Alexandre Godinho e a reunião do plantel com Bruno de Carvalho: «Capitães não se portaram bem»

Antigo vice-presidente dos leões presta depoimento como testemunha abonatória no julgamento do ataque à Academia do Sporting

Foto: Inês Gomes Lourenço
Foto: Pedro Simões
CMTV
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15h29 - Termina mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete. Na próxima terça-feira (18) serão ouvidos Eduardo Barroso, Carlos Vieira, Jorge Fonseca, José Trindade, João Estorninho e José Ribeiro (manhã) e Pinto da Costa (tarde). Dia 21 é a vez de Miguel Maia e do arguido Emanuel Calças.

15h10 - Vão ser agora ouvidas testemunhas abonatórias de alguns arguidos.

15h09 - Termina o testemunho de Alexandre Godinho.

14h58 - Nesse momento, Bruno de Carvalho terá sido informado, por José Ribeiro, que "o mister [Jorge Jesus] disse para ele não ir à Academia".

14h50 - "Dia 15 [de maio de 2018] é quando rebenta o tal caso Cashball. Estávamos reunidos por causa disso e quando a notícia saiu ninguém percebeu o que se estava a passar", recorda o antigo vice-presidente.

14h40 - Alexandre Godinho recorda a reunião a 7 de abril de 2018, na sequência da derrota em Madrid. "Foi solicitada pelos jogadores, teve lugar no estádio. Houve uma troca de acusações entre jogadores e a administração, algumas situações mais chatas, nomeadamente com os capitães. Não se portaram bem... William acusou o presidente de ter ordenado partirem os carros dos jogadores. Rui Patrício foi insolente."

14h35 - Termina o testemunho de Carlos Carneiro. Começa agora Alexandre Godinho, ex-vice-presidente na direção de Bruno de Carvalho.

14h25 - Carneiro vinca que Bruno de Carvalho impunha uma "cultura de exigência", como "um líder", e que "nos maus momentos procurava sempre tentar ver o que faltava para melhorar". "Tivemos três ou quatro reuniões com ele", recorda.

14h15 - Depois das questões do advogado de Bruno de Carvalho, Miguel Fonseca, termina o testemunho de João Pinto. Agora é a vez de Carlos Carneiro, jogador de andebol do Sporting e mais uma testemunha arrolada por Bruno de Carvalho.

14h10 - "O presidente [Bruno de Carvalho] tinha uma relação familiar com os jogadores de hóquei. Era uma relação de proximidade. Ficava feliz com as vitórias e triste com as derrotas como os jogadores", recorda.
 
14h05 - A sessão da tarde começa com a audição a João Pinto, ex-jogador do hóquei em patins do Sporting, hoje nos italianos do Lodi. Fala por Skype.

12h14 - A juíza dá por encerrados os testemunhos da parte da manhã. A sessão retomada às 14 horas.

11h24 - Falam agora algumas testemunhas abonatórias dos arguidos.

11h03 - O arguido é questionado acerca das motivações que o levaram a 15 de maio de 2018 à Academia, porém este opta por não responder a questões do painel de juízes.

10h55 - O arguido João Gomes também pretende fazer uma declaração: "Tenho a consciência que errei e arrependo-me do que aconteceu. Gostava de pedir desculpas ao Sporting, jogadores, a este tribunal e do fundo do meu coração aos meus pais."

10h47 - O arguido acreditava que Mustafá também ia à Academia, contudo tal não aconteceu. Se o líder da Juve Leo tivesse ido, Gustavo Tavares não tem dúvidas: "Nada daquilo teria acontecido."

10h35 - "Depois do jogo com o Marítimo estava um pouco alterado e revoltado. Queríamos dar um encorajamento para a final da Taça de Portugal. Entrei na Academia, dei uma volta na ala profissional e saí. Quando lá chego já não vi nada, já estava o alarme a tocar. Vi uma data de jornalistas, inclusivamente alguns que eu conheço", acrescenta Gustavo Tavares.

10h32 - Entretanto, dentro do tribunal, o arguido Gustavo Tavares pede a palavra e diz-se arrependido pelo sucedido, que causou "enorme impacto" na sua vida. "Gostaria de pedir desculpa ao Sporting, à equipa técnica, aos jogadores, à Juventude Leonina e ao Tribunal", vinca.

10h31 - "Por que o Sporting chegou a este ponto? Se tivesse havido alguma compreensão e diálogo podia-se ter evitado isso." 

10h28 - "Voltar? Já dei o meu contributo ao Sporting, não vou candidatar-me outra vez. Entrei e saí pela porta grande, havia respeito. Eles [os jogadores] sabiam que o presidente fazia o melhor que podia. Cada pessoa tem o seu estilo de gerir as coisas.

