Carro de Nélson "foi atingido por uma tocha" no ataque: «Paguei 3 mil euros para o arranjar»

Antigo guarda-redes presta depoimento em mais uma sessão do julgamento no Tribunal de Monsanto

17h04 - A juíza decide sexta-feira se os jogadores prestam o depoimento por videoconferência ou se têm de estar presentes no tribunal

17h02 - O julgamento prossegue na segunda-feira com os depoimentos de três jogadores: Luís Maximiano, Wendel e Mathieu.

16h59 - Termina a 9.ª sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete.

16h57 - Nélson Pereira é agora questionado por outra advogada relativamente ao funcionamento das portas de acesso ao balneário e a forma como são abertas.

16h56 - Miguel Fonseca pergunta se Nélson Pereira se lembra de ouvir a frase "filma a fivela". Este responde que não se recorda de ouvir isso no balneário.

16h55 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, pergunta a Nélson Pereira se algum dia sentiu suores frios. A juíza não gostou da pergunta e o advogado reformula a questão.

16h32 - Nélson Pereira é agora questionado por ter marcado presença numa festa de aniversário da Juve Leo. "Fui recebido com cânticos", recorda.

16h28 - Um dos advogados pretende saber qual a ligação entre claques e jogadores. "Todos querem ganhar. Neste clube a exigência é enorme. Há momentos de um jogo que precisamos de apoio", refere Nélson, que pede desculpa por estar emocionado. "Falar disto mexe muito comigo", refere.

16h19 - "Para mim é inconcebível alguém bater com um cinto aos jogadores, que são, a seguir aos sócios, o maior ativo de um clube", refere Nélson.

16h12 - Terminadas as questões da procuradora do Ministério Público, é agora a vez dos advogados de defesa inquirirem a testemunha.

16h09 - Sobre a reunião com Bruno de Carvalho, Nélson Pereira diz que não foi convocado para a reunião com a equipa técnica, por ser um técnico de guarda redes residente. "Só fui depois à reunião com o staff. Aí, o presidente disse que atravessamos um mau momento, não tínhamos atingido os objetivos e que iria tomar medidas. Perguntou-nos quem estava com ele e quem não estava", conta Nélson.

16h00 - Antes, Nélson Pereira explicou que Acuña é um jogador que vibra muito e sente muito as derrotas. "Na Madeira, tentei acalmar o Fernando Mendes e explicar-lhe que o Acuña e o Battaglia não queriam ofender ninguém. O Fernando Mendes não o conhecia bem e tentei ser moderador a pedir calma."

15h57 - Nélson Pereira explica que recebeu a notícia da alteração da hora do treino por WhatsApp, como era habitual.

15h50 - Nélson conta que o seu carro foi danificado pelos invasores. "Foi atingido por uma tocha. Paguei 3.000 euros para o arranjar", contou.

15h35 - Nélson explica o que viu do ataque. "Estava no ginásio, vi pela janela um grupo de pessoas a correr na direção do campo, mas não estava lá quase nenhum jogador. Esse grupo direcionou-se depois para o balneário. Pensei fechar o balneário mas não tinha a chave. Sentimo-nos impotentes e com algum medo. Ao entrarem, passaram por mim no corredor e disseram-me: 'isto não é nada contigo, é com o Battaglia e o Acuña'. E fui empurrado. Vi o Misic ser agredido com um cinto. Depois ouvi alguém, que me ficou na memória, a dizer 'isto correu mal, vamos embora'. E começaram a sair. Tentei dar a apoio aos jogadores. Alguns choravam e outros queriam ir embora", relata Nélson.

15h14 - A juíza entra na sala de audiências para dar início a sessão da tarde. Nélson Pereira vai começar a depor.

14h58 - Nélson Pereira já chegou, acompanhado pelo advogado do Sporting, Miguel Coutinho. será a última testemunha do dia a ser ouvida.

13h28 - A sessão é interrompida para almoço. Recomeça às 14h30.

13h25 - Miguel Quaresma continua a ser inquirido, agora pelos advogados de defesa, que fazem perguntas mais técnicas, sobre localizações de portas. A testemunha é confrontada com imagens fotográficas.

12h43 - Miguel Quaresma continua a responder às questões da procuradora do Ministério Público e fala da reunião da véspera com Bruno de Carvalho. "Fiquei convencido que era o fim da linha. O presidente não estava satisfeito com os resultados e as relações com a equipa técnica já não eram as melhores, desde Madrid. Tínhamos a noção que era o fim da linha. Bruno de Carvalho disse que, face ao tardio da hora, não era fácil formalizar os documentos do despedimento e queria que fossemos no dia seguinte. Até disse que estava a ser nosso amigo, que era melhor nós lá aparecemos. Quanto à hora do treino, o Jesus fixou a hora logo na reunião, quando Bruno de Carvalho disse para passar o treino para a tarde. No dia seguinte fomos em horas diferentes, porque tínhamos medo de sermos proibidos de entrar na academia", conta.

