal.

09h58 - Começa a 10.ª sessão, através de uma ligação do Tribunal do Montijo, onde está Luís Maximiano, para o Tribunal do Monsanto, onde decorre o julgamento.

9h45 - Já vão entrando alguns arguidos

- Os jogadores do Sporting serão ouvidos por videoconferência, a partir do Tribunal do Montijo, como solicitado ao coletivo de juízes liderado pela juíza Sílvia Pires. Amanhã é a vez de Ristovski e Bruno Fernandes serem ouvidos. Para terça-feira está prevista também a audição de Vasco Fernandes, secretário técnico que marcou a hora do treino do dia em que aconteceu o ataque.

9h28 - Aníbal Pinto, advogado de quatro arguidos, também já chegou.

9h25 - Miguel Coutinho, advogado do Sporting, já chegou ao tribunal de Monsanto, assim como Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, no entanto hoje sem a companhia do ex-presidente dos leões.

9h20 - Para hoje está previsto serem ouvidos os três primeiros atletas: de manhã, o guarda-redes Luís Maximiano, e de tarde, Wendel e Mathieu.

Recorde aqui tudo o que aconteceu na 9.ª sessão, que contou com os testemunhos de três ex-elementos da equipa técnica de Jorge Jesus: Raul José, Nélson Pereira e Miguel Quaresma.

- Bom dia, seja bem-vindo ao direto de mais uma sessão no julgamento do ataque à Academia de Alcochete, um processo que decorre no Tribunal de Monsanto.

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