10h25 - Sousa Cintra voltou a falar, agora à saída do tribunal. "Temos um passado que nos orgulha, não é só ganhar campeonatos. Tem de haver festa e não guerras. Os jogadores tiveram segurança, eu disse-lhes que não ia acontecer nada. Bas Dost era o que estava mais traumatizado. Mas conversando com eles, dizendo que isto nunca mais ia acontecer... Insisti e o Bas Dost ficou. Ele próprio arranjou segurança. As coisas correram bem com ele. O Sporting tem a obrigação de defender os seus jogadores, ele são o património do clube. Eles todos compreenderam a situação, as coisas funcionaram bem. O diálogo é indispensável, nunca vi ninguém ganhar nada com guerras, mas pronto... Entraram agora numa guerra desenfreada, não sei onde isto vai parar."

10h12 - Termina o testemunho de Sousa Cintra.

10h11 - "Quais foram as alterações ao nível da segurança que implementou na Academia ao tomar posse da Comissão de Gestão?", pergunta Miguel Fonseca. "Passou a haver mais atenção para o que se estava a passar. O que aconteceu não podia voltar a acontecer", frisa sousa Cintra.

10h09 - Aníbal Pinto não tem mais questões. É a vez de Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho.

10h07 - "No seu tempo enquanto presidente, quando o Sporting perdia, é verdade ou não que existiam momentos de tensão?", questiona Aníbal Pinto. "Sim, mas o diálogo era sempre importante. A liberdade tem de estar sempre acompanhada pela responsabilidade. Depois da Comissão de Gestão, quando passei a pasta ao presidente que foi eleito, tudo estava bem com as claques."

10h04 - O advogado Aníbal Pinto começa por perguntar a Sousa Cintra qual a sua opinião sobre as claques. "A minha relação com as claques sempre foi boa. Quando assumi a função de presidente da SAD tivemos uma reunião com as claques todas e conversámos, dissemos que precisávamos da ajuda deles para que tudo corresse bem. Não tivemos nenhum problema com as claques."

10h03 - Começa o testemunho de Sousa Cintra.

9h41 - "Ele [Varandas] queria unir os sportinguistas, ele tem estas divisões com as claques... As claques têm de respeitar o clube, os sócios, têm de ter um comportamento cívico e exemplar. Mas o que se passou foi desagravável. O importante era haver diálogo, entendimento. Nunca vi ninguém ganhar alguma coisa com guerras. Quando estive no Sporting como presidente da SAD pensei que o Sporting estava tranquilo em todas as vertentes, achava que estava tudo dentro da normalidade. Não havia motivo para tanto alarido, a união faz a força e essa união quebrou-se", concluiu Sousa Cintra, entrando depois no Tribunal. 

9h40 - "Podíamos ter evitado isto tudo [guerra com as claques]. Sou um amante do diálogo é conversando que as pessoas se entendem."

9h36 - "Quando peguei no Sporting, havia aquela situação que todos conhecem. Tudo se resolveu naquela altura, o Sporting conseguiu recompor-se e tive pena de as coisas não terem corrido como a comissão fez. A comissão fez um trabalho brilhante, recuperou jogadores e deu uma alma nova ao clube. Quando saí do Sporting, o clube estava em 1º lugar e já tinha jogado como Benfica na Luz e com o Sp. Braga. O clube estava animado, o treinador estava a dar conta do recado, todos os jogadores estavam comprometidos com o projeto de sermos campeões e de darmos uma grande lição ao futebol depois do que tinha contecido. Depois o doutor Varandas quis alterar as coisas e não foi isso que ele disse na campanha. Ele disse que queria unir os portugueses e os sportinguistas, mas como ia fazer isso naquela forma? Manda o treinador embora, o Peseiro tinha estado no Sporting um ano e pouco, levando o clube à final da Liga Europa. Perdeu o campeonato desse ano no último jogo com o Benfica. Cinco treinadores depois disso?"

9h35 - "Só tenho de lamentar o que aconteceu. Sei que o que se tive a ocasião de ver nas televisões, foi um dia triste para mim, para os sportinguistas e para os portugueses. Ouvi relatos, mas eles já todos fizeram os seus depoimentos. O que posso dizer é que não conheço a pessoa que me convocou para testemunhar. Espero que as coisas corram bem, que a justiça faça o seu trabalho." 

9h33 - "Não sei o que venho aqui fazer, venho como testemunha de uma pessoa que não conheço. O nome que vem aqui, Guilherme Gata de Sousa, não conheço. Deve ser uma perda de tempo...", disse Sousa Cintra à chega a Monsanto.

- Para esta manhã está previsto ser ouvido Sousa Cintra, antigo presidente do Sporting que assumiu a liderança do clube no período transitório até às eleições, depois da saída de Bruno de Carvalho. À tarde será a vez de algumas testemunhas abonatórias de Bruno de Carvalho: Alexandre Godinho (vice-presidente na direção de Bruno de Carvalho), os atletas Carlos Carneiro (andebol) e Miguel Maia (voleibol).

- Bom dia, seja bem-vindo a mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia do Sporting, um processo com 44 arguidos, incluindo Bruno de Carvalho, que decorre no Tribunal de Monsanto.

Por Ricardo Granada
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