«Sai daí que vai haver m...»: a mensagem que Gelson Martins só viu depois do ataque à Academia

Mais uma sessão do julgamento a decorrer no Tribunal de Monsanto

16h19 - Está concluída mais uma sessão do julgamento do ataque à academia de Alcochete.

16h18 - No próximo dia 29 serão ouvidos Piccini, ex-jogador do Sporting, e ainda Carlos Mota (enfermeiro) no período da manhã. Fábio Coentrão irá prestar depoimento durante a tarde desse mesmo dia.

16h14 - Frederico Varandas, presidente do Sporting, e Petrovic, ex-jogador dos leões, deverão prestar depoimentos no dia 7 de fevereiro, sendo que dia 14 será ouvido José de Sousa Cintra.

16h12 - André Geraldes, ex-Team Manager do Sporting, quer ser ouvido por conferência no próximo dia 31, no mesmo dia em que já é esperado o depoimento de William Carvalho. Os advogados irão pronunciar-se até segunda-feira, dia 27.

16h10 - Dá-se por terminado o depoimento de Gelson Martins.

16h08 - "Até em casa não me sentia bem, tinha medo que alguém entrasse ali dentro e acontecesse outra vez, qualquer barulho entrava na cabeça e lembrava-me do que tinha acontecido", recorda quando questionado pela juíza sobre as suas rotinas depois do ataque.

16h03 - Parece que Gelson terá sido alertado da invasão por mensagem, por alguém que foi levar Luís Maximiano e Rafael Leão à Academia. "Sai daí que vai haver m...", de acordo com a leitura do processo feita pelo advogado de Bruno de Carvalho. Gelson confirma e refere que só viu a mensagem depois da invasão.

15h57 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, questiona Gelson.

15h48 - "Na altura, como tinha a cara tapada, não consegui saber quem era, agora consigo perceber que era ele que estava lá e disse isso. Conhece-me a mim, à minha mulher e à minha filha. Só podia ser ele, pela lógica", refere. "Acho que essa pessoa foi com o intuito de me proteger."

15h42 - Sobre o arguido Domingos Monteiro, Gelson acrescentou, quando questionado por Sandra Martins, a advogada do arguido: "Estava um rapaz que estava à minha frente que não fez nada e disse-me na altura para que ficar ao pé dele que não me ia acontecer nada"

15h38 - Gelson reconhece um dos arguidos. Pelo nome, Domingos Monteiro, não o reconheceu, mas a juíza pediu ao arguido para se aproximar da câmara e o ex-jogador do Sporting assumiu que reconheceu. E explicou: "Ele é do bairro da minha namorada e esteve na festa da minha filha a convite dela".

15h37 - "Depois de acontecer aquilo, nunca andava sozinho na rua, tive sempre receio de encontrar um adepto e voltar a acontecer o mesmo. Andei sempre com alguém comigo", admitiu.

15h36 - "Claro que tive medo, paralisei durante a situação, não tive reação, tive medo. Depois, durante uns tempos também tive medo, não foi fácil, é uma situação difícil, pela qual ninguém gosta de passar. Até hoje sinto dificuldade, não foi fácil para mim nem para minha família", acrescentou Gelson, sobre consequências da invasão na sua vida pessoal.

15h35 - Sobre a reunião com Bruno de Carvalho na véspera do ataque, Gelson disse que o presidente lembrou o que aconteceu na Madeira, que "os adeptos estavam chateados com o que tinha acontecido, que o Acuña não devia ter respondido à claque". "E que as claques queriam saber a morada e matrícula dos vossos carros."

15h05 - "Foi tudo muito rápido, tive medo. Paralisei um bocado, não estava à espera. Vi garrafões de água a saltar de um lado para ou outro. O que estava a acontecer ao Acuãna chamou-me mais à atenção", recorda Gelson.

14h57 - Gelson Martins vai começar o seu depoimento.

14h24 - A sessão recomeça com o depoimento de testemunhas de defesa. Ainda não se sabe se Gelson Martins será ouvido hoje.

11h56 - Termina a sessão. Será retomada às 14 horas.

11h50 - Agora são testemunhas abonatórias de Guilherme Oliveira. Carlos Manuel Anjos, presidente da associação de vítimas de crimes, fala a favor do arguido. É amigo da família, conhece o arguido desde que nasceu, acompanhou a gravidez da mãe.

11h31 - Terminou o depoimento de Rúben Ribeiro, agora serão ouvidas testemunhas abonatórias.