12h22 - Miguel Quaresma conta o que viu do ataque e recorda as agressões a Jorge Jesus. "Estava no meu gabinete, junto ao balneário, e só me apercebi quando ouvi barulhos, gritos, correria. Foi um ambiente assustador. Fui empurrado, os indivíduos estavam todos com os rostos tapados. O Jorge Jesus foi agredido no corredor, por elementos que já estavam a sair. Foi agredido, acho que com paus ou ferros, nas costas e no peito. O Jorge escorregou, caiu, levantou-se e continuou a ser agredido", conta à procuradora do ministério público.

12h04 - Terminou o depoimento de Raul José. Agora é a vez de Miguel Quaresma.

11h42 - Outra advogada pergunta sobre a reunião com Bruno de Carvalho na véspera. "Foi o Bruno de Carvalho que sugeriu a mudança do treino para a tarde, tenho a certeza, não foi Jorge Jesus. O Jorge apenas marcou a hora depois", disse.

11h15 - Raul José continua a ser inquirido pelos advogados de defesa. Um advogado pergunta-lhe se encontra razão para Acuña e Battaglia terem sido os mais visados no ataque. "Talvez por causa dos incidentes da Madeira. Não era por correrem menos de certeza. Penso que a ideia dos indivíduos era mostrar quem mandava, para eles 'baixarem a bola'", diz.

11h01 - Raul José termina de responder às questões da procuradora. Será agora inquirido pelos advogados de defesa.

10h56 - "No dia seguinte, o Jorge Jesus pediu-me para ir à frente, para perceber se seríamos barrados à porta. Eu entrei e liguei-lhe a dizer que podia vir. Não havia nada que nos impedisse de entrar", acrescenta Raul José.

10h54 - "Depois dessa reunião ficámos todos com a ideia que já não iríamos dar o treino no dia seguinte. Nessa reunião, Bruno de Carvalho pediu para alterar o treino do dia seguinte para a tarde. Inicialmente estava marcado para de manhã. A mudança do horário para a tarde era para o departamento jurídico do Sporting ter tempo para formalizar o nosso despedimento", conta Raul José.

10h51 - Raul José conta como foi a reunião da véspera do ataque, com Bruno de Carvalho. "Fomos despedidos informalmente. Bruno de Carvalho disse que era o fim de linha. Não contava connosco", explica.

10h41 - Recorda que William Carvalho também foi agredido. "Vi-o ir atrás de quem lhe tinha batido. Pela forma como falou com ele, pensei que o conhecia. "O Montero, coitadito, estava a ser amouchado"", relata Raul José.

10h34 - "Distribuíram 'fruta' por uns quantos. Estavam todos de cara tapada. Jorge Jesus estava na zona do relvado mas quando voltou levou umas bordoadas. Também levou uns murros", conta Raul José.

10h20 - "Vieram com intenção de agredir. Não ameaçavam, agrediam. Fui empurrado e vi esses indivíduos a perguntarem onde estava o 'Batta' e o Acuña. O Acuña retaliou um pouco. Vi ainda o Bas Dost no chão com ferimentos, a sangrar. Fui ajudá-lo e também fui agredido. Foi o pânico total", prossegue.

10h15 - Raul José relata o que viu. "Estava no corredor de acesso ao balneário. Cerca de 15 indivíduos entraram e começaram a agredir jogadores. Foi um clima de pânico, de terror", começou por descrever o antigo adjunto de Jorge Jesus.

10h11 - Raul José começa a responder às perguntas da promotora do Ministério Público.

10h07 - A juíza entra na sala para dar início a sessão.

9h48 - Os advogados e os arguidos continuam a chegar a conta-gotas.

9h33 - Raul José e Miguel Quaresma chegam a Monsanto acompanhados pelo advogado do Sporting, Miguel Coutinho.

9h15 - Terça-feira o Sporting pediu para que os jogadores que foram intimados a prestar depoimento o façam por videoconferência ou sem os arguidos presentes na sala. O coletivo ainda não tomou uma decisão sobre este requerimento. Recorde aqui tudo o que aconteceu na 8.ª sessão, que contou com os testemunhos de Manuel Fernandes e Paulo Cintrão, assessor de comunicação dos leões.

9h05 - Para esta quarta-feira estão agendados os testemunhos de três ex-elementos da equipa técnica de Jorge Jesus: Raul José, Nélson Pereira e Miguel Quaresma.

- Bom dia, seja bem-vindo à 9.ª sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, que uma vez mais acompanharemos em direto a partir do Tribunal de Monsanto.

Por Diogo Jesus
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