Jorge Jesus: «Depois de Alcochete, disse a Bruno de Carvalho que não queria mais trabalhar com ele»

Treinador presta depoimento no julgamento do ataque a Alcochete por videoconferência a partir do Tribunal de Almada

18h13 - Na sessão de amanhã, quarta-feira, será ouvido André Pinto, de manhã, e Mário Monteiro. Piccini fica para dia 17.

18h10 - Quase quatro horas depois, acaba o testemunho de Jorge Jesus.

18h06 - "Só aceitavam treinar se fosse noutro campo, daí eu ter tido a ideia de treinar no Jamor no dia anterior ao jogo. Na final da Taça senti uma equipa completamente perdida e descomprometida. Mexeu emocionalmente com todos", acrescentou Jorge Jesus.

18h03 - "Os jogadores ficaram muito mais traumatizados. Estávamos a uma semana da final da Taça de Portugal e eu queria que eles treinassem, mas eles diziam que não conseguiam nem queriam entrar na Academia", referiu Jorge Jesus.

18h02 - Jorge Jesus admite que a invasão "mexeu" com ele "ao nível profissional" e mesmo "emocionalmente", pois ainda sente "tristeza" pelo sucedido.

17h59 - "Depois de Alcochete, disse-lhe pessoalmente [a Bruno de Carvalho] que não queria mais trabalhar com ele. Pedi para me ir embora sem receber mais nada, mesmo tendo mais um ano de contrato. Aliás, nos 3 anos em que lá estive pedi para sair 3 ou 4 vezes", refere Jorge Jesus.

17h49 - Jorge Jesus sublinha que o "mau-estar" para com Bruno de Carvalho era "geral" a todo o grupo de trabalho.

17h42 - Os ânimos aquecem: Jorge Jesus pergunta à juíza se "esse senhor" está a fazer um "interrogatório", aludindo a Miguel Fonseca. "Sou advogado, não sou encomendador", responde o advogado.

17h40 - Miguel Fonseca reforça: "Bruno de Carvalho perguntou o que é que aconteceu ou como é que aconteceu?". JJ atira: "Não me lembro do tempo verbal".

17h39 - Jesus acrescenta que a reunião que teve com Bruno de Carvalho no seu gabinete, no rescaldo da invasão, durou "cinco minutos" e que o ex-presidente lhe terá perguntado o que aconteceu.

17h34 - Jesus não especifica. Refere que os jogadores foram para a sala de estar de forma a evitar contacto com o então líder do Sporting.

17h32 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, pede a palavra. "Que jogador é que lhe disse que não queriam falar com o presidente?", atira o advogado. "Em primeiro lugar, boa tarde", responde Jesus.

17h27 - "[Os agressores] Não me meteram medo porque o meu feitio é esse", disse Jorge Jesus.

17h15 - O técnico já está a ser ouvido há quase três horas, por esse motivo é-lhe concedida uma pausa para beber água. Jesus recusa e diz para continuar.

17h12 - Jorge Jesus diz que a equipa técnica tinha "zero" relação com Mustafá e a Juve Leo. Mas vinca que, em eventos como os aniversários da claque, onde o técnico esteve presente , o líder da Juve Leo sempre o tratou com "respeito".

16h54 - O advogado e comentador da CMTV Aníbal Pinto pede a palavra e começa por dar os parabéns "ao senhor comendador". "Você está aí?", responde Jorge Jesus, bem-humorado.

16h35 - Agora é Miguel Matias quem irá interrogar Jorge Jesus. Antes de questionar o treinador, o advogado faz questão de manifestar o seu "respeito e admiração pelo trabalho" do técnico.

16h31 - Miguel Coutinho demora o seu tempo a fazer as questões e Jorge Jesus atira: "Está difícil..."

16h26 - "Antes do jogo com o P. Ferreira, o presidente queria que jogasse a equipa B, e não a principal. Mas eu fiz a convocatória com os jogadores que achei que eram os melhores. Eu e o presidente não tínhamos uma relação assim de tanta confiança", afirmou Jorge Jesus.