11h25 - Miguel Fonseca pergunta sobre a rescisão, mas a juíza Sílvia Pires bloqueia as perguntas, argumentando: "Isso não interessa, não é o objeto do processo".

11h10 - Agora a ser questionado por Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, Rúben Ribeiro diz o oposto, que William e Jorge Jesus não disseram para ninguém falar com o presidente.

11h05 - "Não queríamos falar com ninguém, porque estávamos bastante assustados e não queríamos falar sobre o que se tinha passado."

10h59 - Quando ainda estava a ser questionado pela juíza, Rúben Ribeiro revelou: "O mister ou o Rui Patrício disseram para não falarmos com o presidente, mas não me lembro qual deles o disse." 

10h56 - Agora Rúben Ribeiro responde a Miguel Coutinho, advogado do Sporting, que pergunta sobre Battaglia e a interação com os adeptos na Madeira. Rúben Ribeiro diz que só ouviu os insultos a Acuña.

10h45 - "Após o sucedido, reuni-me com o advogado e com a responsável do colégio porque não havia condições para os meus filhos estarem ali, a minha mulher estava com medo de sair de casa, só pensava que toda a gente a perseguia, estava com receio de sair à rua... Pedi ajuda ao meu advogado na altura. Ele foi comigo, o meu filho tinha sido gozado e ameaçado na escola pelo que tinha acontecido. Disse à responsável para apressar o processo, porque queria fazer a transferência imediatamente para o Porto. No dia seguinte, coloquei a minha família no Porto e tratei da transferência, para não ficarem mais em Lisboa."

10h39 - "Após o ataque tive noção de que podia ter morrido. Foi um dia de terror. Ter chegado a casa e deparar-me com a minha esposa e os meus filhos a chorar, neste caso o meu filho mais velho... Foi um cenário bastante difícil", adianta o jogador. 

10h29 - "O Bas Dost largou bastante sangue", diz Ribeiro, confirmando que também viu Jorge Jesus magoado, "num olho e no lábio".

10h25 - "Levei um estalo. Estava sentado no meu lugar, deram-me uma bofetada e continuaram a andar", recorda.

10h12 - Rúben Ribeiro prossegue o relato, explicando que os invasores dirigiram-se logo a Acuña e depois distribuiram-se pelo balneário. O avançado vinca que Acuña foi agredido ao soco na cabeça, por 3 ou 4 indivíduos. Viu o William ser agredido com um soco no peito e Misic a levar com o cinto na cabeça.

10h09 - Rúben Ribeiro diz que Vasco Fernandes fechou a porta dupla de acesso ao balneário, mas que os agressores forçaram a entrada, depois de tirarem do caminho Ricardo Gonçalves, o diretor de segurança da Academia.

10h01 - "Quando me estava a preparar para calçar as chuteiras, vejo o meu colega André Pinto a dizer que os mascarilhas estavam aí, mas num tom de brincadeira", disse Rúben Ribeiro, sobre o início da invasão. "Estavam a gritar, a dizer: vou-vos matar."

9h59 - Rúben Ribeiro não é testemunha, mas sim assistente do processo. Não teve que fazer juramento, mas está obrigado, à mesma, a dizer apenas a verdade.

9h58 - Entretanto chegou mais um arguido, são agora 16.

9h57 - Rúben Ribeiro, entretanto, já está no Tribunal de Matosinhos. Nesta altura tenta-se fazer a ligação.

9h50 - Estão presentes 15 arguidos, Bruno de Carvalho não está no tribunal. A juíza comenta " "está pouca gente na sala". 

9h37 - Parece que Rúben Ribeiro ainda não chegou ao tribunal de Matosinhos, de onde prestará depoimento por videoconferência... 

- Rúben Ribeiro devia ter prestado depoimento no dia 7 deste mês, mas o agora jogador do Gil Vicente não compareceu, porque alegadamente não foi notificado. Rúben e Gelson Martins - que joga no Monaco - vão ser ouvidos por videoconferência.

- Bom dia. Realiza-se hoje mais uma sessão do julgamento do ataque à academia de Alcochete, no Tribunal de Monsanto, um processo com 44 arguidos, entre eles Bruno de Carvalho. Para esta sexta-feira estão previstos os depoimentos de Rúben Ribeiro, de manhã, e Gelson Martins, à tarde, ambos jogadores do Sporting à data dos factos.

Por Luís Mota
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