16h16 - Miguel Coutinho, advogado do Sporting, começa a inquirir Jorge Jesus.

16h06 - Jorge Jesus analisa cuidadosamente as imagens e recorrentemente pede para que as mesmas sejam puxadas atrás. Para além disso, revela boa memória quando diz que Fernando Mendes não estava num dos grupos de invasores, à saída da ala profissional: "Ele não estava aí. Estão todos de calções e ele não estava."

15h44 - Jorge Jesus é agora confrontado com algumas imagens de videovigilância do dia do ataque.

15h34 - A juíza Sílvia Pires toma a palavra para esclarecer algumas respostas do técnico.

15h25 - Jorge Jesus vinca que, no aeroporto, Fernando Mendes acusou Acuña: "Ninguém chama nomes à minha mãe!"

15h24 - Jorge Jesus frisa que existiu um "confronto verbal" entre os capitães do Sporting, William e Rui Patricio, e Bruno de Carvalho, na reunião pós-Atlético Madrid.

15h22 - "O André Geraldes e o segurança que acompanhava a equipa estavam perto do Fernando Mendes. Ele disse para o ar, para todos ouvirem,: 'no primeiro dia de treinos vamos lá estar'", recorda o agora treinador do Flamengo.

15h14 - "Depois do jogo com o Marítimo dirigimo-nos à zona das claques, como fazíamos quando ganhámos ou perdíamos, e houve algum confronto entre os jogadores e os adeptos. No aeroporto, o Fernando Mendes insultou-nos, não me lembro se se dirigiu a algum jogador em específico", sublinha Jorge Jesus.

15h10 - Refira-se que no Tribunal de Monsanto estão presentes 19 arguidos. O ex-presidente Bruno de Carvalho não compareceu.

15h05 - Jesus continua a relatar o que se passou na reunião: "O presidente disse-me para estar preparado porque os advogados do Sporting iam fazer uma nota de culpa e, como podia não haver tempo para a fazer, para mudar o treino para a tarde de terça-feira."

15h03 - "Depois eu e a minha equipa técnica fomos convocados para uma reunião na segunda-feira. Pensámos que íamos ser todos despedidos. Estava o presidente e mais três elementos da direção: Carlos... já não me recordo do nome dele, Rui Caeiro e também não me lembro do nome do outro elemento", continua. 

15h00 - "Jogámos com o Marítimo no Funchal e depois fiz a preparação de treino da semana seguinte com o Vasco [Fernandes, secretário técnico]. Já passou algum tempo, mas tenho quase a certeza que segunda era folga e o regresso aos treinos estava agendado para terça de manhã", relata.

14h54 - "Os treinos era eu que marcava. Normalmente eram de manhã, mas por vezes alterávamos a hora, consoante a preparação e o jogo em causa", explica Jesus.

14h51 - Jorge Jesus dirige-se recorrentemente a Fernanda Matias, que o questiona, como "senhora juíza". A magistrada interrompe o treinador e atira: "Não sou juíza, sou procuradora da república!", diz, bem-humorada.

14h48 - "Bruno de Carvalho apareceu lá passada uma ou duas horas, acompanhado pelo André Geraldes. Falou comigo. Pediu-me para ir falar com os jogadores, mas eles não queriam falar com ele", recorda o técnico.

14h47 - Jorge Jesus conta como ficou o balneário: "Parecia um filme de terror. No balneário estava tudo virado ao contrário, os jogadores alterados e sem saber o que fazer. O Bas Dost foi o único que vi a chorar, mas todos estavam revoltados."

14h43 - "O William também falou com o Fernando Mendes e com outro indivíduo, cuja alcunha acho que é Aleluia. Como sei? Perguntei ao William e ele disse-me quem era."

14h42 - "Não vi mais agressões. Só depois, quando estive com os meus jogadores, é que vi que o Bas Dost era um dos que estava em pior estado. Estava a chorar e perguntou-me: 'Mister, por que é que me fizeram isto?'", prossegue.

14h36 - O treinador relata uma segunda agressão e descreve o primeiro agressor: "Depois levei com um cinto, meio no ombro, meio na cara. O que me deu o soco? Lembro-me que tinha calções e ténis, não tinha mais que 23/24 anos. Depois voltei a ver o Fernando Mendes e disse-lhe: 'Estás a fazer o que estão a fazer? Vocês são uns cobardes'."

14h34 - "Quando tentei entrar na cabine, falei com o Fernando Mendes, que me disse: 'Não posso fazer nada, não posso fazer nada'. Depois fui agredido nos corredores, tentei reagir mas foi uma enorme confusão", acrescenta.

14h33 - Jorge Jesus explica que foi agredido: "Levei um soco na cara, caí e fiquei a sangrar do nariz. O Fernando Mendes estava perto de mim. Depois apareceu outro indivíduo, um que levou um carro lá para dentro, também me viu a levar o soco. Não o conhecia, sei agora quem é porque depois vi as imagens".

14h29 - "Era fumo e gritos por todo o lado. Não consegui chegar à cabine onde estavam os jogadores porque fui agredido", prossegue o antigo treinador leonino.

14h23 - "Eram tantos... Lembro-me perfeitamente que comecei a correr direto à cabine. Não os vi a entrar, eram muitos, a maior parte da cabeça coberta. Os últimos 4 elementos que fizeram a invasão vinham de cara destapada, um deles reconheci: o Fernando Mendes. Mais de 20 eram de certeza. Parecia uma marcha de um pelotão de guerra", recorda Jorge Jesus.

14h20 - Jorge Jesus começa o seu depoimento.

14h00 - Jorge Jesus já está no Tribunal de Almada. O treinador entrou no edifício pela garagem.

12h09 - Fonte próxima de Rúben Ribeiro contou ao nosso jornal que o jogador não foi notificado. Saiba mais aqui.

11h05 - Segundo Record apurou, Rúben Ribeiro compareceu às 8 da manhã nas instalações do Gil Vicente e está neste momento a treinar. A sessão de trabalho dos minhotos deve terminar por volta do meio-dia.

10h39 - O advogado conta que Bruno de Carvalho já se inteirou do depoimento de Rui Patrício: "Ele já sabe o que foi aqui dito. Reagiu com normalidade, não era que não fosse esperado." Sobre a audiência com Jorge Jesus esta tarde: "Exatamente a mesma coisa. Espero ouvir o que o homem venha dizer."

10h36 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, comentou a ausência de Rúben Ribeiro: "em princípio deverá ser marcada uma nova data nova para ele comparecer. Deixou-se dormir? Não sei, não posso dizer mais nada objetivamente. Hoje por acaso também acordei mais tarde..."

10h28 - Record apurou que Rúben Ribeiro alegou que estava a treinar. Vai ser agora notificado pela polícia.  

10h17 - A juíza que lidera o processo explicou em Monsanto que Rúben Ribeiro não compareceu no tribunal no norte do país onde era suposto prestar declarações por videoconferência esta manhã e que o seu advogado não atende o telemóvel, pelo que não haverá sessão esta manhã. Retoma à tarde, por volta das 14 horas, com o depoimento de Jorge Jesus.

9h30 - Hoje pela manhã será ouvido Rúben Ribeiro, jogador do Sporting à data dos factos, hoje futebolista do Gil Vicente. Vai falar por videoconferência. À tarde as atenções estarão centradas em Jorge Jesus, que apesar de se encontrar em Lisboa, não vai a Monsanto prestar declarações. O treinador do Flamengo vai contar o que viu no dia do ataque a partir do Tribunal de Almada.

- Durante o dia de ontem falaram Márcio Sampaio, ex-preparador físico dos leões, e Rui Patrício, antigo capitão do Sporting, agora guarda-redes do Wolverhampton. Recorde aqui tudo o que se passou na sessão. 

- Bom dia, vamos acompanhar hoje mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, um processo que decorre no Tribunal de Monsanto e que conta com 44 arguidos, incluindo Bruno de Carvalho.

Por Ricardo Granada
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